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Livro de Resumos

Tunelamento macroscópico de carga

C. Cherubim, Frederico Brito

Published Jan 1, 2014• 0 citations
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O texto toma como ponto de partida o Prêmio Nobel de Física de 2025, concedido a John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis pela observação de tunelamento quântico macroscópico e de níveis de energia discretos em circuitos supercondutores, para discutir o alcance e os limites do reducionismo na física contemporânea. Ao mostrar como efeitos quânticos típicos do microscópico se tornam acessíveis em dispositivos macroscópicos, o caso ilustra o sucesso da mecânica quântica em fundamentar tecnologias como a computação quântica e reforça a ambição de explicar sistemas cada vez mais complexos a partir de graus de liberdade elementares. A partir daí, o artigo interroga se e como essa estratégia pode ser estendida à mente e à consciência, sugerindo apenas de modo programático a possibilidade de níveis emergentes de descrição para fenômenos mentais, sem postular uma “nova física”, e defendendo a continuidade com o formalismo quântico padrão e com os critérios usuais e heterodoxos de testabilidade empírica.