A Ontopsicologia como resolução ao problema crítico do conhecimento: um diálogo entre Werner Heisenberg e Antonio Meneghetti The Ontopsychology as resolution to the critical problem of knowledge. A dialogue between Werner Heisenberg and Antonio Meneghetti
O presente artigo discute a relação do princípio de indeterminação de Heisenberg com a Ontopsicologia, com o objetivo primeiro de afrontar o problema crítico do conhecimento, isto é: o homem conhece a realidade que mede? Pretendemos verificar, a partir dos limites assumidos pela própria ciência – constantes no enunciado do princípio de indeterminação de Heisenberg – se o homem tem condições de conhecer e saber o real. Para responder esta questão é imprescindível discutir com profundidade a relação pesquisador versus objeto de pesquisa. Veremos isso “na prática” a partir de um experimento real: a experiência da fenda dupla. A partir deste experimento, promovemos um diálogo entre Heisenberg e Meneghetti, onde fica evidente que, fazendo uso da ciência que está fundada sobre um critério convencional, o real é algo que permanece desconhecido ao homem cientista. O real só é possível ser conhecido através de uma ciência que esteja fundada sobre o critério de natureza. A ciência que traz justamente esta novidade é a Ontopsicologia, razão pela qual ela pode se qualificar como resolução ao problema crítico do conhecimento.
O presente artigo discute a relação do princípio de indeterminação de Heisenberg com a Ontopsicologia, com o objetivo primeiro de afrontar o problema crítico do conhecimento, isto é: o homem conhece a realidade que mede? Pretendemos verificar, a partir dos limites assumidos pela própria ciência – constantes no enunciado do princípio de indeterminação de Heisenberg – se o homem tem condições de conhecer e saber o real. Para responder esta questão é imprescindível discutir com profundidade a relação pesquisador versus objeto de pesquisa. Veremos isso “na prática” a partir de um experimento real: a experiência da fenda dupla. A partir deste experimento, promovemos um diálogo entre Heisenberg e Meneghetti, onde fica evidente que, fazendo uso da ciência que está fundada sobre um critério convencional, o real é algo que permanece desconhecido ao homem cientista. O real só é possível ser conhecido através de uma ciência que esteja fundada sobre o critério de natureza. A ciência que traz justamente esta novidade é a Ontopsicologia, razão pela qual ela pode se qualificar como resolução ao problema crítico do conhecimento.
O presente artigo pretende dar uma resposta à pergunta: afinal, o homem pesquisador é capaz de conhecer? Edmund Husserl denuncia uma crise nas ciências, ao afirmar que nenhuma ciência demonstrou ser capaz de conhecer a causalidade em si. Werner Heisenberg evidenciou esta crise quando formulou o texto que ficou conhecido como o ‘’Princípio de Indeterminação’’, no qual demonstra que o homem pesquisador não consegue medir com exatidão, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade de uma partícula atômica. O experimento da fenda dupla releva o quanto afirmado por Heisenberg. Esta incapacidade de conhecer é própria da natureza? Ou é o homem cientista que tem sido incapaz de conhecer? Para responder esta questão, o mesmo experimento da fenda dupla ilustra uma realidade que acontece aprioristicamente no interior do homem, inconsciente: “o princípio crítico sobre a razão humana antecipada por um monitor metabolizado no cérebro’’. Deste modo, o homem pesquisador age no externo por como é interferido no interno. Aqui retorna a pergunta inicial: conhecer, afinal é possível? Físicos contemporâneos como Carlo Rovelli e Anton Zeilinger dão ênfase à informação, destacando os avanços da ciência informática. Será esta a resolução do problema crítico do conhecimento? Antonio Meneghetti afirma que a indeterminação não está restrita ao experimento feito em laboratório. A partir do conceito ontológico de informação, evidencia que tudo está em aberto; e aponta umcaminho para que o homem possa conhecer o real (ser), como causalidade última de toda fenomenologia: o campo semântico. Aqui está a resolução do problema crítico do conhecimento.
Resumo: O presente artigo pretende questionar o que a ciência construída pelo homem realmente conhece.Neste sentido é preciso verificar o que realmente significa "conhecer".A ciência de hoje pode realmente "ostentar" este nome?Edmund Husserl denuncia uma crise nas ciências, afirmando que nenhuma ciência demonstrou ser capaz de conhecer a causalidade em si.Werner Heisenberg evidenciou esta crise quando formulou o texto que ficou conhecido como o "Princípio de Indeterminação", no qual demonstra que o homem cientista não consegue medir com exatidão, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade de uma partícula atômica.Esta incapacidade de conhecer é própria da natureza?Ou é o homem cientista que tem sido incapaz de conhecer?Erwin Schrödinger afirma que a indeterminação formulada por Heisenberg não é definitiva.Antonio Meneghetti evidencia que a indeterminação não está restrita a um experimento feito em laboratório.A partir do conceito de "informação", ele afirma que tudo está em aberto.Mas existe um caminho para se conhecer o real, a causalidade em ato.Para trilhar este caminho, precisamos afrontar o tema da Ontologia, isto é: a metafísica.Para conhecer o real, a causa em si, o homem precisa conhecer o ser, a lógica do ser.O homem então descobrirá que o ser ama comunicar, e faz isto emanando informações.É necessário aprender a ler estas informações.Este é o modo para se entrar no mundo-davida, como diria Husserl.Caso contrário, a ciência continuará sendo sinônimo de descrição de fenômenos que o homem cientista percebe com os sentidos externos.A causalidade permanecerá desconhecida.
A presente dissertação tem como objetivo expor as idéias de Werner Heisenberg (1901-1976) sobre a natureza das transformações conceituais advindas com o surgimento da física moderna. As teorias da relatividade e a mecânica quântica geraram graves debates sobre a relação entre os seus novos conceitos e aqueles pertencentes à física clássica, entre teoria e experiência, sobre o papel que então deteriam conceitos antes julgados como fundamentais, tais como os de espaço, tempo, propriedades e causalidade. Na primeira parte, nós expomos o modo como Heisenberg compreende a história do desenvolvimento da física moderna, bem como as variadas características dos problemas que a acompanharam. Na segunda parte, nós expomos as reflexões de Heisenberg sobre as relações entre os conceitos clássicos e os modernos, ao mesmo tempo em que analisamos as formas pelas quais esses conceitos influenciam nas mais variadas atividades humanas. Por fim, oferecemos algumas indicações sobre como se constitui um problema ao qual Heisenberg continuamente retorna: aquele que concerne à possibilidade do homem se orientar no mundo.
Esta pesquisa procura problematizar a interpretação conceitual de Werner Karl Heisenberg (1901-1976) em torno do problema da objetividade dos fenômenos quânticos, ou seja, em torno do antigo problema metafísico que remonta à filosofia grega, de investigar os últimos constituintes da natureza, o que, no caso de Heisenberg, significa indagar o estatuto filosófico-ontológico das vinte e cinco partículas elementares conhecidas em seu tempo. Heisenberg defende a ideia segundo a qual as partículas elementares são, em última instância, formas matemáticas que a energia deve assumir a fim de tornar-se matéria, o que aproxima sua interpretação ao modo como Platão concebia as formas puras, ou eidos. Nossa pesquisa procura problematizar a interpretação idealista de Heisenberg, e discutir as variadas facetas que estão envolvidas e implicadas neste seu posicionamento filosófico idealista. Por fim, defendemos a ideia da existência de uma tensão interna entre as posturas do filósofo Heisenberg que defende uma aproximação com as formas de Platão, para o problema da objetividade dos fenômenos quânticos, e do físico Heisenberg que aceita indiretamente um fundo objetivo material inerente aos fenômenos quânticos. Defendemos ainda que a estratégia de superação dessa tensão interna entre a física e filosofia, ou entre matéria e forma, em Heisenberg, constitui-se no que denominamos de atitude pragmática de Heisenberg, que consiste em preservar, simultaneamente, uma posição epistemológica-positivista no âmbito da física quântica, o que significa manter-se nos estreitos limites do que é possível conhecer pela observação, e uma posição ontológico-metafísica, no âmbito da filosofia, isto é, a posição de buscar as respostas últimas em relação a tudo o que existe.
Este artigo discute o uso que Werner Heisenberg faz da filosofia grega clássica no âmbito dos debates acerca da teoria quântica realizados na primeira metade do século xx. Para esse autor, a ciência foi determinada pelo influxo de duas correntes de pensamento que surgiram na Grécia antiga: o materialismo e o idealismo. A partir de tal clivagem, Heisenberg fundamenta sua crítica aos opositores da Interpretação de Copenhague, além de justificar filosoficamente suas próprias teses sobre a mecânica quântica. Apesar de suas concepções filosóficas não serem passíveis de uma sistematização completa, a relação que Heisenberg estabeleceu entre a filosofia grega e os problemas da teoria dos quanta acabou por resultar em uma interpretação da realidade física na qual é predominante um platonismo e um incipiente estruturalismo matemático.
A rejeicao de dualismos, como sujeito/objeto e teorias/fatos, esta presente principalmente nos ultimos textos de Erwin Schrodinger. Ele da a entender tambem nesses textos que o que e considerado real e tudo aquilo que nos faz agir de determinada forma. Este artigo e parte de um projeto em fase inicial de desenvolvimento, que se propoe a estabelecer esses e outros pontos de contato entre a filosofia pragmatista e as ideias de Schrodinger. Segundo Yemima Ben-Menahem, seria dificil rotular a posicao filosofica deste renomado fisico, mas parece adequado, para ela, dizer que se trata de uma “filosofia com uma face humana”. Defendemos que, para Schrodinger, a ciencia constroi seu proprio objeto de estudo e, alem disso, a propria realidade dos objetos cotidianos e um construto, estabelecido em uma experiencia de inter-relacao entre a ‘mente’ ou o ‘sujeito’ e o ‘mundo’. Em “Mind and Matter”, publicado em 1958, Schrodinger afirma que “sujeito e objeto sao um so”, nao havendo uma barreira entre um mundo que “existe” e outro que e percebido. A formacao de “invariantes”, que nos fazem ver a realidade da mesma forma, comeca ainda na tenra infância. O objeto do cientista carrega essa construcao, mais a maneira como ele o concebe a partir de uma teoria de fundo. Neste artigo, comparamos as ideias de Schrodinger com as de John Dewey sobre a realidade, em “Philosophy and Civilization”, especialmente o capitulo “The Practical Character of Reality”.