Com a física moderna, particularmente pela criação da Mecânica Quântica, M. Schlick apresentou uma nova crítica, no âmbito do neopositivismo, sobre o princípio de causalidade.With modern physics and especially with the creation of quantum mechanics, M. Schlick presents a new criticism of the principle of causality in the sphere of neopositivism.
Com a física moderna, particularmente pela criação da Mecânica Quântica, M. Schlick apresentou uma nova crítica, no âmbito do neopositivismo, sobre o princípio de causalidade.With modern physics and especially with the creation of quantum mechanics, M. Schlick presents a new criticism of the principle of causality in the sphere of neopositivism.
Resumo: O sentido da causalidade e da probabilidade, em Max Born, e referenciado como interpretacao ortodoxa da Mecânica Quântica, que teve implicacoes na leitura de Copenhague. Nao parece ser o sentido neopositivo no âmbito da filosofia da fisica. Mas, na leitura probabilistica de Max Born esta presente a causalidade, considerando-se a probabilidade como elemento real, recaindo no mundo dos “invariantes observacionais”, criando nova leitura fenomenica da “realidade quântica”, permitindo uma reconciliacao entre os aspectos corpuscular e o ondulatorio. Os conceitos da Mecânica Quântica, estranhos e analogos, desenvolvem-se a partir das ideias classicas, tal como Max Born elaborou na sua leitura probabilistica.
O desenvolvimento da teoria quântica, na primeira metade do século passado, acendeu um debate acalorado entre filósofos e físicos sobre a natureza das leis físicas e, em especial, sobre a validade do princípio de causalidade. Tendo em vista a teoria de Planck sobre a radiação, a interpretação probabilista de Max Born, as relações de incerteza de Heisenberg e o princípio de complementaridade de Bohr, muitos físicos colocaram em dúvida a causalidade clássica, cuja legitimidade parecia a princípio não mais estar assegurada no domínio quântico. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir as diferentes posições em torno desse debate. Serão analisados, além dos argumentos levantados pelos intérpretes de Copenhague, aqueles sustentados por neopositivistas e neokantianos. Procuraremos mostrar que, a despeito dos antagonismos filosóficos, a posição adotada por Schlick nesse debate parece estar mais próxima de Cassirer do que de seu colaborador Reichenbach.
A tese aborda a questão da causalidade na mecânica quântica a partir de uma análise histórica e filosófica do trabalho de Erwin Schrödinger, focando no período de 1918 a 1926. Utilizando uma perspectiva de História Cultural das Ciências, a pesquisa explora como as influências culturais e intelectuais do início do século XX moldaram as abordagens de Schrödinger em relação ao conceito de causalidade. O estudo é estruturado em capítulos independentes que abordam aspectos distintos dessa transformação. O Capítulo 1 revisita a influente tese de Paul Forman, intitulada Weimar Culture, Causality and Quantum Theory, que sugere que o ambiente cultural da Alemanha de Weimar, marcado por um clima de pessimismo e uma rejeição crescente da racionalidade, influenciou o desenvolvimento de uma abordagem acausal na física quântica. A autora analisa como essa tese foi recebida ao longo das décadas, as críticas enfrentadas e a relevância contínua de suas proposições para a historiografia das ciências. O Capítulo 2 foca na filosofia de ciência de Schrödinger, especialmente no desenvolvimento da mecânica ondulatória. Este capítulo examina como e quais influências se deram sobre o pensamento de Schrödinger, como o do físico Franz Exner particularmente em relação a ideias sobre indeterminação e estatística e a reação de Schrödinger à teoria de Bohr-Kramers-Slater que introduzia uma interpretação probabilística para fenômenos quânticos. O capítulo mostra como Schrödinger entendia a utilização da causalidade no desenvolvimento da ciência como algo que não era nem correto nem errado, apenas conveniente em determinados casos fazendo, assim, alusão ao pensamento de Poincaré sobre a utilização de diferentes geometrias. A tese argumenta pela necessidade de uma abordagem que considere os cientistas como agentes ativos na construção do conhecimento, em vez de meros receptores passivos das influências culturais. Essa perspectiva dinâmica propõe uma rede de interações culturais e intelectuais, em que os cientistas utilizam recursos culturais de forma crítica e seletiva para moldar suas teorias. Conclui-se que, para entender as transformações no conceito de causalidade na mecânica quântica, é essencial considerar como contextos históricos e culturais influenciam, de maneira complexa e multifacetada, as trajetórias individuais e coletivas dos cientistas. A tese de Forman serve como ponto de partida, mas a análise sugere que uma metodologia mais orgânica e integrada, que leve em conta tanto os fatores culturais quanto as idiossincrasias pessoais, pode oferecer uma compreensão mais robusta dessas dinâmicas científicas.
A nova forma de causalidade estatística, Niels Bohr deu-lhe o nome de princípio da complementaridade, em dois modos de compreender a «natureza física». As relações de complementaridade, expressando os limites dos conceitos clássicos, pretendem apresentar nova leitura sobre os fenómenos atómicos, em termos dos conceitos da física clássica. N. Bohr propõe um novo princípio de complementaridade. Assim, serão analisados os fundamentos ontológicos, gnoseológicos e as aplicações do referido princípio da Mecânica Quântica.
Resumo: A nova forma de causalidade estatistica, Niels Bohr deu-lhe o nome de principio da complementaridade, em dois modos de compreender a “natureza fisica”. As relacoes de complementaridade, expressando os limites dos conceitos classicos, pretende apresentar nova leitura sobre os fenomenos atomicos, em termos dos conceitos da fisica classica. Assim, N. Bohr propoe um novo principio de complementaridade. Assim, sera analisada, tanto quanto for possivel, os fundamentos ontologicos, gnoseologicos e as aplicacoes do referido principio da Mecânica Quântica. Palavras-chave: Niels Bohr, principio da complementaridade, mecânica quântica, ontologia, gnoseologia, filosofia e aplicacoes. Summary: To this novel type of statistical causality Bohr gave the name complementarity; the two mutually exclusive modes of description where said to be complementary, and they then conditioned each other in a statistical way. This relation of complementarity, expressing the limitations of the classical concepts, made it possible to give a complete and consistent account of the atomic phenomena in terms of such classical concepts of physics. Bohr stressed the possibility of applying a similar method of analysis to the most varied domains of knowledge, where apparent contradictions resolve themselves into relations of complementarity. According to N. Bohr, there is effort to achieving a more and more precise formulation of the complementarity idea, and to developing its wider ontological or gnoseological implications as soon as possible the phenomenological applications to others sciences, on this article, by the Quantum Mechanics.