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Eikasía Revista de Filosofía

A Complementaridade em N. Bohr: da mecânica quântica à filosofia

Ramiro Délio Borges de Meneses

Published Jan 1, 2008• 1 citation
OpenAlex

Abstract

Resumo: A nova forma de causalidade estatistica, Niels Bohr deu-lhe o nome de principio da complementaridade, em dois modos de compreender a “natureza fisica”. As relacoes de complementaridade, expressando os limites dos conceitos classicos, pretende apresentar nova leitura sobre os fenomenos atomicos, em termos dos conceitos da fisica classica. Assim, N. Bohr propoe um novo principio de complementaridade. Assim, sera analisada, tanto quanto for possivel, os fundamentos ontologicos, gnoseologicos e as aplicacoes do referido principio da Mecânica Quântica. Palavras-chave: Niels Bohr, principio da complementaridade, mecânica quântica, ontologia, gnoseologia, filosofia e aplicacoes. Summary: To this novel type of statistical causality Bohr gave the name complementarity; the two mutually exclusive modes of description where said to be complementary, and they then conditioned each other in a statistical way. This relation of complementarity, expressing the limitations of the classical concepts, made it possible to give a complete and consistent account of the atomic phenomena in terms of such classical concepts of physics. Bohr stressed the possibility of applying a similar method of analysis to the most varied domains of knowledge, where apparent contradictions resolve themselves into relations of complementarity. According to N. Bohr, there is effort to achieving a more and more precise formulation of the complementarity idea, and to developing its wider ontological or gnoseological implications as soon as possible the phenomenological applications to others sciences, on this article, by the Quantum Mechanics.

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A complementaridade segundo N. Bohr: pelas relações quânticas e pelos fundamentos

Ramiro Délio Borges de Meneses

A nova forma de causalidade estatística, Niels Bohr deu-lhe o nome de princípio da complementaridade, em dois modos de compreender a «natureza física». As relações de complementaridade, expressando os limites dos conceitos clássicos, pretendem apresentar nova leitura sobre os fenómenos atómicos, em termos dos conceitos da física clássica. N. Bohr propõe um novo princípio de complementaridade. Assim, serão analisados os fundamentos ontológicos, gnoseológicos e as aplicações do referido princípio da Mecânica Quântica.

ENDOXA•Jun 1, 2013•0 citations

Aspectos das convergências e divergências entre os pensamentos de Kant e Bohr

Eduardo Simões, Erickson Cristiano Dos Santos, Helen Cristina Pereira Lima +2 more

O objetivo deste trabalho é apresentar a filosofia de Kant e o pensamento de Bohr como formas de conhecimento que se encontram, segundo alguns comentadores, a partir de conceitos da física clássica. Ademais, a epistemologia de Kant apresentou grande aproximação com a filosofia natural de Newton e, conceitualmente, alguns limites de fronteira com a filosofia da física quântica, se consideramos a fase inicial da mecânica clássica. Tais conceitos limítrofes adquiriram forma na física de Bohr e, por sua vez, se modificaram no pensamento do físico dinamarquês. Assim, aborda-se aqui a posição de Bohr sobre conceitos aproximados da filosofia kantiana, pelo viés clássico da preservação de conceitos como espaço, tempo, realismo e causalidade da física. Por outro lado, serão apresentados argumentos que indicam como não se sustentam todas as interpretações que construíram um “Bohr kantiano”.

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dualidade onda-partícula na perspectiva de Niels Bohr

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Este artigo tem como objetivo discutir a Dualidade Onda-Partícula e o Princípio da Incerteza como expressões de uma ideia mais geral de natureza interpretativa: o Princípio de Complementaridade, formulado pelo físico dinamarquês Niels Bohr. Trata-se, conforme defenderemos, de uma interpretação antirrealista que é fundada na objetividade da Física. A impossibilidade de utilização simultânea das leis de conservação de energia e momento (asserção de causalidade) e da coordenação espaço-temporal será problematizada, analisando-se uma possível incompatibilidade desta complementaridade com o antirrealismo. Discute-se, ainda, o processo de medição quântica numa perspectiva conceitual e epistemológica, e o significado da constante de Planck, enfatizando a ideia de que, nesta interpretação ortodoxa, o vetor de estado, que contém todas as informações do sistema, tem um significado meramente epistêmico. Assim, no que pese a extraordinária precisão com que a teoria quântica permite predizer e comunicar resultados de uma medida em um contexto experimental bem definido, a teoria não se ocupa de responder o que é o objeto quântico, no sentido ontológico, conferindo-lhe assim seu aspecto antirrealista e, ao mesmo tempo, objetivo.

Perspectivas•Jan 8, 2023•0 citations

Causalidade e teoria quântica

Patrícia Kauark-Leite

O desenvolvimento da teoria quântica, na primeira metade do século passado, acendeu um debate acalorado entre filósofos e físicos sobre a natureza das leis físicas e, em especial, sobre a validade do princípio de causalidade. Tendo em vista a teoria de Planck sobre a radiação, a interpretação probabilista de Max Born, as relações de incerteza de Heisenberg e o princípio de complementaridade de Bohr, muitos físicos colocaram em dúvida a causalidade clássica, cuja legitimidade parecia a princípio não mais estar assegurada no domínio quântico. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir as diferentes posições em torno desse debate. Serão analisados, além dos argumentos levantados pelos intérpretes de Copenhague, aqueles sustentados por neopositivistas e neokantianos. Procuraremos mostrar que, a despeito dos antagonismos filosóficos, a posição adotada por Schlick nesse debate parece estar mais próxima de Cassirer do que de seu colaborador Reichenbach.

Scientiae Studia•Jan 1, 2012•8 citations

Niels Bohr e as lições filosóficas da Teoria Quântica

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Com base na produção bibliográfica de Niels Bohr, entre os anos de 1913 e 1931, o presente artigo busca reconstruir o processo de elaboração das duas principais ideias do físico dinamarquês: os princípios de correspondência e complementaridade. Através desta reconstrução, busca-se analisar as possíveis motivações (a nível físico, filosófico e em prol de uma agenda de pesquisa) que guiaram Bohr neste período de elaboração da correspondência e complementaridade. Ao analisar este processo, é possível identificar que ambos os princípios estão interligados, de maneira que, para a compreensão mais ampla do pensamento bohriano, é preciso considerar ambos os conceitos enquanto agentes praticamente indissociáveis. Outro aspecto discutido é quais lições epistemológicas e ontológicas Bohr nos apresenta, ao propor a correspondência e complementaridade.

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O ANTIRREALISMO ORTODOXO NA AURORA DA MECÂNICA QUÂNTICA

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RESUMO O tema do antirrealismo ortodoxo na aurora da mecânica quântica nasce da perspectiva de discutir o problema que envolve o embate entre realismo e antirrealismo nos primórdios da mecânica quântica, especialmente no interior da interpretação de Copenhague, liderada por Niels Bohr e Werner Heisenberg. Em termos gerais, objetiva-se evidenciar pressupostos ontológicos e os conceitos metafísicos empregados nas diversas concepções que compõe a interpretação supramencionada, particularmente, o princípio da incerteza de Heisenberg. A metodologia para tal análise será uma revisão de literatura, portanto, uma pesquisa bibliográfica, baseada no que há de mais atual sobre o tema em epígrafe. O que se intenta com o presente artigo é demonstrar como o realismo e antirrealismo, enquanto perspectivas filosóficas, versam sobre a natureza da realidade e a relação entre conceitos teóricos e observações empíricas. O realismo apresenta uma visão que postula a existência da realidade objetiva e independente das observações humanas e o antirrealismo sustenta que os conceitos teóricos e entidades propostas por teorias científicas não podem ter uma correspondência direta com a realidade, independente das observações. Nesse trabalho o leitor verá uma discussão sobre essas duas vertentes nos primórdios da mecânica quântica e suas consequências para o entendimento do mundo dos quanta. Palavras-chave: Antirrealismo, incerteza, mecânica quântica.

DESAFIOS Revista Interdisciplinar da Universidade Federal do Tocantins•Apr 22, 2024•0 citations
Resumo: A nova forma de causalidade estatistica, Niels Bohr deu-lhe o nome de principio da complementaridade, em dois modos de compreender a “natureza fisica”. As relacoes de complementaridade, expressando os limites dos conceitos classicos, pretende apresentar nova leitura sobre os fenomenos atomicos, em termos dos conceitos da fisica classica. Assim, N. Bohr propoe um novo principio de complementaridade. Assim, sera analisada, tanto quanto for possivel, os fundamentos ontologicos, gnoseologicos e as aplicacoes do referido principio da Mecânica Quântica. Palavras-chave: Niels Bohr, principio da complementaridade, mecânica quântica, ontologia, gnoseologia, filosofia e aplicacoes. Summary: To this novel type of statistical causality Bohr gave the name complementarity; the two mutually exclusive modes of description where said to be complementary, and they then conditioned each other in a statistical way. This relation of complementarity, expressing the limitations of the classical concepts, made it possible to give a complete and consistent account of the atomic phenomena in terms of such classical concepts of physics. Bohr stressed the possibility of applying a similar method of analysis to the most varied domains of knowledge, where apparent contradictions resolve themselves into relations of complementarity. According to N. Bohr, there is effort to achieving a more and more precise formulation of the complementarity idea, and to developing its wider ontological or gnoseological implications as soon as possible the phenomenological applications to others sciences, on this article, by the Quantum Mechanics.
A nova forma de causalidade estatística, Niels Bohr deu-lhe o nome de princípio da complementaridade, em dois modos de compreender a «natureza física». As relações de complementaridade, expressando os limites dos conceitos clássicos, pretendem apresentar nova leitura sobre os fenómenos atómicos, em termos dos conceitos da física clássica. N. Bohr propõe um novo princípio de complementaridade. Assim, serão analisados os fundamentos ontológicos, gnoseológicos e as aplicações do referido princípio da Mecânica Quântica.
O objetivo deste trabalho é apresentar a filosofia de Kant e o pensamento de Bohr como formas de conhecimento que se encontram, segundo alguns comentadores, a partir de conceitos da física clássica. Ademais, a epistemologia de Kant apresentou grande aproximação com a filosofia natural de Newton e, conceitualmente, alguns limites de fronteira com a filosofia da física quântica, se consideramos a fase inicial da mecânica clássica. Tais conceitos limítrofes adquiriram forma na física de Bohr e, por sua vez, se modificaram no pensamento do físico dinamarquês. Assim, aborda-se aqui a posição de Bohr sobre conceitos aproximados da filosofia kantiana, pelo viés clássico da preservação de conceitos como espaço, tempo, realismo e causalidade da física. Por outro lado, serão apresentados argumentos que indicam como não se sustentam todas as interpretações que construíram um “Bohr kantiano”.
Este artigo tem como objetivo discutir a Dualidade Onda-Partícula e o Princípio da Incerteza como expressões de uma ideia mais geral de natureza interpretativa: o Princípio de Complementaridade, formulado pelo físico dinamarquês Niels Bohr. Trata-se, conforme defenderemos, de uma interpretação antirrealista que é fundada na objetividade da Física. A impossibilidade de utilização simultânea das leis de conservação de energia e momento (asserção de causalidade) e da coordenação espaço-temporal será problematizada, analisando-se uma possível incompatibilidade desta complementaridade com o antirrealismo. Discute-se, ainda, o processo de medição quântica numa perspectiva conceitual e epistemológica, e o significado da constante de Planck, enfatizando a ideia de que, nesta interpretação ortodoxa, o vetor de estado, que contém todas as informações do sistema, tem um significado meramente epistêmico. Assim, no que pese a extraordinária precisão com que a teoria quântica permite predizer e comunicar resultados de uma medida em um contexto experimental bem definido, a teoria não se ocupa de responder o que é o objeto quântico, no sentido ontológico, conferindo-lhe assim seu aspecto antirrealista e, ao mesmo tempo, objetivo.
O desenvolvimento da teoria quântica, na primeira metade do século passado, acendeu um debate acalorado entre filósofos e físicos sobre a natureza das leis físicas e, em especial, sobre a validade do princípio de causalidade. Tendo em vista a teoria de Planck sobre a radiação, a interpretação probabilista de Max Born, as relações de incerteza de Heisenberg e o princípio de complementaridade de Bohr, muitos físicos colocaram em dúvida a causalidade clássica, cuja legitimidade parecia a princípio não mais estar assegurada no domínio quântico. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir as diferentes posições em torno desse debate. Serão analisados, além dos argumentos levantados pelos intérpretes de Copenhague, aqueles sustentados por neopositivistas e neokantianos. Procuraremos mostrar que, a despeito dos antagonismos filosóficos, a posição adotada por Schlick nesse debate parece estar mais próxima de Cassirer do que de seu colaborador Reichenbach.
Com base na produção bibliográfica de Niels Bohr, entre os anos de 1913 e 1931, o presente artigo busca reconstruir o processo de elaboração das duas principais ideias do físico dinamarquês: os princípios de correspondência e complementaridade. Através desta reconstrução, busca-se analisar as possíveis motivações (a nível físico, filosófico e em prol de uma agenda de pesquisa) que guiaram Bohr neste período de elaboração da correspondência e complementaridade. Ao analisar este processo, é possível identificar que ambos os princípios estão interligados, de maneira que, para a compreensão mais ampla do pensamento bohriano, é preciso considerar ambos os conceitos enquanto agentes praticamente indissociáveis. Outro aspecto discutido é quais lições epistemológicas e ontológicas Bohr nos apresenta, ao propor a correspondência e complementaridade.
RESUMO O tema do antirrealismo ortodoxo na aurora da mecânica quântica nasce da perspectiva de discutir o problema que envolve o embate entre realismo e antirrealismo nos primórdios da mecânica quântica, especialmente no interior da interpretação de Copenhague, liderada por Niels Bohr e Werner Heisenberg. Em termos gerais, objetiva-se evidenciar pressupostos ontológicos e os conceitos metafísicos empregados nas diversas concepções que compõe a interpretação supramencionada, particularmente, o princípio da incerteza de Heisenberg. A metodologia para tal análise será uma revisão de literatura, portanto, uma pesquisa bibliográfica, baseada no que há de mais atual sobre o tema em epígrafe. O que se intenta com o presente artigo é demonstrar como o realismo e antirrealismo, enquanto perspectivas filosóficas, versam sobre a natureza da realidade e a relação entre conceitos teóricos e observações empíricas. O realismo apresenta uma visão que postula a existência da realidade objetiva e independente das observações humanas e o antirrealismo sustenta que os conceitos teóricos e entidades propostas por teorias científicas não podem ter uma correspondência direta com a realidade, independente das observações. Nesse trabalho o leitor verá uma discussão sobre essas duas vertentes nos primórdios da mecânica quântica e suas consequências para o entendimento do mundo dos quanta. Palavras-chave: Antirrealismo, incerteza, mecânica quântica.