Desde 1930 que têm sido feitas especulações, sobre a possível “harmonia préestabelecida” entre a Mecânica Quântica e as filosofias da Índia, embora essas especulações nunca tenham sido levadas muito longe. Assim, este trabalho é uma contribuição para um estudo mais profundo deste tema, particularmente verificando se os escritos de Amit Goswami (pensador educado na tradição Hindu e professor de Física Quântica na Universidade de Oregon (E.U.A.)) ajudam de algum modo a “entender” os célebres paradoxos da Mecânica Quântica quando vistos através da filosofia do idealismo monista.
Desde 1930 que têm sido feitas especulações, sobre a possível “harmonia préestabelecida” entre a Mecânica Quântica e as filosofias da Índia, embora essas especulações nunca tenham sido levadas muito longe. Assim, este trabalho é uma contribuição para um estudo mais profundo deste tema, particularmente verificando se os escritos de Amit Goswami (pensador educado na tradição Hindu e professor de Física Quântica na Universidade de Oregon (E.U.A.)) ajudam de algum modo a “entender” os célebres paradoxos da Mecânica Quântica quando vistos através da filosofia do idealismo monista.
Este estudo tem como tema o idealismo monista de Amit Goswami, que postula a Consciência Quântica como princípio unificador e mediador de toda a realidade em suas diversas facetas, manifestas ou potenciais. Analisar-se-á conceitos e experimentos, elucidando os principais elementos teóricos para a efetivação de uma Ética Quântica. A pesquisa se justifica pelo fato de a Física Quântica ser fundamento teórico para muitas invenções tecnológicas e ainda não existirem estudos acadêmicos que mostrem as implicações éticas desta ciência, tecnicamente bem-sucedida. Existem algumas pesquisas nas ciências humanas e na filosofia que tomam a Física Quântica como matriz teórica orientadora, contudo, ainda não relacionam diretamente os seus princípios à Ética. Assim, objetiva-se responder ao questionamento sobre o pressuposto necessário para a edificação de uma ética quântica, a partir do pensamento de Goswami. A metodologia empregada é de análise bibliográfica crítica das principais obras do físico Amit Goswami, sendo O universo autoconsciente (2003) a principal, por oferecer os elementos teóricos básicos para compreensão da temática pesquisada, pois nas demais obras, o autor explora os conceitos fundamentais nela apresentados. Fragmentos das Enéadas de Plotino serão utilizados para a construção de uma analogia, deste modo, justificando o monismo idealista aqui proposto. Visto que no trabalho traça-se a trajetória que faz Goswami desembocar na teoria do Idealismo Monista, mediante as implicações contraditórias da interpretação da Física Quântica, quando subsidiada pelos princípios “materialistas”. O conceito de “consciência quântica” será trabalhado como sendo o agente causal de suas possibilidades intrínsecas com o “colapso da função de onda”. Espera-se, como resultado, evidenciar uma nova perspectiva de investigação da Ética a partir de uma abordagem sistêmica incluindo em seu arcabouço teórico elementos dinâmicos e estáticos enunciando a dialética da vida humana em suas relações.
Este estudo tem como tema o idealismo monista de Amit Goswami, que postula a Consciencia Quântica como principio unificador e mediador de toda a realidade em suas diversas facetas, manifestas ou potenciais. Analisar-se-a conceitos e experimentos, elucidando os principais elementos teoricos para a efetivacao de uma Etica Quântica. A pesquisa se justifica pelo fato de a Fisica Quântica ser fundamento teorico para muitas invencoes tecnologicas e ainda nao existirem estudos academicos que mostrem as implicacoes eticas desta ciencia, tecnicamente bem-sucedida. Existem algumas pesquisas nas ciencias humanas e na filosofia que tomam a Fisica Quântica como matriz teorica orientadora, contudo, ainda nao relacionam diretamente os seus principios a Etica. Assim, objetiva-se responder ao questionamento sobre o pressuposto necessario para a edificacao de uma etica quântica, a partir do pensamento de Goswami. A metodologia empregada e de analise bibliografica critica das principais obras do fisico Amit Goswami, sendo O universo autoconsciente (2003) a principal, por oferecer os elementos teoricos basicos para compreensao da tematica pesquisada, pois nas demais obras, o autor explora os conceitos fundamentais nela apresentados. Fragmentos das Eneadas de Plotino serao utilizados para a construcao de uma analogia, deste modo, justificando o monismo idealista aqui proposto. Visto que no trabalho traca-se a trajetoria que faz Goswami desembocar na teoria do Idealismo Monista, mediante as implicacoes contraditorias da interpretacao da Fisica Quântica, quando subsidiada pelos principios “materialistas”. O conceito de “consciencia quântica” sera trabalhado como sendo o agente causal de suas possibilidades intrinsecas com o “colapso da funcao de onda”. Espera-se, como resultado, evidenciar uma nova perspectiva de investigacao da Etica a partir de uma abordagem sistemica incluindo em seu arcabouco teorico elementos dinâmicos e estaticos enunciando a dialetica da vida humana em suas relacoes.
Este estudo tem como tema o idealismo monista de Amit Goswami, que postula a Consciência Quântica como princípio unificador e mediador de toda a realidade em suas diversas facetas, manifestas ou potenciais. Analisar-se-á conceitos e experimentos, elucidando os principais elementos teóricos para a efetivação de uma Ética Quântica. A pesquisa se justifica pelo fato de a Física Quântica ser fundamento teórico para muitas invenções tecnológicas e ainda não existirem estudos acadêmicos que mostrem as implicações éticas desta ciência, tecnicamente bem-sucedida. Existem algumas pesquisas nas ciências humanas e na filosofia que tomam a Física Quântica como matriz teórica orientadora, contudo, ainda não relacionam diretamente os seus princípios à Ética. Assim, objetiva-se responder ao questionamento sobre o pressuposto necessário para a edificação de uma ética quântica, a partir do pensamento de Goswami. A metodologia empregada é de análise bibliográfica crítica das principais obras do físico Amit Goswami, sendo O universo autoconsciente (2003) a principal, por oferecer os elementos teóricos básicos para compreensão da temática pesquisada, pois nas demais obras, o autor explora os conceitos fundamentais nela apresentados. Fragmentos das Enéadas de Plotino serão utilizados para a construção de uma analogia, deste modo, justificando o monismo idealista aqui proposto. Visto que no trabalho traça-se a trajetória que faz Goswami desembocar na teoria do Idealismo Monista, mediante as implicações contraditórias da interpretação da Física Quântica, quando subsidiada pelos princípios “materialistas”. O conceito de “consciência quântica” será trabalhado como sendo o agente causal de suas possibilidades intrínsecas com o “colapso da função de onda”. Espera-se, como resultado, evidenciar uma nova perspectiva de investigação da Ética a partir de uma abordagem sistêmica incluindo em seu arcabouço teórico elementos dinâmicos e estáticos enunciando a dialética da vida humana em suas relações.
Apresenta-se aqui uma abordagem introdutoria aos fundamentos da mecânica quântica, objetivando prover um texto acessivel aqueles que possam ter algum interesse em tomar conhecimento do que se pesquisa e o que se pesquisa e o que se discute nessa area. Faz-se uma apresentacao das interpretacoes mais acatadas do formalismo, mostrando os problemas que elas enfrentam, assim como as tentativas de contorna-los. deste modo, aborda-se os problemas de medicao e do paradoxo onda-particula, assim como as tentativas de reinterpretacao do principio da incerteza e as controversias ligadas ao paradoxo de Einstein, Podolski, e Rosen (EPR) e a desigualdade de Bell. Todos estes topicos sao abordados no contexto do confronto dos pontos de vista classicos com a posicao de Bohr-Heisenberg, sendo analisadas as consequencias da mecânica quântica sobre conceitos com realismo, localidade, causalidade e objetivismo, tao presentes na fisica classica
Abstract
Com o desenvolvimento robusto da física, as fronteiras das interpretações dos fenômenos naturais foram empurradas até limites antes bem delimitados. O professor dr. Eduardo Simões explora como as intepretações da ciência física, de uma forma geral, e da mecânica quântica, em especial, está suportada sobre uma metafísica que pressupõe a criação da realidade a partir da própria teoria elaborada inicialmente para explicá-la. Abordando desde os primórdios da física, ainda na filosofia natural atomista grega, até a física moderna, Simões demonstra que o pensamento metafísico sempre esteve subjacente ao pensamento físico ora enfrentado oposição, ora recebendo apoio entre diversos pensadores. O rico levantamento feito pelo autor permite uma visão abrangente das mudanças históricas na física, com destaque para as ideias atomistas gregas que permeia todo o desenvolvimento da física, chegando à atualidade com os desafios próprios a cultura popular de incorporar uma mística quântica alicerçada em um pensamento que cruza a fronteira turva entre a teoria científica quântica e o mundo cotidiano.
Paul Karl Feyerabend (1924-1994) foi um físico e filósofo austríaco mundialmente conhecido por sua obra Contra o Método (1975). Apesar da notoriedade do enfant terrible da filosofia da ciência (uma das alcunhas adquiridas em razão de seus posicionamentos) vir a partir desta obra, os debates contidos nela (e em outras de suas obras) possuem uma origem um tanto curiosa: a mecânica quântica. Sendo formado em física pela Universidade de Viena, os 22 anos iniciais da vida profissional do autor tinham como um de seus principais temas a mecânica quântica, em especial as versões elaboradas por Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger e Albert Einstein. A partir da mecânica quântica, Feyerabend foi capaz de experimentar e estruturar temas que lhes foram caros por toda sua vida, como: realismo, relação entre física e metafísica, relação entre ciência e sociedade, dentre outros. O presente artigo tem como objetivo apresentar de que maneira Feyerabend extrai e estrutura suas discussões desta área tão complexa, utilizando, sempre que possível, citações diretas do físico-filósofo, a fim de uma melhor caracterização do seu pensamento. Desta forma, espera-se que aqueles que não conhecem o autor, possam ter uma visão geral da tônica de suas discussões, bem como debates filosóficos podem ser construídos a partir da mecânica quântica.