Com o desenvolvimento robusto da física, as fronteiras das interpretações dos fenômenos naturais foram empurradas até limites antes bem delimitados. O professor dr. Eduardo Simões explora como as intepretações da ciência física, de uma forma geral, e da mecânica quântica, em especial, está suportada sobre uma metafísica que pressupõe a criação da realidade a partir da própria teoria elaborada inicialmente para explicá-la. Abordando desde os primórdios da física, ainda na filosofia natural atomista grega, até a física moderna, Simões demonstra que o pensamento metafísico sempre esteve subjacente ao pensamento físico ora enfrentado oposição, ora recebendo apoio entre diversos pensadores. O rico levantamento feito pelo autor permite uma visão abrangente das mudanças históricas na física, com destaque para as ideias atomistas gregas que permeia todo o desenvolvimento da física, chegando à atualidade com os desafios próprios a cultura popular de incorporar uma mística quântica alicerçada em um pensamento que cruza a fronteira turva entre a teoria científica quântica e o mundo cotidiano.
Com o desenvolvimento robusto da física, as fronteiras das interpretações dos fenômenos naturais foram empurradas até limites antes bem delimitados. O professor dr. Eduardo Simões explora como as intepretações da ciência física, de uma forma geral, e da mecânica quântica, em especial, está suportada sobre uma metafísica que pressupõe a criação da realidade a partir da própria teoria elaborada inicialmente para explicá-la. Abordando desde os primórdios da física, ainda na filosofia natural atomista grega, até a física moderna, Simões demonstra que o pensamento metafísico sempre esteve subjacente ao pensamento físico ora enfrentado oposição, ora recebendo apoio entre diversos pensadores. O rico levantamento feito pelo autor permite uma visão abrangente das mudanças históricas na física, com destaque para as ideias atomistas gregas que permeia todo o desenvolvimento da física, chegando à atualidade com os desafios próprios a cultura popular de incorporar uma mística quântica alicerçada em um pensamento que cruza a fronteira turva entre a teoria científica quântica e o mundo cotidiano.
A Física Quântica surgiu em 1900 na tentativa de explicar uma série de fenômenos que a Física Clássica não era capaz. Sua consolidação se deu na década de 1920 enquanto área de conhecimento na tentativa de explicar o funcionamento das coisas ao nível das dimensões dos átomos e partículas subatômicas. Com intuito de fazer um contraponto entre os pontos de vista científico e filosófico-religioso, da mecânica, coloca-se em evidência as interpretações de viés acadêmico e espiritual de modo a explicitar aos leigos, através de uma linguagem acessível, os fatos científicos e as versões desses fatos. Como objetivo específico, adotou-se a análise e aplicabilidade da mecânica quântica nos mais diversos contextos ao longo da história, assim como a deturpação das ideias e da utilização dos termos científicos. Percebe-se que com os resultados desta pesquisa que a tentativa de se fazer uma ligação entre a mecânica e a espiritualidade não tem validade científica. Com o estudo das revisões bibliográficas, conclui-se que o conhecimento científico é fundamental para o desenvolvimento do senso crítico, e consequentemente para o crescimento humano em diversos aspectos e perspectivas de conhecer e interpretar o mundo não apenas em seus aspectos físicos, mas também em filosofia, sociologia e demais campos que propõe uma maior reflexão. Através dos conceitos estruturantes desta área, poderemos entender melhor alguns aspectos do que trata a Física Quântica, sendo uma proposta interessante para percebermos evolução histórica dos conceitos e concepções que podem ser encontradas nas mais diversas épocas, desde a antiguidade até os tempos modernos.
INTRODUÇÃOConstatei pelo meu longo périplo por várias universidades, congressos, encontros, simpósios, tanto de Filosofia como de Física, que os filósofos desconhecem a Física na mesma proporção que os físicos desconhecem a Filosofia.Os filósofos alegam que a Física enveredou por técnicas e matemáticas muito especializadas tornando-se de difícil compreensão para quem não tiver um longo adestramento nos métodos matemáticos e experimentais utilizados.Já os físicos, ainda mais pragmáticos, alegam que a Filosofia pouca ou nenhuma utilidade para eles terá.Alguns mais radicais chegam a dizer de alto e bom tom que "a Filosofia é pura perda de tempo".Tenho por objetivo maior mostrar que ambos estão equivocados.O mal-entendido e a falta de comunicação entre as duas comunidades dão-se principalmente pela forma pontual, a-histórica e antifilosófica como são ensinadas e divulgadas as ciências, e dentre estas a Física, em nossas escolas e universidades.Pretendo assim apresentá-la (notadamente a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica) de ângulos bastante distintos de como é normalmente apresentada nas nossas instituições de ensino e pesquisa.Acredito que a forma em que serão expostas as duas mais importantes teorias da Física moderna, desvelando as suas múltiplas articulações com a Filosofia, poderá ser útil não só a filósofos e físicos, mas também a um público culto interessado nas principais indagações da contemporaneidade.Sempre que possível, estarei buscando um justo equilíbrio de forças do pensamento científico e filosófico, visando o centro de gravidade dessas atividades do espírito humano.Para sossego dos físicos mais ortodoxos, é, no entanto, importante sublinhar que a abordagem com a qual aqui será tratada a Física não pretende substituir os métodos tradicionais de operar os conceitos matemáticos, pois seria temerário supor que seu aprendizado possa ser feito sem um amplo e seguro domínio do ferramental matemático.Sabe-se perfeitamente o poder da matemática não só como a linguagem da Física, mas também como a grande metáfora da natureza, que através de um simples signo, ou uma relação entre eles, pode representar uma extensa narrativa dos fenômenos naturais.A conquista do quantitativo e da precisão adquiridos a partir da revolução científica do séc.XVII é irreversível, e só foi possível com a matematização | 30 | dos fenômenos ocorrida a partir de Kepler e Galileo.O que pretendo é servir de harmonia e contraponto filosófico às construções matemáticas operacionais da Física que tanto assustam os não-iniciados, vislumbrando nesta ciência uma aproximação essencial com a Filosofia, a Educação e a cultura.No linguajar médico significaria propor, para a cura da pedagogia da Física, um tratamento alternativo sem remoção da medicação principal.O que me move a propor esse novo ângulo de visada sobre a Ciência, e sobre a Física, em particular, é, repito, a forma estanque e pontual com que ela é geralmente ensinada nas salas de aula de nossos estabelecimentos de ensino médio e superior.A Física apresentada nas academias parece bastar-se a si própria tal qual um castelo feudal isolado por profundos fossos que ocultam os vínculos com a história do pensamento filosófico ou da práxis cotidiana, repelindo filósofos e outros pensadores da cultura.De fato, os textos, ementas, planos de cursos das disciplinas de Física, adotados e praticados nas salas de aulas das universidades brasileiras, desde o pós-guerra, são, em sua grande maioria, traduções e adaptações de textos de autores norte-americanos, apresentando a Física em complexas construções matemáticas fundadas em exaustivos programas experimentais.Segundo esses textos, foi inventada por Newton, reinventada por Einstein, tendo em Galileo uma espécie de coadjuvante esforçado, porém pouco eficiente.Kepler e Copérnico são agraciados com uns poucos parágrafos.Descartes, Kant ou Hume quase nunca são mencionados; e nosso filósofo homenageado, Spinoza, um ilustre desconhecido.Esses textos e programas, tecnicamente corretos, porém, sob os pontos de vista histórico e filosófico, extremamente pobres, já formaram várias gerações de físicos, químicos, engenheiros, matemáticos e professores com inegável eficiência e pragmatismo.No entanto, pelo menos três reflexões muito preciosas se perderam neste processo de aprendizagem: a possibilidade da Física abrir-se às questões metafísicas, aparentemente tão distantes, mas que no passado lhe deram origem; buscar na Física, particularmente em algumas de suas teorias, elementos relevantes para alguns dos problemas mais básicos da teoria do conhecimento, como sua origem, a essência ou possibilidade; e finalmente restituir o sentido originário de tempo na história da criação científica, buscando sua imbricação com outras atividades do espírito.
Podemos facilmente constatar que o desenvolvimento das principais teorias do conhecimento do período moderno da filosofia ocidental guardou uma estreita relação com o status quo do desenvolvimento da matemática e das ciências de uma maneira geral. Essa característica é sobretudo evidente no projeto kantiano de fornecer as bases filosóficas para explicar a possibilidade da geometria (euclidiana) e da física newtoniana, as quais Kant fundamentou sob princípios os quais considerou condições sine qua non do conhecimento humano. Contudo, a física que se desenvolveu na primeira metade do século XX apresentou situações em que os próprios físicos tiveram que se questionar acerca dos problemas epistemológicos envolvidos na descrição, interpretação, e em última instância, na comunicação dos fenômenos observados, de modo que alguns conceitos caros à epistemologia tradicional se mostraram ora inválidos, ora ineficientes para explicar a possibilidade de conhecimento objetivo diante desse novo conjunto de fenômenos. Portanto, gostaríamos de apresentar de maneira breve de que modo ocorre essa contraposição entre epistemologia tradicional e teoria quântica, bem como o modo como os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg lidaram com a nova situação que se apresentava.
O presente artigo mostra que o realismo constitui a principal tese metafísica presente na filosofia de Popper e que esteve presente, de forma relevante, desde a Lógica da Pesquisa Científica até o Pós-escrito. Apesar de ter sido revista, passando de uma noção negativa para positiva, ampliou o universo de articulação teórico da sua filosofia e organizou sua proposta epistemológica. A defesa Popperiana do realismo está vinculada a uma concepção ética de fundo e uma concepção cosmológica que abrange uma ontologia da mudança e uma epistemologia falibilista. Sua concepção filosófica comporta desde um plano universal do pensamento metafísico, cosmológico, até um plano específico, das regras metodológicas, adequado ao estudo da ciência. O filósofo pensou que a tarefa da filosofia não se resume na análise de enunciados, mas se trata da elaboração de uma visão de totalidade da realidade capaz de constituir soluções a problemas teóricos reais do universo do conhecimento. Ele unificou sua concepção filosófica ao propor a teoria das Propensões e a mostrou como uma articulação das suas noções de objetivismo, realismo e de indeterminismo. Como forma de mostrar a relevância de sua cosmologia para o estudo da ciência, ele propôs dois experimentos em física e confrontou a sua concepção objetivista, realista e indeterminista com a rival teoria quântica, então subjetivista e antirrealista. O primeiro teste recebeu correções de Einstein através de uma carta, publicada em anexo à Lógica da Pesquisa Científica (L.Sc.D). O segundo teste, proposto em A Teoria dos Quanta e o Cisma na Física (Q.T.S.P), foi realizado em 1999 por Kim e Shih e, o resultado mostrou inconformidade com a previsão de Popper. Ambos, entretanto, contribuíram, ainda que de modo discreto, para a crítica racional no universo científico.
RESUMO Tradicionalmente, ser realista sobre algo significa crer na existência independente desse algo. Em termos ontológicos, isto é, acerca do que há, o realismo científico pode ser entendido como envolvendo a adoção de uma ontologia que seja cientificamente informada. Mas, segundo alguns filósofos, a atitude realista deve ir além da ontologia. A forma como essa exigência tem sido entendida envolve fornecer uma metafísica para as entidades postuladas pela ciência. Discutimos como duas abordagens em voga encaram o desafio de fornecer uma metafísica para a ciência: uma forma de naturalismo e a abordagem Viking/Toolbox. Por fim, apresentamos uma terceira via, que adota o melhor das duas abordagens: o método metapopperiano, que foca em descartarmos quais as alternativas erradas, ou melhor dizendo, os perfis metafísicos incompatíveis com certas teorias. Apresentamos o método metapopperiano, um método de metametafísica capaz de avaliar objetivamente quais os perfis metafísicos que são incompatíveis com certas teorias científicas. Para isso, usaremos como estudo de caso a mecânica quântica, mostrando resultados obtidos previamente. Com esse método, podemos ver como a ciência pode ser usada para evitar o erro em questões metafísicas. Essa seria, na nossa opinião, uma forma de desenvolver uma relação produtiva entre ciência e metafísica.
Hoje o ser humano faz parte da história a cada momento, cada um com a sua história, escolhida pela consciência coletiva a partir de um mar de probabilidades, segundo o grande físico quântico contemporâneo Amit Goswami. Mas, às vezes, passa-se a participar de fatos que alcançam mais longe do que o mundo individual, e entra-se naquela teoria de Einstein na qual tudo e todos estão conectados, a teoria do campo unificado. É exatamente assim que se pode ver hoje a concretização da realidade da Revista Saúde Quântica do Centro Universitário UNINTER. Com essa primeira edição inicia-se o passo histórico da criação de uma revista científica do meio acadêmico, totalmente dedicada aos avanços das teorias quânticas na área da saúde, destinada a dar o apoio científico necessário para que os profissionais possam desenvolver cada vez mais o potencial terapêutico. Pode-se chamar de saúde quântica a aplicação das teorias da física quântica na matéria médica denominada biofísica, ou seja, o uso dos princípios e leis da física para estudar e explicar os fenômenos biológicos. Portanto, tudo o que se tem de fundamentação científica do funcionamento do corpo humano, baseia-se na física. A física quântica desvendou o último mistério da ação da energia dentro do átomo, e trouxe para o mundo atual a noção de que se tudo e todos são feitos de átomos, e os átomos são na verdade feitos de energia, o corpo humano é feito de energia condensada, que se materializa por vibrar em uma mesma frequência. O equilíbrio dessas vibrações propicia a saúde e o desequilíbrio desencadeia a doença. Assim, nada mais lógico, que a obrigatoriedade de se estudar e usar a energia, a frequência, a vibração, definida como oscilações por segundo e medida em hertz, como tratamento de saúde. Lembrando que a energia funciona apenas por que existe, sem que se precise acreditar, mas sim, saber usar. Com essa edição inicia-se um período de “luz científica”, considerando que ao se sair das “trevas”, passa-se a ser visível para a comunidade científica ortodoxa mundial. E esse é o grande objetivo. A partir de agora, pretende-se ser a referência nacional em saúde quântica, dentro da cientificidade exigida pelos céticos e pelos convencionais. Para se entender e aplicar os princípios do uso da energia vibracional, quântica, precisa-se aprender na universidade, com professores estudiosos e práticos, mas dentro do contexto legal e altamente técnico exigido por essa comunidade tão rígida do saber. E para que o mundo erudito oficial entenda, admire, envolva-se, e integre essas propostas de uso prático das teorias quânticas na saúde, é indispensável que o conhecimento se espalhe por meio da publicação dos artigos produzidos por profissionais de saúde e por estudiosos da área quântica. Somente com um espaço acadêmico voltado a essas propostas de vanguarda, mas ainda com a rigidez própria dos sábios, é que se pode colocar as terapias frequenciais, o uso das essências vibracionais, e a aplicação das teorias quânticas no diagnóstico e tratamento da saúde do ser humano, no seu devido lugar, dentro da ciência. Inaugura-se essa nova era do saber com essa edição, e na linha do tempo, ela vem junto com a Pós-graduação em Saúde Quântica, as extensões universitárias em Saúde Quântica, e o 1º Congresso Latino Americano em Saúde e Terapias Quânticas, que está acontecendo neste mesmo mês de novembro. Todos os leitores estão convidados a acompanhar essa jornada, em busca de mais opções para ampliar a saúde e a qualidade de vida do ser humano, que já é holístico e quântico.