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Gauge and matter fields on a lattice: Generalizing Kitaev\'s Toric Code model.

J. P. Ibieta Jimenez

Published May 14, 2015• 0 citations
OpenAlex

Abstract

Fases topológicas da matéria são caracterizadas por terem uma degenerescên- cia do estado fundamental que depende da topologia da variedade em que o sistema físico é definido, além disso apresentam estados excitados no interior do sistema que são interpretados como sendo quase-partículas com estatística de tipo anyonica. Estes sistemas apresentam também excitações sem gap de energia em sua borda. Fases topologicamente ordenadas distintas não podem ser distinguidas pelo esquema usual de quebra de simetria de Ginzburg-Landau. Nesta dissertação apresentamos como exemplo o modelo mais simples de um sistema com Ordem Topológica, a saber, o Toric Code (TC), introduzido originalmente por A. Kitaev em [1]. O estado fundamental deste modelo ap- resenta degenerescência igual a 4 quando incorporado à superfície de um toro. As excitações elementares são interpretadas como sendo quase-partículas com estatística do tipo anyonica. O TC é um caso especial de uma classe mais geral de models chamados de Quantum Double Models (QDMs), estes modelos podem ser entendidos como sendo uma implementação de Teorias de gauge na rede em (2 + 1) dimensões na formulação Hamiltoniana, em que os graus de liberdade vivem nas arestas da rede e são elementos do grupo de gauge G. Nós generalizamos estes modelos com a inclusão de campos de matéria nos vértices da rede. Também apresentamos uma construção detalhada de tais modelos e mostramos que eles são exatamente solúveis. Em particular, exploramos o modelo que corresponde à escolher o grupo de gauge como sendo o grupo cíclico Z2 e os graus de liberdade de matéria como sendo elementos de um espaço vetorial bidimensional V2. Além disso, mostramos que a degenerescência do estado fundamental não depende da topologia da variedade e obtemos os estados excitados mais elementares deste modelo.

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Topological phases of matter are characterized for having a topologically dependent ground state degeneracy, anyonic quasi-particle bulk excitations and gapless edge excitations.Different topologically ordered phases of matter can not be distinguished by te usual Ginzburg-Landau scheme of symmetry breaking.Therefore, a new mathematical framework for the study of such phases is needed.In this dissertation we present the simplest example of a topologically ordered system, namely, the Toric Code (TC) introduced by A. Kitaev in [1].Its ground state is 4-fold degenerate when embedded on the surface of a torus and its elementary excited states are interpreted as quasi-particle anyons.The TC is a particular case of a more general class of lattice models known as Quantum Double Models (QDMs) which can be interpreted as an implementation of (2 + 1) Lattice Gauge Theories in the Hamiltonian formulation with discrete gauge group G.We generalize these models by the inclusion of matter fields at the vertices of the lattice.We give a detailed construction of such models, we show they are exactly solvable and explore the case when the gauge group is set to be the abelian Z 2 cyclic group and the matter degrees of freedom to be elements of a 2-dimensional vector space V 2 .Furthermore, we show that the ground state degeneracy is not topologically dependent and obtain the most elementary excited states. ResumoFases topológicas da matéria são caracterizadas por terem uma degenerescência do estado fundamental que depende da topologia da variedade em que o sistema físico é definido, além disso apresentam estados excitados no interior do sistema que são interpretados como sendo quase-partículas com estatística de tipo anyonica.Estes sistemas apresentam também excitações sem gap de energia em sua borda.Fases topologicamente ordenadas distintas não podem ser distinguidas pelo esquema usual de quebra de simetria de Ginzburg-Landau.Nesta dissertação apresentamos como exemplo o modelo mais simples de um sistema com Ordem Topológica, a saber, o Toric Code (TC), introduzido originalmente por A. Kitaev em [1].O estado fundamental deste modelo apresenta degenerescência igual a 4 quando incorporado à superfície de um toro.As excitações elementares são interpretadas como sendo quase-partículas com estatística do tipo anyonica.O TC é um caso especial de uma classe mais geral de models chamados de Quantum Double Models (QDMs), estes modelos podem ser entendidos como sendo uma implementação de Teorias de gauge na rede em (2 + 1) dimensões na formulação Hamiltoniana, em que os graus de liberdade vivem nas arestas da rede e são elementos do grupo de gauge G. Nós generalizamos estes modelos com a inclusão de campos de matéria nos vértices da rede.Também apresentamos uma construção detalhada de tais modelos e mostramos que eles são exatamente solúveis.Em particular, exploramos o modelo que corresponde à escolher o grupo de gauge como sendo o grupo cíclico Z 2 e os graus de liberdade de matéria como sendo elementos de um espaço vetorial bidimensional V 2 .Além disso, mostramos que a degenerescência do estado fundamental não depende da topologia da variedade e obtemos os estados excitados mais elementares deste modelo.

•May 14, 2015•0 citations

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O Toric Code e suas generalizações são denominados de \\textit{Quantum Double Models}, uma classe de sistemas que violam a teoria da quebra espontânea de simetria de Landau de maneira que propriedades que caracterizam os diferentes estados físicos não apresentam parâmetros de ordem local. Contudo, pode-se utilizar esses modelos para expor de que forma propriedades como a degenerescência do estado fundamental têm natureza topológica. Em duas dimensões, conclui-se que modelos assim definidos representam teorias de gauge puras que podem ser reconhecidas como exemplo de ordem topológica. Tais sistemas podem ser caracterizados por várias propriedades, dentre as quais, serão analisadas a degenerescência do estado fundamental e o gap finito de energia. Nesse caso, provou-se que não somente o hamiltoniano desses quantum double models é livre de frustrações mas também que a degenerescência do subespaço fundamental é um invariante topológico. Tal fato foi demonstrado fazendo o uso do Teorema de Pachner. Apresentou-se, então, uma demonstração desse teorema no caso bidimensional.

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Uma das propriedades mais marcantes de partículas que obedecem a dinâmica quântica é o fato de partículas do mesmo tipo (como dois elétrons, por exemplo) serem indistinguíveis. Em três dimensões, essas partículas podem ser separadas em dois grupo distintos - férmions ou bósons - não havendo uma terceira opção. A razão para isso é topológica, ou seja, depende exclusivamente da topologia do espaço. Em duas dimensões, entretanto, existem partículas que obedecem a regras estatísticas fracionárias, ou estatísticas ainda mais bizarras ditas não-abelianas, em que uma simples troca de dois anyons idênticos representa uma transformação unitária na função de onda do sistema ao invés de uma simples fase. Partículas que obedecem essas regras estatística não-usuais recebem o nome de anyons. Da mesma forma como a topologia do espaço em três dimensões dita as possíveis regras estatísticas que as partículas podem obedecer, a estatística aniônica está fortemente relacionando à topologia do espaço e, portanto, sistemas aniônicas são muitas vezes usados para descrever fases topológicas presentes em alguns sistemas bidimensionais. Neste trabalho apresentaremos alguns aspectos gerais de sistemas aniônicos - livres de modelo - e analisaremos alguns modelos de muitos corpos na rede que permitem descrever anyons como excitação de quasi-partícula. A principal classe de modelo que iremos analisar é a classe do modelo duplo quântico (MDQ) - que é um modelo quântico em (2+1)D cujos graus de liberdade são elementos de um grupo G (finito) vivendo nas arestas de uma rede e cuja dinâmica é descrita por uma hamiltoniana de muitos corpos. O MDQ é um modelo já bem estudado e conhecido na literatura; neste trabalho, porém, será apresentada uma formulação alternativa para o mesmo, a qual desempenha dois papeis importantes nesta tese. O primeiro deles é de mostrar que o MDQ pode ser obtido a partir da deformação de um invariante topológico; o que, por sua vez, ajuda a reconhecer a ordem topológica presente no modelo. O segundo papel importante é mostrar que essa formulação leva também a uma hamiltoniana de muitos corpos que representa uma generalização da hamiltoniana do MDQ. Alguns desses novos modelos permitem descrever sistemas aniônicos que não podem ser descritos pelo modelo duplo quântico usual. Em outras palavras, o modelo generalizado que será apresentado neste trabalho permite descrever diferentes fases topológicas partindo da deformação de um mesmo invariante topológico.

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•Apr 3, 2018•0 citations
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Topological phases of matter are characterized for having a topologically dependent ground state degeneracy, anyonic quasi-particle bulk excitations and gapless edge excitations.Different topologically ordered phases of matter can not be distinguished by te usual Ginzburg-Landau scheme of symmetry breaking.Therefore, a new mathematical framework for the study of such phases is needed.In this dissertation we present the simplest example of a topologically ordered system, namely, the Toric Code (TC) introduced by A. Kitaev in [1].Its ground state is 4-fold degenerate when embedded on the surface of a torus and its elementary excited states are interpreted as quasi-particle anyons.The TC is a particular case of a more general class of lattice models known as Quantum Double Models (QDMs) which can be interpreted as an implementation of (2 + 1) Lattice Gauge Theories in the Hamiltonian formulation with discrete gauge group G.We generalize these models by the inclusion of matter fields at the vertices of the lattice.We give a detailed construction of such models, we show they are exactly solvable and explore the case when the gauge group is set to be the abelian Z 2 cyclic group and the matter degrees of freedom to be elements of a 2-dimensional vector space V 2 .Furthermore, we show that the ground state degeneracy is not topologically dependent and obtain the most elementary excited states. ResumoFases topológicas da matéria são caracterizadas por terem uma degenerescência do estado fundamental que depende da topologia da variedade em que o sistema físico é definido, além disso apresentam estados excitados no interior do sistema que são interpretados como sendo quase-partículas com estatística de tipo anyonica.Estes sistemas apresentam também excitações sem gap de energia em sua borda.Fases topologicamente ordenadas distintas não podem ser distinguidas pelo esquema usual de quebra de simetria de Ginzburg-Landau.Nesta dissertação apresentamos como exemplo o modelo mais simples de um sistema com Ordem Topológica, a saber, o Toric Code (TC), introduzido originalmente por A. Kitaev em [1].O estado fundamental deste modelo apresenta degenerescência igual a 4 quando incorporado à superfície de um toro.As excitações elementares são interpretadas como sendo quase-partículas com estatística do tipo anyonica.O TC é um caso especial de uma classe mais geral de models chamados de Quantum Double Models (QDMs), estes modelos podem ser entendidos como sendo uma implementação de Teorias de gauge na rede em (2 + 1) dimensões na formulação Hamiltoniana, em que os graus de liberdade vivem nas arestas da rede e são elementos do grupo de gauge G. Nós generalizamos estes modelos com a inclusão de campos de matéria nos vértices da rede.Também apresentamos uma construção detalhada de tais modelos e mostramos que eles são exatamente solúveis.Em particular, exploramos o modelo que corresponde à escolher o grupo de gauge como sendo o grupo cíclico Z 2 e os graus de liberdade de matéria como sendo elementos de um espaço vetorial bidimensional V 2 .Além disso, mostramos que a degenerescência do estado fundamental não depende da topologia da variedade e obtemos os estados excitados mais elementares deste modelo.
O Toric Code e suas generalizações são denominados de \\textit{Quantum Double Models}, uma classe de sistemas que violam a teoria da quebra espontânea de simetria de Landau de maneira que propriedades que caracterizam os diferentes estados físicos não apresentam parâmetros de ordem local. Contudo, pode-se utilizar esses modelos para expor de que forma propriedades como a degenerescência do estado fundamental têm natureza topológica. Em duas dimensões, conclui-se que modelos assim definidos representam teorias de gauge puras que podem ser reconhecidas como exemplo de ordem topológica. Tais sistemas podem ser caracterizados por várias propriedades, dentre as quais, serão analisadas a degenerescência do estado fundamental e o gap finito de energia. Nesse caso, provou-se que não somente o hamiltoniano desses quantum double models é livre de frustrações mas também que a degenerescência do subespaço fundamental é um invariante topológico. Tal fato foi demonstrado fazendo o uso do Teorema de Pachner. Apresentou-se, então, uma demonstração desse teorema no caso bidimensional.
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Neste trabalho, construímos duas generalizações de uma classe de modelos discretos bidimensionais, assim chamados \"Quantum Double Models\", definidos em variedades orientáveis, compactas e sem fronteiras. Na primeira generalização, introduzimos campos de matéria aos vértices e, na segunda, às faces. Além das propriedades básicas dos modelos, estudamos como se comporta a sua ordem topológica sob a hipótese de que os estados de base são indexados por grupos Abelianos. Na primeira generalização, surge um novo fenômeno de confinamento. Como consequência, a degenerescência do estado fundamental se torna independente do grupo fundamental sobre o qual o modelo está definido, dependendo da ação do grupo de calibre e do segundo grupo de homologia. A segunda generalização pode ser vista como o dual algébrico da primeira. Nela, as mesmas propriedades de confinamento de quasipartículas está presente, mas a degenerescência do estado fundamental continua dependendo do grupo fundamental. Além disso, degenerescências adicionais aparecem, relacionadas ao homomorfismo de coação entre os grupos de matéria e de calibre.
O caso finito de teorias topológicas de 1-gauge, quando nenhuma simetria global está presente, é bastante bem compreendido e classificado. Nos últimos anos, as tentativas de generalizar as teorias de 1-gauge através das chamadas teorias de 2-gauge abriram a porta para novos modelos interessantes e novas fases topológicas, as quais não são descritas pelos esquemas de classificação anteriores. Nesta tese, vamos além da construção de 2-gauge, e consideramos uma classe de modelos que vivem em maiores dimensões. Esses modelos estão inseridos em uma estrutura de complexos de cadeia de grupos abelianos, forçando a generalizar o conceito usual de configurações de gauge. A vantagem de tal abordagem é que, a ordem topológica fica manifestamente explcita. Isto é feito em ter- mos de uma cohomologia com coeficientes em um complexo de cadeia finita. Além disso, mostramos que a degenerescência do estado fundamental suporta um conjunto conve- niente de números quânticos que indexam os estados e que, além, foram completamente caracterizados. Consequentemente, nós também mostramos que muitos dos exemplos abelianos de teorias de 1 -gauge 2-gauge são recuperados como casos especiais desta construção.