Resumo: O sentido da causalidade e da probabilidade, em Max Born, e referenciado como interpretacao ortodoxa da Mecânica Quântica, que teve implicacoes na leitura de Copenhague. Nao parece ser o sentido neopositivo no âmbito da filosofia da fisica. Mas, na leitura probabilistica de Max Born esta presente a causalidade, considerando-se a probabilidade como elemento real, recaindo no mundo dos “invariantes observacionais”, criando nova leitura fenomenica da “realidade quântica”, permitindo uma reconciliacao entre os aspectos corpuscular e o ondulatorio. Os conceitos da Mecânica Quântica, estranhos e analogos, desenvolvem-se a partir das ideias classicas, tal como Max Born elaborou na sua leitura probabilistica.
Neste artigo, é discutida a questão básica da linguagem e da captação de significados da Mecânica Quântica (MQ) como uma questão relevante para a inserção dos seus conceitos fundamentais no Ensino Médio. Sabe-se que a linguagem é fundamental para a compreensão da ciência e a construção de conceitos científicos que, ao mesmo tempo em que são específicos, podem se generalizar no contexto da vida cotidiana. A preocupação com a linguagem configurada e utilizada pela MQ foi evidenciada pelos seus próprios autores. Diante do problema da relação entre a linguagem clássica e a quântica, este trabalho mostra a opção da manutenção da linguagem clássica modificando-se a lógica para tratar os fenômenos quânticos, buscando-se localizar essa opção do ponto de vista epistemológico e suas implicações para o ensino.