A ORIGEM ESTRUTURAL DO PRINCÍPIO DA INCERTEZA SOB DISCIPLINA MODAL: Uma análise crítico-propositiva do artigo de Ming Cheng em confronto com a Teoria da Objetividade
Vidamor Cabannas, Denivaldo Silva
Este artigo apresenta uma análise crítico-propositiva do trabalho de Ming Cheng, The Structural Origin of Heisenberg’s Uncertainty Principle: Infinite-Dimensional Reality and Its Analytic, Functional, Geometric, and Algebraic Foundations (2026), em confronto com a Teoria da Objetividade (TO), desenvolvida por Vidamor Cabannas e Denivaldo Silva. O estudo examina a tese central de Cheng segundo a qual o princípio da incerteza de Heisenberg não decorre primariamente de limitações de medição, mas da própria estrutura infinito-dimensional da realidade física e de sua representação matemática por meio de quatro camadas convergentes: não comutatividade analítica, dualidade de Fourier, geometria simplética e rigidez algébrica. A partir dessa reconstrução, o artigo identifica compatibilidades e pontos de tensão entre a proposta de Cheng e os axiomas modais da TO. Entre as compatibilidades, destacam-se a crítica ao instrumentalismo simplista, a valorização de estruturas profundas e a compreensão do fenômeno como derivado de composições anteriores. Entre as tensões, ressaltam-se o estatuto ontológico do infinito, a ausência de um tratamento cosmogênico originário e a insuficiente tematização da singularidade aurática do elemento. Em chave propositiva, o texto interpreta o princípio da incerteza como elemento fenomênico derivado, articulando-o com os Efeitos Indutores, com o Efeito Indutor Redutor, com o teorema cosmogênico da TO e com as Eras cosmológicas da Teoria da Objetividade. O artigo também desenvolve a hipótese de que o elemento transcendente corresponde ao conhecimento ou às informações produzidas nas relações atômicas, equivalentes às radiações atômicas, o que permite reler a incerteza não apenas como limite, mas como índice de não saturação do quantum e de abertura do real à produção de conhecimento. Assim, o estudo sustenta que o artigo de Cheng oferece uma descrição estrutural forte e filosoficamente fecunda do domínio quântico, mas que sua plena inteligibilidade ontológica exige subordinação à disciplina modal, relacional e cosmogênica da Teoria da Objetividade. O resultado é um diálogo rigoroso entre física matemática contemporânea e ontologia modal, reafirmando que a TO não pretende substituir a física moderna, mas oferecer-lhe uma base lógica, ontológica e científica compatível com um universo possível. Keywords Teoria da Objetividade; princípio da incerteza; Heisenberg; Ming Cheng; ontologia modal; infinito-dimensionalidade; espaço de Hilbert; dualidade de Fourier; geometria simplética; Stone–von Neumann; Efeito Indutor Redutor; elementos fenomênicos; informação-radiação; cosmogonia; física quântica
•Mar 10, 2026•0 citations