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Revista de ensino de física

A formulação dos 'estados relativos' da teoria quântica

Fábio Freitas, Olival Freire

Published Jan 1, 2008• 2 citations
Publisher

Abstract

O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.

DOI
10.1590/s0102-47442008000200008

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A formulação dos 'estados relativos' da teoria quântica

Fábio Freitas, Olival Freire

O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.

Revista Brasileira de Ensino de Física•Jan 1, 2008•7 citations

A formula»c~ao dos 'estados relativos' da teoria qu^antica (The 'relative state' formulation of quantum mechanics)

Fábio Alves de Freitas, Olival Freire

Recebido em 3/12/2007; Aceito em 31/1/2008; Publicado em xx/xx/xxO objetivo desse artigo ¶e uma apresenta»c~ao did¶atica, em portugu^es, da interpreta»c~ao dos estados relativos,publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresenta»c~ao, reescrevemos os argumentos originais utilizando oformalismo de Dirac de modo a simpliflcar sua compreens~ao. A apresenta»c~ao foi feita sem o uso de cargasontol¶ogicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos t¶opicos, evidencia-remos quais os principais problemas enfrentados por essa interpreta»c~ao.Palavras-chave: interpreta»c~ao dos muitos-mundos, Hugh Everett, teoria qu^antica, interpreta»c~ao dos estadosrelativos.The purpose of this paper is to present, in a pedagogical manner and in Portuguese, the relative state formu-lation of quantum mechanics, published by Hugh Everett in 1957. In this presentation, we rewrite the originalarguments using Dirac’s formalism in order to facilitate their understanding. Furthermore, we point out themain problems encountered by Everett’s interpretation. The presentation focuses on Everett’s original papersand manuscripts, rather than on the subsequent interpretations of Everett’s work, which attached a strong on-tological meaning to its alleged implications.Keywords: many-worlds interpretation, Hugh Everett, quantum theory, relative state interpretation.

•Jan 1, 2008•0 citations

A INTERPRETAÇÃO DOS MUITOS MUNDOS DA MECÂNICA QUÂNTICA NA FICÇÃO CIENTÍFICA

Alexey Dodsworth Magnavita de Carvalho

A existência de um multiverso composto por múltiplas, talvez infinitas realidades alternativas, tem sido seriamente considerada pelos físicos desde 1957, quando Hugh Everett III propôs a teoria da Formulação do Estado Relativo, também conhecida como a teoria da Função de Onda Universal. Anos depois, Bryce DeWitt renomeou e popularizou a teoria de Everett, chamando-a de Interpretação de Muitos Mundos da Mecânica Quântica (IMM). O presente artigo pretende explicar a IMM de um modo acessível para leigos, além de demonstrar como ela tem sido explorada em várias obras populares de ficção científica.

Revista Poiésis•Dec 30, 2023•0 citations

Para que serve uma função de onda?

Fábio Freitas, Olival Freire

Na capa da edição de junho de 2007, a revista Nature celebrava os 50 anos da interpretação dos muitos-mundos da mecânica quântica. Essa capa serviu para ilustrar o prestígio atual que essa interpretação possui, sendo estudada por filósofos e físicos. Todavia a história do seu desenvolvimento e de sua origem permaneciam problemas em aberto na historiografia. Nesse trabalho, nos dedicamos a examinar as origens históricas dessa interpretação durante o doutorado de Hugh Everett, entre 1953-1957. O desenvolvimento dessa interpretação levou a um debate entre John A. Wheeler, orientador de Everett, e Niels Bohr, criador da interpretação da complementaridade, tendo como resultado o encerramento da carreira de Everett na Física. O conflito com Bohr e o modo como esse debate foi conduzido ajudaram truncar a carreira de Everett na física e relegar a sua interpretação ao esquecimento, ao menos durante os 15 anos seguintes.

Revista Brasileira de História da Ciência•Jun 3, 2008•0 citations

Sobre os formalismos matemáticos da mecânica quântica: Dirac, von Neumann e álgebra C*

Frederico Rodrigues Pfrimer

Os trabalhos originais de Dirac, “The Principles of Quantum Mechanics’ e von Neumann,\n“The Mathematical Foundations of Quantum Mechanics”, estabeleceram as bases do\nformalismo matemático atual da mecânica quântica. Junto com a álgebra C*, essas são três\ndiferentes abordagens matemáticas e conceituais que podem ser utilizadas para a caracterização\nmatemática da mecânica quântica. Fizemos uma releitura comparativa e mais matemática\ndesses dois clássicos originais buscando clarificar suas semelhanças e diferenças, e em seguida\nexpusemos de forma didática a álgebra C*, apresentando todos os pré-requisitos de estruturas\nalgébricas e outros conceitos necessários para a sua compreensão. O trabalho é ainda uma\nexposição mais didática dos formalismos de Dirac, von Neumann, e Álgebra C*, permitindo\numa compreensão mais rigorosa da matemática da mecânica Quântica.

•Sep 30, 2013•0 citations

Diferentes proposições do princípio da incerteza para posição e momentum: integrando formalismo matemático, fenomenologia e interpretações no ensino da teoria quântica

Gabriela Rosa, Nathan Willig Lima, Cláudio José de Holanda Cavalcanti

O Princípio da Incerteza, proposto pelo físico Werner Heisenberg em 1927, possui centralidade no desenvolvimento Teoria Quântica e desde sua formulação assume uma pluralidade de interpretações, derivações matemáticas e experimentos mentais que buscam explorá-lo em profundidade. Entretanto, os livros didáticos, que possuem papel importante na formação de cientistas e professores de ciência, usualmente optam por privilegiar somente alguns de seus principais aspectos, limitando a apresentação do Princípio da Incerteza nos cursos de Teoria Quântica do ensino superior. Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o Princípio da Incerteza para as variáveis posição e momentum e contribuir com o Ensino da Teoria Quântica, ao longo deste texto apresentamos o Princípio da Incerteza em três diferentes níveis (formalismo matemático, fenomenologia e interpretação). Começamos resgatando de forma didática quatro diferentes derivações históricas do Princípio da Incerteza: as derivações de Heisenberg e Weyl para as variáveis posição e momentum, e as derivações de Robertson e Schrödinger para dois observáveis quaisquer A e B. Em seguida, retomamos dois experimentos mentais propostos por Heisenberg: o microscópio de raios-gama e o elétron passando por uma fenda. Por fim, apresentamos quatro principais escolas de interpretação do Princípio da Incerteza.

Revista Brasileira de Ensino de Física•Jan 1, 2022•0 citations
O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.
O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.
Recebido em 3/12/2007; Aceito em 31/1/2008; Publicado em xx/xx/xxO objetivo desse artigo ¶e uma apresenta»c~ao did¶atica, em portugu^es, da interpreta»c~ao dos estados relativos,publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresenta»c~ao, reescrevemos os argumentos originais utilizando oformalismo de Dirac de modo a simpliflcar sua compreens~ao. A apresenta»c~ao foi feita sem o uso de cargasontol¶ogicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos t¶opicos, evidencia-remos quais os principais problemas enfrentados por essa interpreta»c~ao.Palavras-chave: interpreta»c~ao dos muitos-mundos, Hugh Everett, teoria qu^antica, interpreta»c~ao dos estadosrelativos.The purpose of this paper is to present, in a pedagogical manner and in Portuguese, the relative state formu-lation of quantum mechanics, published by Hugh Everett in 1957. In this presentation, we rewrite the originalarguments using Dirac’s formalism in order to facilitate their understanding. Furthermore, we point out themain problems encountered by Everett’s interpretation. The presentation focuses on Everett’s original papersand manuscripts, rather than on the subsequent interpretations of Everett’s work, which attached a strong on-tological meaning to its alleged implications.Keywords: many-worlds interpretation, Hugh Everett, quantum theory, relative state interpretation.
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Na capa da edição de junho de 2007, a revista Nature celebrava os 50 anos da interpretação dos muitos-mundos da mecânica quântica. Essa capa serviu para ilustrar o prestígio atual que essa interpretação possui, sendo estudada por filósofos e físicos. Todavia a história do seu desenvolvimento e de sua origem permaneciam problemas em aberto na historiografia. Nesse trabalho, nos dedicamos a examinar as origens históricas dessa interpretação durante o doutorado de Hugh Everett, entre 1953-1957. O desenvolvimento dessa interpretação levou a um debate entre John A. Wheeler, orientador de Everett, e Niels Bohr, criador da interpretação da complementaridade, tendo como resultado o encerramento da carreira de Everett na Física. O conflito com Bohr e o modo como esse debate foi conduzido ajudaram truncar a carreira de Everett na física e relegar a sua interpretação ao esquecimento, ao menos durante os 15 anos seguintes.
Os trabalhos originais de Dirac, “The Principles of Quantum Mechanics’ e von Neumann,\n“The Mathematical Foundations of Quantum Mechanics”, estabeleceram as bases do\nformalismo matemático atual da mecânica quântica. Junto com a álgebra C*, essas são três\ndiferentes abordagens matemáticas e conceituais que podem ser utilizadas para a caracterização\nmatemática da mecânica quântica. Fizemos uma releitura comparativa e mais matemática\ndesses dois clássicos originais buscando clarificar suas semelhanças e diferenças, e em seguida\nexpusemos de forma didática a álgebra C*, apresentando todos os pré-requisitos de estruturas\nalgébricas e outros conceitos necessários para a sua compreensão. O trabalho é ainda uma\nexposição mais didática dos formalismos de Dirac, von Neumann, e Álgebra C*, permitindo\numa compreensão mais rigorosa da matemática da mecânica Quântica.
O Princípio da Incerteza, proposto pelo físico Werner Heisenberg em 1927, possui centralidade no desenvolvimento Teoria Quântica e desde sua formulação assume uma pluralidade de interpretações, derivações matemáticas e experimentos mentais que buscam explorá-lo em profundidade. Entretanto, os livros didáticos, que possuem papel importante na formação de cientistas e professores de ciência, usualmente optam por privilegiar somente alguns de seus principais aspectos, limitando a apresentação do Princípio da Incerteza nos cursos de Teoria Quântica do ensino superior. Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o Princípio da Incerteza para as variáveis posição e momentum e contribuir com o Ensino da Teoria Quântica, ao longo deste texto apresentamos o Princípio da Incerteza em três diferentes níveis (formalismo matemático, fenomenologia e interpretação). Começamos resgatando de forma didática quatro diferentes derivações históricas do Princípio da Incerteza: as derivações de Heisenberg e Weyl para as variáveis posição e momentum, e as derivações de Robertson e Schrödinger para dois observáveis quaisquer A e B. Em seguida, retomamos dois experimentos mentais propostos por Heisenberg: o microscópio de raios-gama e o elétron passando por uma fenda. Por fim, apresentamos quatro principais escolas de interpretação do Princípio da Incerteza.