prevalecente na interpretação mais usualmente adotada para a Mecânica Quântica, qual seja, a Interpretação de Copenhague, e contrapô-lo ao realismo da Interpretação dos Estados Relativos de Everett, baseado no formalismo de uma pura mecânica ondulatória.
Recebido em 3/12/2007; Aceito em 31/1/2008; Publicado em xx/xx/xxO objetivo desse artigo ¶e uma apresenta»c~ao did¶atica, em portugu^es, da interpreta»c~ao dos estados relativos,publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresenta»c~ao, reescrevemos os argumentos originais utilizando oformalismo de Dirac de modo a simpliflcar sua compreens~ao. A apresenta»c~ao foi feita sem o uso de cargasontol¶ogicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos t¶opicos, evidencia-remos quais os principais problemas enfrentados por essa interpreta»c~ao.Palavras-chave: interpreta»c~ao dos muitos-mundos, Hugh Everett, teoria qu^antica, interpreta»c~ao dos estadosrelativos.The purpose of this paper is to present, in a pedagogical manner and in Portuguese, the relative state formu-lation of quantum mechanics, published by Hugh Everett in 1957. In this presentation, we rewrite the originalarguments using Dirac’s formalism in order to facilitate their understanding. Furthermore, we point out themain problems encountered by Everett’s interpretation. The presentation focuses on Everett’s original papersand manuscripts, rather than on the subsequent interpretations of Everett’s work, which attached a strong on-tological meaning to its alleged implications.Keywords: many-worlds interpretation, Hugh Everett, quantum theory, relative state interpretation.
A existência de um multiverso composto por múltiplas, talvez infinitas realidades alternativas, tem sido seriamente considerada pelos físicos desde 1957, quando Hugh Everett III propôs a teoria da Formulação do Estado Relativo, também conhecida como a teoria da Função de Onda Universal. Anos depois, Bryce DeWitt renomeou e popularizou a teoria de Everett, chamando-a de Interpretação de Muitos Mundos da Mecânica Quântica (IMM). O presente artigo pretende explicar a IMM de um modo acessível para leigos, além de demonstrar como ela tem sido explorada em várias obras populares de ficção científica.
O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.
O objetivo desse artigo é uma apresentação didática, em português, da interpretação dos estados relativos, publicada por Hugh Everett em 1957. Nessa apresentação, reescrevemos os argumentos originais utilizando o formalismo de Dirac de modo a simplificar sua compreensão. A apresentação foi feita sem o uso de cargas ontológicas posteriores, seguindo principalmente os textos originais de Everett. Ao longo dos tópicos, evidenciaremos quais os principais problemas enfrentados por essa interpretação.
Neste artigo discutimos alguns dos desafios relacionados com a formulação e adoção de uma posição realista acerca da mecânica quântica não-relativística. Numa abordagem padrão à ontologia, os compromissos ontológicos das teorias científicas podem ser extraídos das mesmas. O realismo científico é a postura segundo a qual nossas melhores teorias científicas são aproximadamente verdadeiras e, por isso, seus comprometimentos ontológicos possuem uma correspondência com a realidade. A mecânica quântica problematiza essa imagem ao introduzir uma exigência de interpretação que atrela à teoria uma concepção de como a realidade deve ser. Isso gera dificuldades abrangentes: na medida em que separamos teoria e interpretação temos uma concepção clara de teoria, mas não de interpretação e de como extrair a respectiva ontologia. Por outro lado, se de alguma forma identificamos teoria e interpretação, temos uma concepção razoavelmente clara da ontologia que se quer, mas perdemos nossas melhores caracterizações de teoria e nossos métodos de extração de ontologia passam a ser inócuos. Esperamos com isso mapear os desafios para futuras rigorosas abordagens realistas à mecânica quântica. DOI: https://doi.org/10.29327/2194248.5.3-6