As tecnologias quânticas de segunda geração têm se consolidado como um dos ramos de maior capacidade disruptiva do século XXI. Este artigo analisa a produção científica e tecnológica sobre essas tecnologias, com foco em sua aplicação na defesa. Para tal, utilizou-se abordagem quantitativa baseada em dados das bases Scopus e PATENTSCOPE, adotando taxonomias internacionalmente reconhecidas – relatório Strategic Research and Industry Agenda (SRIA 2030) for Quantum Technologies da iniciativa Quantum Flagship da Comissão Europeia, sistema de classificação da Association for Computing Machinery (ACM), taxonomia do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e categorização da Divisão de Ciência e Tecnologia da OTAN. Os resultados mostram que a produção científico-tecnológica em tecnologias quânticas, entre 2014 e 2024, apresentou crescimento expressivo, sobretudo após 2021, com liderança de China e EUA e participação modesta do Brasil. A produção científica da Índia cresce de forma destacada, principalmente na vertente da defesa. Semelhanças foram observadas nas áreas de pesquisa entre os cenários global e militar, com destaque para computação e comunicações quânticas. Quanto às áreas de aplicação, apesar da baixa representatividade da defesa, sua produção apresenta tendência de crescimento superior à do contexto global, sugerindo progressivo interesse no setor. As aplicações de tecnologias quânticas na defesa que mais recebem atenção são C4ISR (controle, comando, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento) & apoio à decisão e hipersônica & espaço. A partir dessa análise, o estudo prospecta o desenvolvimento de soluções no contexto do Exército Brasileiro.
As tecnologias quânticas de segunda geração têm se consolidado como um dos ramos de maior capacidade disruptiva do século XXI. Este artigo analisa a produção científica e tecnológica sobre essas tecnologias, com foco em sua aplicação na defesa. Para tal, utilizou-se abordagem quantitativa baseada em dados das bases Scopus e PATENTSCOPE, adotando taxonomias internacionalmente reconhecidas – relatório Strategic Research and Industry Agenda (SRIA 2030) for Quantum Technologies da iniciativa Quantum Flagship da Comissão Europeia, sistema de classificação da Association for Computing Machinery (ACM), taxonomia do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e categorização da Divisão de Ciência e Tecnologia da OTAN. Os resultados mostram que a produção científico-tecnológica em tecnologias quânticas, entre 2014 e 2024, apresentou crescimento expressivo, sobretudo após 2021, com liderança de China e EUA e participação modesta do Brasil. A produção científica da Índia cresce de forma destacada, principalmente na vertente da defesa. Semelhanças foram observadas nas áreas de pesquisa entre os cenários global e militar, com destaque para computação e comunicações quânticas. Quanto às áreas de aplicação, apesar da baixa representatividade da defesa, sua produção apresenta tendência de crescimento superior à do contexto global, sugerindo progressivo interesse no setor. As aplicações de tecnologias quânticas na defesa que mais recebem atenção são C4ISR (controle, comando, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento) & apoio à decisão e hipersônica & espaço. A partir dessa análise, o estudo prospecta o desenvolvimento de soluções no contexto do Exército Brasileiro.
As tecnologias quânticas emergem como um dos pilares da modernização da defesa nacional, oferecendo avanços significativos em computação, comunicação e sensoriamento. No contexto brasileiro, vislumbra-se um potencial estratégico para o fortalecimento da superioridade operacional do Exército, por meio de criptografia inviolável, processamento de dados exponencialmente mais rápido e sistemas de navegação autônoma de alta precisão. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as oportunidades associados à adoção dessas tecnologias no âmbito da defesa nacional. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória, com levantamento de iniciativas nacionais e internacionais, análise documental e revisão de literatura especializada. Os resultados evidenciam que, apesar do grande potencial, a implementação dessas tecnologias no Brasil enfrenta barreiras significativas, como a necessidade de capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de infraestrutura avançada e promoção de parcerias internacionais. Observa-se ainda que países como Estados Unidos, China e União Europeia já realizam investimentos expressivos no setor, o que reforça a urgência de ações coordenadas em território nacional. Iniciativas como a Rede Hermes Quântica e o Programa Quantum demonstram o compromisso do Exército Brasileiro com a inovação e a busca pela soberania tecnológica. Conclui-se que o fortalecimento das capacidades quânticas é essencial para garantir a segurança estratégica e preparar as forças armadas para os desafios futuros.
Os fundamentos da física (ou mecânica) quântica foram apresentados pelo cientista alemão Max Planck em 1900.De conteúdo científico revolucionário, esses fundamentos estabeleceram novos paradigmas que lastrearam a chamada Primeira Revolução Quântica, da qual derivaram produtos como o laser, o GPS e os chips semicondutores, essenciais na atualidade.Em 1950, Chien Shiung Wu e Irving Shaknov realizaram o que hoje é conhecido como experimento WS, que se tornou a chave para a manifestação emergente da segunda revolução quântica, que inclui novas tecnologias agrupadas em quatro grandes áreas: dispositivos quânticos (sensores, biossensores, detectores e atuadores); comunicação e teletransporte quânticos e materiais bidimensionais; computação, criptografia e internet quânticas; e tecnologias derivadas de materiais quânticos de aplicação, por exemplo, na área de energia.Este artigo procura investigar indícios de que a área de Tecnologias Quânticas é essencial não apenas para a Segurança e Defesa Nacional, mas também para a conformação do tabuleiro geopolítico.Eles sugerem que, conjuntamente, as Tecnologias Quânticas, a Inteligência Artificial (IA) e a Cibernética promoverão uma grande revolução tecnológica da humanidade e, particularmente, nos assuntos militares.Sendo assim, o artigo apresenta argumentos para que tais áreas do conhecimento e desenvolvimento tecnológico sejam consideradas estratégicas e prioritárias para o país, tendo em vista a centralidade dessas tecnologias no crescimento econômico, no desenvolvimento social, na segurança, na defesa e na soberania de uma nação no contexto da 4ª Revolução Industrial e da Era do Conhecimento.
O avanço das Tecnologias Quânticas tem reconfigurado o panorama científico e estratégico global, com aplicações emergentes em computação, comunicação, criptografia, dispositivos e metrologia de altíssima precisão. No campo da Defesa, essas tecnologias prometem transformações significativas, desde a criptografia inviolável até a detecção de ameaças furtivas. Este capítulo tem como objetivo mapear os grupos de pesquisa brasileiros atuantes em Tecnologias Quânticas e analisar suas possíveis interações com o setor de Defesa Nacional, considerando o potencial de transbordamento científico-tecnológico (spillover) voltado à soberania. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória, com base em levantamento sistemático no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, seguida de análise de conteúdo. Os resultados indicam concentração em instituições federais e nas regiões Sudeste e Nordeste, com destaque para quatro eixos tecnológicos estratégicos: computação e informação quântica, criptografia e comunicação quântica, redes quânticas e dispositivos/metrologia. Conclui-se que, embora o Brasil possua uma base científica qualificada em Tecnologias Quânticas, a articulação limitada com o setor de defesa e a fragmentação do sistema de inovação impedem a plena conversão desse potencial em soberania tecnológica efetiva para a defesa nacional.
O universo atual das aplicações de computadores está fundamentado na tecnologia dos chaveadores de estado sólido, quais sejam transistores e demais elementos eletrônicos correlacionados, desenvolvidos a partir dos princípios de física quântica postulados ainda no primeiro quarto do século passado. Tal tecnologia está hoje em dia se aproximando de um patamar de saturação que faz prever a estagnação da aplicação dos sistemas computacionais em um futuro não muito distantes, caso novas tecnologias de aplicação computacional não venham a substituí-la. É nesse contexto que outra tecnologia, também fundamentada na física quântica vem surgindo como uma solução, não só para o problema da limitação esperada para a tecnologia atual, mas, muito mais importante, como um salto gigantesco nas possibilidades de aplicação: a Computação Quântica. Neste trabalho pretende-se estudar a história do desenvolvimento das máquinas de computação quântica e seus princípios de funcionalidade, posicionar o estado da arte da tecnologia correspondente e analisar as perspectivas de aplicação dessa tecnologia.
Nas últimas décadas, está sendo visualizado um movimento tecnológico impactante na sociedade: a segunda revolução quântica, uma consequência de décadas de avanços na nanotecnologia e montagem de materiais átomo por átomo, permitindo aproveitar as vantagens de fenômenos intrínsecos à mecânica quântica, como superposição e emaranhamento, para projetar dispositivos quânticos com capacidades novas ou melhores.Ao mesmo tempo, uma nova dimensão da guerra, um domínio quântico, preocupa governos em todo o mundo, bem como entidades privadas, especialmente ligadas ao setor industrial. Gerenciar recursos para as aplicações militares mais promissoras em tecnologia quântica é um assunto em discussão contínua em termos de planejamento político e estratégico. Com isso, um cronograma auspicioso e uma trama políticofinanceira global favorável têm sua origem nos dias atuais. Este artigo oferece uma visão global das principais perspectivas políticas, americana e europeia, sobre as tecnologias quânticas contemporâneas e suas potenciais aplicações gerais e militares.
A computação quântica vem se destacando como uma das inovações tecnológicas mais relevantes do século XXI, oferecendo novas abordagens para o processamento de informações e apresentando desempenho superior à computação clássica em problemas de alta complexidade. Baseada nos fundamentos da mecânica quântica, especialmente nos princípios de superposição e entrelaçamento, essa tecnologia possibilita representar e manipular múltiplos estados de informação de forma simultânea. Considerando sua importância crescente na ciência e na engenharia, este trabalho tem como objetivo analisar o estado atual, os desafios e as principais aplicações da computação quântica, com ênfase em suas repercussões em áreas estratégicas como a segurança digital, a inteligência artificial e a simulação de materiais. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão bibliográfica. Os resultados mostram que a computação quântica tende a redefinir os limites da ciência computacional, abrindo novas possibilidades em campos como a criptografia, o aprendizado de máquina e as ciências dos materiais. Observou-se, contudo, que a consolidação dessa tecnologia ainda depende da superação de obstáculos técnicos, como a instabilidade dos qubits, os processos de correção de erros e a escalabilidade dos sistemas. Conclui-se que o avanço da computação quântica requer a integração entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e formação interdisciplinar, fatores indispensáveis para que essa área se firme como base dos sistemas computacionais do futuro.