As tecnologias quânticas emergem como um dos pilares da modernização da defesa nacional, oferecendo avanços significativos em computação, comunicação e sensoriamento. No contexto brasileiro, vislumbra-se um potencial estratégico para o fortalecimento da superioridade operacional do Exército, por meio de criptografia inviolável, processamento de dados exponencialmente mais rápido e sistemas de navegação autônoma de alta precisão. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as oportunidades associados à adoção dessas tecnologias no âmbito da defesa nacional. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória, com levantamento de iniciativas nacionais e internacionais, análise documental e revisão de literatura especializada. Os resultados evidenciam que, apesar do grande potencial, a implementação dessas tecnologias no Brasil enfrenta barreiras significativas, como a necessidade de capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de infraestrutura avançada e promoção de parcerias internacionais. Observa-se ainda que países como Estados Unidos, China e União Europeia já realizam investimentos expressivos no setor, o que reforça a urgência de ações coordenadas em território nacional. Iniciativas como a Rede Hermes Quântica e o Programa Quantum demonstram o compromisso do Exército Brasileiro com a inovação e a busca pela soberania tecnológica. Conclui-se que o fortalecimento das capacidades quânticas é essencial para garantir a segurança estratégica e preparar as forças armadas para os desafios futuros.
As tecnologias quânticas emergem como um dos pilares da modernização da defesa nacional, oferecendo avanços significativos em computação, comunicação e sensoriamento. No contexto brasileiro, vislumbra-se um potencial estratégico para o fortalecimento da superioridade operacional do Exército, por meio de criptografia inviolável, processamento de dados exponencialmente mais rápido e sistemas de navegação autônoma de alta precisão. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as oportunidades associados à adoção dessas tecnologias no âmbito da defesa nacional. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória, com levantamento de iniciativas nacionais e internacionais, análise documental e revisão de literatura especializada. Os resultados evidenciam que, apesar do grande potencial, a implementação dessas tecnologias no Brasil enfrenta barreiras significativas, como a necessidade de capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de infraestrutura avançada e promoção de parcerias internacionais. Observa-se ainda que países como Estados Unidos, China e União Europeia já realizam investimentos expressivos no setor, o que reforça a urgência de ações coordenadas em território nacional. Iniciativas como a Rede Hermes Quântica e o Programa Quantum demonstram o compromisso do Exército Brasileiro com a inovação e a busca pela soberania tecnológica. Conclui-se que o fortalecimento das capacidades quânticas é essencial para garantir a segurança estratégica e preparar as forças armadas para os desafios futuros.
O avanço das Tecnologias Quânticas tem reconfigurado o panorama científico e estratégico global, com aplicações emergentes em computação, comunicação, criptografia, dispositivos e metrologia de altíssima precisão. No campo da Defesa, essas tecnologias prometem transformações significativas, desde a criptografia inviolável até a detecção de ameaças furtivas. Este capítulo tem como objetivo mapear os grupos de pesquisa brasileiros atuantes em Tecnologias Quânticas e analisar suas possíveis interações com o setor de Defesa Nacional, considerando o potencial de transbordamento científico-tecnológico (spillover) voltado à soberania. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória, com base em levantamento sistemático no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, seguida de análise de conteúdo. Os resultados indicam concentração em instituições federais e nas regiões Sudeste e Nordeste, com destaque para quatro eixos tecnológicos estratégicos: computação e informação quântica, criptografia e comunicação quântica, redes quânticas e dispositivos/metrologia. Conclui-se que, embora o Brasil possua uma base científica qualificada em Tecnologias Quânticas, a articulação limitada com o setor de defesa e a fragmentação do sistema de inovação impedem a plena conversão desse potencial em soberania tecnológica efetiva para a defesa nacional.
As tecnologias quânticas de segunda geração têm se consolidado como um dos ramos de maior capacidade disruptiva do século XXI. Este artigo analisa a produção científica e tecnológica sobre essas tecnologias, com foco em sua aplicação na defesa. Para tal, utilizou-se abordagem quantitativa baseada em dados das bases Scopus e PATENTSCOPE, adotando taxonomias internacionalmente reconhecidas – relatório Strategic Research and Industry Agenda (SRIA 2030) for Quantum Technologies da iniciativa Quantum Flagship da Comissão Europeia, sistema de classificação da Association for Computing Machinery (ACM), taxonomia do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e categorização da Divisão de Ciência e Tecnologia da OTAN. Os resultados mostram que a produção científico-tecnológica em tecnologias quânticas, entre 2014 e 2024, apresentou crescimento expressivo, sobretudo após 2021, com liderança de China e EUA e participação modesta do Brasil. A produção científica da Índia cresce de forma destacada, principalmente na vertente da defesa. Semelhanças foram observadas nas áreas de pesquisa entre os cenários global e militar, com destaque para computação e comunicações quânticas. Quanto às áreas de aplicação, apesar da baixa representatividade da defesa, sua produção apresenta tendência de crescimento superior à do contexto global, sugerindo progressivo interesse no setor. As aplicações de tecnologias quânticas na defesa que mais recebem atenção são C4ISR (controle, comando, comunicações, computadores, inteligência, vigilância e reconhecimento) & apoio à decisão e hipersônica & espaço. A partir dessa análise, o estudo prospecta o desenvolvimento de soluções no contexto do Exército Brasileiro.
Tecnologias baseadas na mecânica quântica — como superposição, emaranhamento e interferência — estão impulsionando uma corrida tecnológica com implicações diretas para a segurança e a defesa. Computadores quânticos, criptografia inviolável e sensores ultrassensíveis já integram estratégias militares de grandes potências como Estados Unidos, China e União Europeia. Este artigo analisa o papel das tecnologias quânticas na disputa geopolítica entre essas potências e seus possíveis impactos para a defesa do Brasil. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com estudo de caso, revisão bibliográfica e análise de cenários, com base em fontes especializadas. Os dados foram obtidos por meio de levantamento secundário em fontes especializadas em defesa. Os resultados indicam que o domínio dessas tecnologias já gera vantagens estratégicas, especialmente no aprimoramento das capacidades de comando, controle, comunicações, computação e reconhecimento (C4ISR). Elas ampliam o alcance da guerra cibernética, desafiam sistemas atuais de criptografia, permitem detectar ameaças furtivas e revolucionam a navegação em ambientes GPS-negado. No Brasil, embora ainda distante da liderança global, visualiza-se aplicações estratégicas no campo da proteção da Amazônia, das fronteiras e das comunicações militares. Conclui-se que as tecnologias quânticas representam riscos e oportunidades. Investimentos consistentes, parcerias internacionais e políticas de inovação são essenciais para posicionar o Brasil como ator relevante nesse campo emergente.
As tecnologias quânticas representam uma fronteira científica estratégica com potencial para transformar sistemas de comunicação, computação, segurança e sensoriamento. Avançar nesse campo no Brasil exige superar desafios estruturais relacionados ao desenvolvimento de hardware, à criação de algoritmos e ferramentas de software quântico, à construção de redes quânticas interoperáveis e ao fortalecimento da segurança resistente a ataques quânticos. Além disso, a formação de profissionais especializados permanece como um dos fatores mais críticos para consolidar o ecossistema nacional. Este artigo apresenta uma visão integrada desses desafios e discute caminhos para fortalecer a soberania tecnológica do Brasil e ampliar sua participação na economia quântica emergente.
A computação quântica vem se destacando como uma das inovações tecnológicas mais relevantes do século XXI, oferecendo novas abordagens para o processamento de informações e apresentando desempenho superior à computação clássica em problemas de alta complexidade. Baseada nos fundamentos da mecânica quântica, especialmente nos princípios de superposição e entrelaçamento, essa tecnologia possibilita representar e manipular múltiplos estados de informação de forma simultânea. Considerando sua importância crescente na ciência e na engenharia, este trabalho tem como objetivo analisar o estado atual, os desafios e as principais aplicações da computação quântica, com ênfase em suas repercussões em áreas estratégicas como a segurança digital, a inteligência artificial e a simulação de materiais. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão bibliográfica. Os resultados mostram que a computação quântica tende a redefinir os limites da ciência computacional, abrindo novas possibilidades em campos como a criptografia, o aprendizado de máquina e as ciências dos materiais. Observou-se, contudo, que a consolidação dessa tecnologia ainda depende da superação de obstáculos técnicos, como a instabilidade dos qubits, os processos de correção de erros e a escalabilidade dos sistemas. Conclui-se que o avanço da computação quântica requer a integração entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e formação interdisciplinar, fatores indispensáveis para que essa área se firme como base dos sistemas computacionais do futuro.
Introdução: A computação quântica representa uma mudança fundamental em relação à computação clássica, ao utilizar princípios da mecânica quântica como superposição, emaranhamento e interferência. Desde as propostas iniciais de Feynman e Deutsch, a área tem avançado significativamente, embora ainda enfrente grandes desafios técnicos e conceituais para sua consolidação. Objetivo: analisar os principais desafios envolvidos no desenvolvimento da computação quântica e suas aplicações práticas potenciais, com destaque para os campos da criptografia, otimização, simulação de sistemas físicos e aprendizado de máquina. Metodologia: Consistiu-se na utilização de bases de dados eletrônicas mediante a realização de uma revisão integrativa da literatura e de um estudo descritivo com enfoque qualitativo. Tal processo foi conduzido a partir da seleção de artigos disponíveis na Scientific Electronic Library (SciELO), seguindo critérios de inclusão que priorizaram publicações dos últimos quatro anos, voltadas especificamente para estudos relacionados à computação quântica, com foco em avanços tecnológicos, gargalos técnicos e perspectivas futuras. Resultados e Discussão: Percebeu-se que a computação quântica tem avançado, mas ainda enfrenta desafios significativos. Na simulação de sistemas físicos e químicos, ela pode modelar moléculas complexas com grande precisão, beneficiando áreas como a farmacologia e a engenharia de materiais. Em otimização e logística, a computação quântica pode oferecer soluções mais rápidas para problemas de alocação e roteamento. Já na inteligência artificial, estudos sugerem que técnicas quânticas podem acelerar o processamento de dados e o treinamento de modelos, potencializando o desempenho de sistemas de aprendizado. Considerações: Apesar de ainda estar em estágio experimental, a computação quântica avança rapidamente e apresenta um enorme potencial disruptivo. No entanto, para que isso se concretize, será necessário superar desafios tecnológicos consideráveis por meio da colaboração entre universidades, empresas e governos.