O Manifesto Quântico Nacional é uma iniciativa colaborativa do Instituto FOTON que mobiliza as cinco macrorregiões do Brasil para consolidar uma agenda estratégica de desenvolvimento das ciências e tecnologias quânticas (CTQ). Estruturado em torno de 11 Objetivos de Desenvolvimento Quântico (ODQs), o documento articula compromissos, diretrizes e recomendações de política pública para posicionar o Brasil como protagonista na revolução tecnológica global. Esta versão corresponde à minuta de outubro de 2025, produzida durante o processo de construção colaborativa do Manifesto, com mais de 100 contribuições coletadas nas cinco macrorregiões do país. Acompanha este registro uma Nota de Autoria, Cocriação e Direitos, que identifica o grupo fundador, os colaboradores e as instituições parceiras.
O Manifesto Quântico Nacional é uma iniciativa colaborativa do Instituto FOTON que mobiliza as cinco macrorregiões do Brasil para consolidar uma agenda estratégica de desenvolvimento das ciências e tecnologias quânticas (CTQ). Estruturado em torno de 11 Objetivos de Desenvolvimento Quântico (ODQs), o documento articula compromissos, diretrizes e recomendações de política pública para posicionar o Brasil como protagonista na revolução tecnológica global. Esta versão corresponde à minuta de outubro de 2025, produzida durante o processo de construção colaborativa do Manifesto, com mais de 100 contribuições coletadas nas cinco macrorregiões do país. Acompanha este registro uma Nota de Autoria, Cocriação e Direitos, que identifica o grupo fundador, os colaboradores e as instituições parceiras.
As tecnologias quânticas representam uma fronteira científica estratégica com potencial para transformar sistemas de comunicação, computação, segurança e sensoriamento. Avançar nesse campo no Brasil exige superar desafios estruturais relacionados ao desenvolvimento de hardware, à criação de algoritmos e ferramentas de software quântico, à construção de redes quânticas interoperáveis e ao fortalecimento da segurança resistente a ataques quânticos. Além disso, a formação de profissionais especializados permanece como um dos fatores mais críticos para consolidar o ecossistema nacional. Este artigo apresenta uma visão integrada desses desafios e discute caminhos para fortalecer a soberania tecnológica do Brasil e ampliar sua participação na economia quântica emergente.
As tecnologias quânticas emergem como um dos pilares da modernização da defesa nacional, oferecendo avanços significativos em computação, comunicação e sensoriamento. No contexto brasileiro, vislumbra-se um potencial estratégico para o fortalecimento da superioridade operacional do Exército, por meio de criptografia inviolável, processamento de dados exponencialmente mais rápido e sistemas de navegação autônoma de alta precisão. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios e as oportunidades associados à adoção dessas tecnologias no âmbito da defesa nacional. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória, com levantamento de iniciativas nacionais e internacionais, análise documental e revisão de literatura especializada. Os resultados evidenciam que, apesar do grande potencial, a implementação dessas tecnologias no Brasil enfrenta barreiras significativas, como a necessidade de capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de infraestrutura avançada e promoção de parcerias internacionais. Observa-se ainda que países como Estados Unidos, China e União Europeia já realizam investimentos expressivos no setor, o que reforça a urgência de ações coordenadas em território nacional. Iniciativas como a Rede Hermes Quântica e o Programa Quantum demonstram o compromisso do Exército Brasileiro com a inovação e a busca pela soberania tecnológica. Conclui-se que o fortalecimento das capacidades quânticas é essencial para garantir a segurança estratégica e preparar as forças armadas para os desafios futuros.
As tecnologias quânticas, incluindo computação quântica, comunicação quântica e sensoriamento quântico, vêm recebendo crescente atenção e investimento global. Compreender os ecossistemas nacionais nessa área é importante para colaboração e desenvolvimento tecnológico. Este artigo apresenta o Quantum Technologies Map, uma plataforma desenvolvida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para organizar e visualizar iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias quânticas no Brasil. A plataforma integra informações sobre pesquisadores, grupos de pesquisa, projetos e empresas, fornecendo uma visão interativa do ecossistema nacional com foco em tecnologias quânticas aplicadas. Resultados preliminares destacam o cenário atual e os principais desafios e oportunidades das tecnologias quânticas no país.
O avanço das Tecnologias Quânticas tem reconfigurado o panorama científico e estratégico global, com aplicações emergentes em computação, comunicação, criptografia, dispositivos e metrologia de altíssima precisão. No campo da Defesa, essas tecnologias prometem transformações significativas, desde a criptografia inviolável até a detecção de ameaças furtivas. Este capítulo tem como objetivo mapear os grupos de pesquisa brasileiros atuantes em Tecnologias Quânticas e analisar suas possíveis interações com o setor de Defesa Nacional, considerando o potencial de transbordamento científico-tecnológico (spillover) voltado à soberania. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória, com base em levantamento sistemático no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, seguida de análise de conteúdo. Os resultados indicam concentração em instituições federais e nas regiões Sudeste e Nordeste, com destaque para quatro eixos tecnológicos estratégicos: computação e informação quântica, criptografia e comunicação quântica, redes quânticas e dispositivos/metrologia. Conclui-se que, embora o Brasil possua uma base científica qualificada em Tecnologias Quânticas, a articulação limitada com o setor de defesa e a fragmentação do sistema de inovação impedem a plena conversão desse potencial em soberania tecnológica efetiva para a defesa nacional.
Resumo.A Computac ¸ão Quântica tem emergido como uma revoluc ¸ão nas tecnologias computacionais, prometendo resolver problemas complexos, como fatorac ¸ão de grandes números e desenvolvimento de medicamentos.No entanto, surgem preocupac ¸ões, como, por exemplo, a vulnerabilidade da criptografia atual a ataques quânticos.Além disso, a Computac ¸ão Quântica está impulsionando a criac ¸ão de redes quânticas, com impacto significativo em interconectividade e aplicac ¸ões distribuídas.No Brasil, há uma demanda crescente por uma evoluc ¸ão da Internet Clássica nacional para sua integrac ¸ão com essas redes, sendo o principal desafio o desenvolvimento de um ecossistema robusto, focado em pesquisa, inovac ¸ão e formac ¸ão de talentos.Neste documento, desafios e oportunidades de pesquisa em Computac ¸ão para o desenvolvimento da Internet Quântica Brasileira são apresentados.Tal desenvolvimento pode posicionar o país como líder regional e um importante ente global em Comunicac ¸ão Quântica.
Em seu livro Quantum Dialogue - The Making of a Revolution[1], a escritora Mara Beller mostra que a ciência está enraizada não apenas na conversa (frase do Werner K. Heisenberg), mas na discordância, na dúvida e na incerteza. Ela argumenta que é justamente essa cultura de diálogo e polêmica dentro da comunidade científica que alimenta a criatividade. Beller extrai seu argumento de sua nova leitura radical da história da revolução quântica, especialmente o desenvolvimento da interpretação de Copenhague. Uma das várias abordagens concorrentes, esta versão teve sucesso em grande parte devido às habilidades retóricas de Niels Bohr e seus colegas. Usando uma extensa pesquisa de arquivo, Beller mostra como Bohr e outros comercializaram seus pontos de vista, deturpando e descartando seus oponentes como irracionais e defendendo sua própria posição nem sempre coerente ou bem apoiada como sendo inevitável. Na atual conjuntura de negociações entre os diferentes stakeholders relacionados com as tecnologias quânticas, as habilidades retóricas de Niels Bohr estão mais válidas do que nunca. A pergunta principal a ser respondida neste artigo é quem deve financiar, gerenciar e liderar no Brasil o desenvolvimento dessas tecnologias?