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Dissertatio

DETERMINAÇÃO E INDETERMINAÇÃO NA FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Angelo Marinucci

Published Apr 26, 2021• 0 citations
Publisher

Abstract

Pretende-se apresentar neste artigo os temas do determinismo e do indeterminismo na física moderna e contemporânea, seguindo o desenvolvimento histórico. Nesse sentido, apoiando-se apenas em textos científicos, mostram-se os elementos do determinismo anterior a Poincaré. A respeito do indeterminismo, foca-se a atenção na introdução do caos determinístico, através do trabalho de Poincaré sobre o problema dos três corpos e da indeterminação quântica. Para cada uma das duas formas de indeterminação será fornecida também uma interpretação do estatuto gnosiológico.

DOI
10.15210/dissertatio.v52i0.19745

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Introdução

Roberto Leon Ponczek

INTRODUÇÃOConstatei pelo meu longo périplo por várias universidades, congressos, encontros, simpósios, tanto de Filosofia como de Física, que os filósofos desconhecem a Física na mesma proporção que os físicos desconhecem a Filosofia.Os filósofos alegam que a Física enveredou por técnicas e matemáticas muito especializadas tornando-se de difícil compreensão para quem não tiver um longo adestramento nos métodos matemáticos e experimentais utilizados.Já os físicos, ainda mais pragmáticos, alegam que a Filosofia pouca ou nenhuma utilidade para eles terá.Alguns mais radicais chegam a dizer de alto e bom tom que "a Filosofia é pura perda de tempo".Tenho por objetivo maior mostrar que ambos estão equivocados.O mal-entendido e a falta de comunicação entre as duas comunidades dão-se principalmente pela forma pontual, a-histórica e antifilosófica como são ensinadas e divulgadas as ciências, e dentre estas a Física, em nossas escolas e universidades.Pretendo assim apresentá-la (notadamente a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica) de ângulos bastante distintos de como é normalmente apresentada nas nossas instituições de ensino e pesquisa.Acredito que a forma em que serão expostas as duas mais importantes teorias da Física moderna, desvelando as suas múltiplas articulações com a Filosofia, poderá ser útil não só a filósofos e físicos, mas também a um público culto interessado nas principais indagações da contemporaneidade.Sempre que possível, estarei buscando um justo equilíbrio de forças do pensamento científico e filosófico, visando o centro de gravidade dessas atividades do espírito humano.Para sossego dos físicos mais ortodoxos, é, no entanto, importante sublinhar que a abordagem com a qual aqui será tratada a Física não pretende substituir os métodos tradicionais de operar os conceitos matemáticos, pois seria temerário supor que seu aprendizado possa ser feito sem um amplo e seguro domínio do ferramental matemático.Sabe-se perfeitamente o poder da matemática não só como a linguagem da Física, mas também como a grande metáfora da natureza, que através de um simples signo, ou uma relação entre eles, pode representar uma extensa narrativa dos fenômenos naturais.A conquista do quantitativo e da precisão adquiridos a partir da revolução científica do séc.XVII é irreversível, e só foi possível com a matematização | 30 | dos fenômenos ocorrida a partir de Kepler e Galileo.O que pretendo é servir de harmonia e contraponto filosófico às construções matemáticas operacionais da Física que tanto assustam os não-iniciados, vislumbrando nesta ciência uma aproximação essencial com a Filosofia, a Educação e a cultura.No linguajar médico significaria propor, para a cura da pedagogia da Física, um tratamento alternativo sem remoção da medicação principal.O que me move a propor esse novo ângulo de visada sobre a Ciência, e sobre a Física, em particular, é, repito, a forma estanque e pontual com que ela é geralmente ensinada nas salas de aula de nossos estabelecimentos de ensino médio e superior.A Física apresentada nas academias parece bastar-se a si própria tal qual um castelo feudal isolado por profundos fossos que ocultam os vínculos com a história do pensamento filosófico ou da práxis cotidiana, repelindo filósofos e outros pensadores da cultura.De fato, os textos, ementas, planos de cursos das disciplinas de Física, adotados e praticados nas salas de aulas das universidades brasileiras, desde o pós-guerra, são, em sua grande maioria, traduções e adaptações de textos de autores norte-americanos, apresentando a Física em complexas construções matemáticas fundadas em exaustivos programas experimentais.Segundo esses textos, foi inventada por Newton, reinventada por Einstein, tendo em Galileo uma espécie de coadjuvante esforçado, porém pouco eficiente.Kepler e Copérnico são agraciados com uns poucos parágrafos.Descartes, Kant ou Hume quase nunca são mencionados; e nosso filósofo homenageado, Spinoza, um ilustre desconhecido.Esses textos e programas, tecnicamente corretos, porém, sob os pontos de vista histórico e filosófico, extremamente pobres, já formaram várias gerações de físicos, químicos, engenheiros, matemáticos e professores com inegável eficiência e pragmatismo.No entanto, pelo menos três reflexões muito preciosas se perderam neste processo de aprendizagem: a possibilidade da Física abrir-se às questões metafísicas, aparentemente tão distantes, mas que no passado lhe deram origem; buscar na Física, particularmente em algumas de suas teorias, elementos relevantes para alguns dos problemas mais básicos da teoria do conhecimento, como sua origem, a essência ou possibilidade; e finalmente restituir o sentido originário de tempo na história da criação científica, buscando sua imbricação com outras atividades do espírito.

EDUFBA eBooks•Jan 1, 2009•0 citations

O design na era da integração

José Colucci Junior

periódico científico alemão um artigo intitulado Formal Unentscheidbare Sãtze der Principia Mathematica und Verwandter Systeme" ("Sobre Proposições Formalmente Indeterminadas dos Principia Mathematica e Sistemas "Princípio da que sepultava em definitivo a pretensão dos físicos tradicionais de realizar previsões "absolutas" sobre o mundo subatômico.0 Princípio da que não é possível a velocidade de uma a grosso modo, conhecer com exatidão a posição e partícula.Qualquer tentativa de conhecer as duas variáveis simultaneamente resultaria em fracasso.Quanto maior a No ano de 1927, num congresso em Bruxelas, dois jovens físicos alemães, Werner Heinsenberg e Erwin Schrõdinger puseram abaixo todo o edifício da Física Clássica, discurso fúnebre ficou por conta do famoso Incerteza" de Heisenberg, precisão da determinação de uma delas, maior o grau de indeterminação da outra.As idéias de Heisenberg e Schrõdinger determinaram todo o desenvolvimento posterior da física quântica.1 Mas a importância do Princípio da Incerteza não ficou restrita à física, influenciando outros domínios intelectuais; nas palavras do próprio Heisenberg: uma divisão nítida do mundo, em objeto e sujeito, deixou evidentemente de ser possível."2o trabalho custou e, suas matemático 1 de sem contradições.Em 1952, ao receber um título honorário da escolhidos intencionalmente no das ciências ditas e campo nunca haverá, é cada mas ambos e a arrastada aceitação de suas idéias nos ensina algo sobre natureza do conhecimento humano.3 Os Principia fíatheaatica referidos aqui são os volumes da obra aonuaental de Alfred North Whitehead e Bertrand Russel1 sobre Lógica Mateaática e as fundações da Mateaática.Uaa explicaçío do Teoreia de Gõdel acessível a náo-fliateaáticos pode ser encontrada no livro de NA6EL, Ernest e NEWMAN, Ja«es R. -Gõdel's Proof, New York, New York University Press, 1973.Relacionados").3chamado Kurt Gõdel.Universidade de Harward, uma das mais importantes contribuições para o avanço da Lógica moderna.o paradoxo para o "ciências exatas" lógicos, ou melhor, dos metamatemáticos e metalógicos, criar um sitema a partir do qual toda a Matemática pudesse ser derivada da Lógica de forma consistente, isto é, a o americanos que criadores.

•Aug 3, 1988•0 citations

A noção de determinismo na física e seus limites

Michel Paty

A idéia de determinismo, proposta para estender e generalizar a causalidade física pelo acréscimo em particular da consideração das condições iniciais, constituiu-se desde então na referência ideal de todo conhecimento científico e foi considerada como insuperável. Todavia, esse ideal ver-se-á superado em várias direções: pelas modificações subseqüentes à causalidade relativística; pelos sistemas dinâmicos "não-lineares" deterministas, cujo comportamento pode no final ser totalmente não-previsível; pelos problemas levantados pela física quântica ("redução" da função de estado e predições probabilistas). Os dois últimos casos tornam evidentes os limites das noções de causalidade e de determinismo, mostrando que o conhecimento atual pode superá-las em muito, além de sugerirem interrogações a respeito do sentido realmente físico das grandezas utilizadas na teoria. Quando consideramos as grandezas mais significativas do ponto de vista das características dos fenômenos físicos, a causalidade se apresenta diferente e o determinismo se mostra antropologicamente centrado e ineficiente. Deixam, desse modo, lugar à consideração dessa outra categoria mais significativa, a saber, a de necessidade, que independe de nossas escolhas conceituais e teóricas e tem, ao mesmo tempo, a capacidade de regulá-las.

Scientiae Studia•Dec 1, 2004•2 citations

Física quântica e misticismo no ensino de ciências

Tennile Rany Rocha, Thiago Milograno de Carvalho, Cínthia Maria Felício

A Física Quântica surgiu em 1900 na tentativa de explicar uma série de fenômenos que a Física Clássica não era capaz. Sua consolidação se deu na década de 1920 enquanto área de conhecimento na tentativa de explicar o funcionamento das coisas ao nível das dimensões dos átomos e partículas subatômicas. Com intuito de fazer um contraponto entre os pontos de vista científico e filosófico-religioso, da mecânica, coloca-se em evidência as interpretações de viés acadêmico e espiritual de modo a explicitar aos leigos, através de uma linguagem acessível, os fatos científicos e as versões desses fatos. Como objetivo específico, adotou-se a análise e aplicabilidade da mecânica quântica nos mais diversos contextos ao longo da história, assim como a deturpação das ideias e da utilização dos termos científicos. Percebe-se que com os resultados desta pesquisa que a tentativa de se fazer uma ligação entre a mecânica e a espiritualidade não tem validade científica. Com o estudo das revisões bibliográficas, conclui-se que o conhecimento científico é fundamental para o desenvolvimento do senso crítico, e consequentemente para o crescimento humano em diversos aspectos e perspectivas de conhecer e interpretar o mundo não apenas em seus aspectos físicos, mas também em filosofia, sociologia e demais campos que propõe uma maior reflexão. Através dos conceitos estruturantes desta área, poderemos entender melhor alguns aspectos do que trata a Física Quântica, sendo uma proposta interessante para percebermos evolução histórica dos conceitos e concepções que podem ser encontradas nas mais diversas épocas, desde a antiguidade até os tempos modernos.

Research Society and Development•Dec 18, 2020•2 citations

Crise Epistemológica da Teoria Quântica

João Renato Amorim Feitosa

Podemos facilmente constatar que o desenvolvimento das principais teorias do conhecimento do período moderno da filosofia ocidental guardou uma estreita relação com o status quo do desenvolvimento da matemática e das ciências de uma maneira geral. Essa característica é sobretudo evidente no projeto kantiano de fornecer as bases filosóficas para explicar a possibilidade da geometria (euclidiana) e da física newtoniana, as quais Kant fundamentou sob princípios os quais considerou condições sine qua non do conhecimento humano. Contudo, a física que se desenvolveu na primeira metade do século XX apresentou situações em que os próprios físicos tiveram que se questionar acerca dos problemas epistemológicos envolvidos na descrição, interpretação, e em última instância, na comunicação dos fenômenos observados, de modo que alguns conceitos caros à epistemologia tradicional se mostraram ora inválidos, ora ineficientes para explicar a possibilidade de conhecimento objetivo diante desse novo conjunto de fenômenos. Portanto, gostaríamos de apresentar de maneira breve de que modo ocorre essa contraposição entre epistemologia tradicional e teoria quântica, bem como o modo como os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg lidaram com a nova situação que se apresentava.

Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea•Apr 30, 2022•0 citations

REVISTA SAÚDE QUÂNTICA

Rosângela Zambonato Arnt

Hoje o ser humano faz parte da história a cada momento, cada um com a sua história, escolhida pela consciência coletiva a partir de um mar de probabilidades, segundo o grande físico quântico contemporâneo Amit Goswami. Mas, às vezes, passa-se a participar de fatos que alcançam mais longe do que o mundo individual, e entra-se naquela teoria de Einstein na qual tudo e todos estão conectados, a teoria do campo unificado. É exatamente assim que se pode ver hoje a concretização da realidade da Revista Saúde Quântica do Centro Universitário UNINTER. Com essa primeira edição inicia-se o passo histórico da criação de uma revista científica do meio acadêmico, totalmente dedicada aos avanços das teorias quânticas na área da saúde, destinada a dar o apoio científico necessário para que os profissionais possam desenvolver cada vez mais o potencial terapêutico. Pode-se chamar de saúde quântica a aplicação das teorias da física quântica na matéria médica denominada biofísica, ou seja, o uso dos princípios e leis da física para estudar e explicar os fenômenos biológicos. Portanto, tudo o que se tem de fundamentação científica do funcionamento do corpo humano, baseia-se na física. A física quântica desvendou o último mistério da ação da energia dentro do átomo, e trouxe para o mundo atual a noção de que se tudo e todos são feitos de átomos, e os átomos são na verdade feitos de energia, o corpo humano é feito de energia condensada, que se materializa por vibrar em uma mesma frequência. O equilíbrio dessas vibrações propicia a saúde e o desequilíbrio desencadeia a doença. Assim, nada mais lógico, que a obrigatoriedade de se estudar e usar a energia, a frequência, a vibração, definida como oscilações por segundo e medida em hertz, como tratamento de saúde. Lembrando que a energia funciona apenas por que existe, sem que se precise acreditar, mas sim, saber usar. Com essa edição inicia-se um período de “luz científica”, considerando que ao se sair das “trevas”, passa-se a ser visível para a comunidade científica ortodoxa mundial. E esse é o grande objetivo. A partir de agora, pretende-se ser a referência nacional em saúde quântica, dentro da cientificidade exigida pelos céticos e pelos convencionais. Para se entender e aplicar os princípios do uso da energia vibracional, quântica, precisa-se aprender na universidade, com professores estudiosos e práticos, mas dentro do contexto legal e altamente técnico exigido por essa comunidade tão rígida do saber. E para que o mundo erudito oficial entenda, admire, envolva-se, e integre essas propostas de uso prático das teorias quânticas na saúde, é indispensável que o conhecimento se espalhe por meio da publicação dos artigos produzidos por profissionais de saúde e por estudiosos da área quântica. Somente com um espaço acadêmico voltado a essas propostas de vanguarda, mas ainda com a rigidez própria dos sábios, é que se pode colocar as terapias frequenciais, o uso das essências vibracionais, e a aplicação das teorias quânticas no diagnóstico e tratamento da saúde do ser humano, no seu devido lugar, dentro da ciência. Inaugura-se essa nova era do saber com essa edição, e na linha do tempo, ela vem junto com a Pós-graduação em Saúde Quântica, as extensões universitárias em Saúde Quântica, e o 1º Congresso Latino Americano em Saúde e Terapias Quânticas, que está acontecendo neste mesmo mês de novembro. Todos os leitores estão convidados a acompanhar essa jornada, em busca de mais opções para ampliar a saúde e a qualidade de vida do ser humano, que já é holístico e quântico.

Revista Brasileira de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde•Aug 11, 2012•0 citations
Pretende-se apresentar neste artigo os temas do determinismo e do indeterminismo na física moderna e contemporânea, seguindo o desenvolvimento histórico. Nesse sentido, apoiando-se apenas em textos científicos, mostram-se os elementos do determinismo anterior a Poincaré. A respeito do indeterminismo, foca-se a atenção na introdução do caos determinístico, através do trabalho de Poincaré sobre o problema dos três corpos e da indeterminação quântica. Para cada uma das duas formas de indeterminação será fornecida também uma interpretação do estatuto gnosiológico.
INTRODUÇÃOConstatei pelo meu longo périplo por várias universidades, congressos, encontros, simpósios, tanto de Filosofia como de Física, que os filósofos desconhecem a Física na mesma proporção que os físicos desconhecem a Filosofia.Os filósofos alegam que a Física enveredou por técnicas e matemáticas muito especializadas tornando-se de difícil compreensão para quem não tiver um longo adestramento nos métodos matemáticos e experimentais utilizados.Já os físicos, ainda mais pragmáticos, alegam que a Filosofia pouca ou nenhuma utilidade para eles terá.Alguns mais radicais chegam a dizer de alto e bom tom que "a Filosofia é pura perda de tempo".Tenho por objetivo maior mostrar que ambos estão equivocados.O mal-entendido e a falta de comunicação entre as duas comunidades dão-se principalmente pela forma pontual, a-histórica e antifilosófica como são ensinadas e divulgadas as ciências, e dentre estas a Física, em nossas escolas e universidades.Pretendo assim apresentá-la (notadamente a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica) de ângulos bastante distintos de como é normalmente apresentada nas nossas instituições de ensino e pesquisa.Acredito que a forma em que serão expostas as duas mais importantes teorias da Física moderna, desvelando as suas múltiplas articulações com a Filosofia, poderá ser útil não só a filósofos e físicos, mas também a um público culto interessado nas principais indagações da contemporaneidade.Sempre que possível, estarei buscando um justo equilíbrio de forças do pensamento científico e filosófico, visando o centro de gravidade dessas atividades do espírito humano.Para sossego dos físicos mais ortodoxos, é, no entanto, importante sublinhar que a abordagem com a qual aqui será tratada a Física não pretende substituir os métodos tradicionais de operar os conceitos matemáticos, pois seria temerário supor que seu aprendizado possa ser feito sem um amplo e seguro domínio do ferramental matemático.Sabe-se perfeitamente o poder da matemática não só como a linguagem da Física, mas também como a grande metáfora da natureza, que através de um simples signo, ou uma relação entre eles, pode representar uma extensa narrativa dos fenômenos naturais.A conquista do quantitativo e da precisão adquiridos a partir da revolução científica do séc.XVII é irreversível, e só foi possível com a matematização | 30 | dos fenômenos ocorrida a partir de Kepler e Galileo.O que pretendo é servir de harmonia e contraponto filosófico às construções matemáticas operacionais da Física que tanto assustam os não-iniciados, vislumbrando nesta ciência uma aproximação essencial com a Filosofia, a Educação e a cultura.No linguajar médico significaria propor, para a cura da pedagogia da Física, um tratamento alternativo sem remoção da medicação principal.O que me move a propor esse novo ângulo de visada sobre a Ciência, e sobre a Física, em particular, é, repito, a forma estanque e pontual com que ela é geralmente ensinada nas salas de aula de nossos estabelecimentos de ensino médio e superior.A Física apresentada nas academias parece bastar-se a si própria tal qual um castelo feudal isolado por profundos fossos que ocultam os vínculos com a história do pensamento filosófico ou da práxis cotidiana, repelindo filósofos e outros pensadores da cultura.De fato, os textos, ementas, planos de cursos das disciplinas de Física, adotados e praticados nas salas de aulas das universidades brasileiras, desde o pós-guerra, são, em sua grande maioria, traduções e adaptações de textos de autores norte-americanos, apresentando a Física em complexas construções matemáticas fundadas em exaustivos programas experimentais.Segundo esses textos, foi inventada por Newton, reinventada por Einstein, tendo em Galileo uma espécie de coadjuvante esforçado, porém pouco eficiente.Kepler e Copérnico são agraciados com uns poucos parágrafos.Descartes, Kant ou Hume quase nunca são mencionados; e nosso filósofo homenageado, Spinoza, um ilustre desconhecido.Esses textos e programas, tecnicamente corretos, porém, sob os pontos de vista histórico e filosófico, extremamente pobres, já formaram várias gerações de físicos, químicos, engenheiros, matemáticos e professores com inegável eficiência e pragmatismo.No entanto, pelo menos três reflexões muito preciosas se perderam neste processo de aprendizagem: a possibilidade da Física abrir-se às questões metafísicas, aparentemente tão distantes, mas que no passado lhe deram origem; buscar na Física, particularmente em algumas de suas teorias, elementos relevantes para alguns dos problemas mais básicos da teoria do conhecimento, como sua origem, a essência ou possibilidade; e finalmente restituir o sentido originário de tempo na história da criação científica, buscando sua imbricação com outras atividades do espírito.
periódico científico alemão um artigo intitulado Formal Unentscheidbare Sãtze der Principia Mathematica und Verwandter Systeme" ("Sobre Proposições Formalmente Indeterminadas dos Principia Mathematica e Sistemas "Princípio da que sepultava em definitivo a pretensão dos físicos tradicionais de realizar previsões "absolutas" sobre o mundo subatômico.0 Princípio da que não é possível a velocidade de uma a grosso modo, conhecer com exatidão a posição e partícula.Qualquer tentativa de conhecer as duas variáveis simultaneamente resultaria em fracasso.Quanto maior a No ano de 1927, num congresso em Bruxelas, dois jovens físicos alemães, Werner Heinsenberg e Erwin Schrõdinger puseram abaixo todo o edifício da Física Clássica, discurso fúnebre ficou por conta do famoso Incerteza" de Heisenberg, precisão da determinação de uma delas, maior o grau de indeterminação da outra.As idéias de Heisenberg e Schrõdinger determinaram todo o desenvolvimento posterior da física quântica.1 Mas a importância do Princípio da Incerteza não ficou restrita à física, influenciando outros domínios intelectuais; nas palavras do próprio Heisenberg: uma divisão nítida do mundo, em objeto e sujeito, deixou evidentemente de ser possível."2o trabalho custou e, suas matemático 1 de sem contradições.Em 1952, ao receber um título honorário da escolhidos intencionalmente no das ciências ditas e campo nunca haverá, é cada mas ambos e a arrastada aceitação de suas idéias nos ensina algo sobre natureza do conhecimento humano.3 Os Principia fíatheaatica referidos aqui são os volumes da obra aonuaental de Alfred North Whitehead e Bertrand Russel1 sobre Lógica Mateaática e as fundações da Mateaática.Uaa explicaçío do Teoreia de Gõdel acessível a náo-fliateaáticos pode ser encontrada no livro de NA6EL, Ernest e NEWMAN, Ja«es R. -Gõdel's Proof, New York, New York University Press, 1973.Relacionados").3chamado Kurt Gõdel.Universidade de Harward, uma das mais importantes contribuições para o avanço da Lógica moderna.o paradoxo para o "ciências exatas" lógicos, ou melhor, dos metamatemáticos e metalógicos, criar um sitema a partir do qual toda a Matemática pudesse ser derivada da Lógica de forma consistente, isto é, a o americanos que criadores.
A idéia de determinismo, proposta para estender e generalizar a causalidade física pelo acréscimo em particular da consideração das condições iniciais, constituiu-se desde então na referência ideal de todo conhecimento científico e foi considerada como insuperável. Todavia, esse ideal ver-se-á superado em várias direções: pelas modificações subseqüentes à causalidade relativística; pelos sistemas dinâmicos "não-lineares" deterministas, cujo comportamento pode no final ser totalmente não-previsível; pelos problemas levantados pela física quântica ("redução" da função de estado e predições probabilistas). Os dois últimos casos tornam evidentes os limites das noções de causalidade e de determinismo, mostrando que o conhecimento atual pode superá-las em muito, além de sugerirem interrogações a respeito do sentido realmente físico das grandezas utilizadas na teoria. Quando consideramos as grandezas mais significativas do ponto de vista das características dos fenômenos físicos, a causalidade se apresenta diferente e o determinismo se mostra antropologicamente centrado e ineficiente. Deixam, desse modo, lugar à consideração dessa outra categoria mais significativa, a saber, a de necessidade, que independe de nossas escolhas conceituais e teóricas e tem, ao mesmo tempo, a capacidade de regulá-las.
A Física Quântica surgiu em 1900 na tentativa de explicar uma série de fenômenos que a Física Clássica não era capaz. Sua consolidação se deu na década de 1920 enquanto área de conhecimento na tentativa de explicar o funcionamento das coisas ao nível das dimensões dos átomos e partículas subatômicas. Com intuito de fazer um contraponto entre os pontos de vista científico e filosófico-religioso, da mecânica, coloca-se em evidência as interpretações de viés acadêmico e espiritual de modo a explicitar aos leigos, através de uma linguagem acessível, os fatos científicos e as versões desses fatos. Como objetivo específico, adotou-se a análise e aplicabilidade da mecânica quântica nos mais diversos contextos ao longo da história, assim como a deturpação das ideias e da utilização dos termos científicos. Percebe-se que com os resultados desta pesquisa que a tentativa de se fazer uma ligação entre a mecânica e a espiritualidade não tem validade científica. Com o estudo das revisões bibliográficas, conclui-se que o conhecimento científico é fundamental para o desenvolvimento do senso crítico, e consequentemente para o crescimento humano em diversos aspectos e perspectivas de conhecer e interpretar o mundo não apenas em seus aspectos físicos, mas também em filosofia, sociologia e demais campos que propõe uma maior reflexão. Através dos conceitos estruturantes desta área, poderemos entender melhor alguns aspectos do que trata a Física Quântica, sendo uma proposta interessante para percebermos evolução histórica dos conceitos e concepções que podem ser encontradas nas mais diversas épocas, desde a antiguidade até os tempos modernos.
Podemos facilmente constatar que o desenvolvimento das principais teorias do conhecimento do período moderno da filosofia ocidental guardou uma estreita relação com o status quo do desenvolvimento da matemática e das ciências de uma maneira geral. Essa característica é sobretudo evidente no projeto kantiano de fornecer as bases filosóficas para explicar a possibilidade da geometria (euclidiana) e da física newtoniana, as quais Kant fundamentou sob princípios os quais considerou condições sine qua non do conhecimento humano. Contudo, a física que se desenvolveu na primeira metade do século XX apresentou situações em que os próprios físicos tiveram que se questionar acerca dos problemas epistemológicos envolvidos na descrição, interpretação, e em última instância, na comunicação dos fenômenos observados, de modo que alguns conceitos caros à epistemologia tradicional se mostraram ora inválidos, ora ineficientes para explicar a possibilidade de conhecimento objetivo diante desse novo conjunto de fenômenos. Portanto, gostaríamos de apresentar de maneira breve de que modo ocorre essa contraposição entre epistemologia tradicional e teoria quântica, bem como o modo como os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg lidaram com a nova situação que se apresentava.
Hoje o ser humano faz parte da história a cada momento, cada um com a sua história, escolhida pela consciência coletiva a partir de um mar de probabilidades, segundo o grande físico quântico contemporâneo Amit Goswami. Mas, às vezes, passa-se a participar de fatos que alcançam mais longe do que o mundo individual, e entra-se naquela teoria de Einstein na qual tudo e todos estão conectados, a teoria do campo unificado. É exatamente assim que se pode ver hoje a concretização da realidade da Revista Saúde Quântica do Centro Universitário UNINTER. Com essa primeira edição inicia-se o passo histórico da criação de uma revista científica do meio acadêmico, totalmente dedicada aos avanços das teorias quânticas na área da saúde, destinada a dar o apoio científico necessário para que os profissionais possam desenvolver cada vez mais o potencial terapêutico. Pode-se chamar de saúde quântica a aplicação das teorias da física quântica na matéria médica denominada biofísica, ou seja, o uso dos princípios e leis da física para estudar e explicar os fenômenos biológicos. Portanto, tudo o que se tem de fundamentação científica do funcionamento do corpo humano, baseia-se na física. A física quântica desvendou o último mistério da ação da energia dentro do átomo, e trouxe para o mundo atual a noção de que se tudo e todos são feitos de átomos, e os átomos são na verdade feitos de energia, o corpo humano é feito de energia condensada, que se materializa por vibrar em uma mesma frequência. O equilíbrio dessas vibrações propicia a saúde e o desequilíbrio desencadeia a doença. Assim, nada mais lógico, que a obrigatoriedade de se estudar e usar a energia, a frequência, a vibração, definida como oscilações por segundo e medida em hertz, como tratamento de saúde. Lembrando que a energia funciona apenas por que existe, sem que se precise acreditar, mas sim, saber usar. Com essa edição inicia-se um período de “luz científica”, considerando que ao se sair das “trevas”, passa-se a ser visível para a comunidade científica ortodoxa mundial. E esse é o grande objetivo. A partir de agora, pretende-se ser a referência nacional em saúde quântica, dentro da cientificidade exigida pelos céticos e pelos convencionais. Para se entender e aplicar os princípios do uso da energia vibracional, quântica, precisa-se aprender na universidade, com professores estudiosos e práticos, mas dentro do contexto legal e altamente técnico exigido por essa comunidade tão rígida do saber. E para que o mundo erudito oficial entenda, admire, envolva-se, e integre essas propostas de uso prático das teorias quânticas na saúde, é indispensável que o conhecimento se espalhe por meio da publicação dos artigos produzidos por profissionais de saúde e por estudiosos da área quântica. Somente com um espaço acadêmico voltado a essas propostas de vanguarda, mas ainda com a rigidez própria dos sábios, é que se pode colocar as terapias frequenciais, o uso das essências vibracionais, e a aplicação das teorias quânticas no diagnóstico e tratamento da saúde do ser humano, no seu devido lugar, dentro da ciência. Inaugura-se essa nova era do saber com essa edição, e na linha do tempo, ela vem junto com a Pós-graduação em Saúde Quântica, as extensões universitárias em Saúde Quântica, e o 1º Congresso Latino Americano em Saúde e Terapias Quânticas, que está acontecendo neste mesmo mês de novembro. Todos os leitores estão convidados a acompanhar essa jornada, em busca de mais opções para ampliar a saúde e a qualidade de vida do ser humano, que já é holístico e quântico.