A discussão sobre a crítica materialista dialética à Física do século XX, especificamente elementos das críticas de Engels e Lenin às escolas filosóficas materialistas e idealistas que irão assentar as bases da Física do século XX, há muito se perdeu. Foram essas escolas idealistas que, o fazerem a crítica ao materialismo metafisico, formaram os conceitos gerais que contribuíram na construção da mecânica quântica e da relatividade. Partiremos desses reflexos filosóficos na mecânica quântica do século XXI para mostrar que, apesar da importância histórica do idealismo para a superação do materialismo metafísico, hoje esses pressupostos filosóficos são uma barreira para o avanço do conhecimento sobre o microcosmo.
A discussão sobre a crítica materialista dialética à Física do século XX, especificamente elementos das críticas de Engels e Lenin às escolas filosóficas materialistas e idealistas que irão assentar as bases da Física do século XX, há muito se perdeu. Foram essas escolas idealistas que, o fazerem a crítica ao materialismo metafisico, formaram os conceitos gerais que contribuíram na construção da mecânica quântica e da relatividade. Partiremos desses reflexos filosóficos na mecânica quântica do século XXI para mostrar que, apesar da importância histórica do idealismo para a superação do materialismo metafísico, hoje esses pressupostos filosóficos são uma barreira para o avanço do conhecimento sobre o microcosmo.
A mecânica quântica empreendeu a substituição do materialismo científico, por uma visão cada vez mais “formal” da natureza, dentro da qual a própria matéria seria uma conseqüência física de um outro estado natural que precede o nível das partículas subatômicas, constituído por relações de simetrias, forças e processos, para além das possibilidades observacionais, e ao alcance, tão somente, da reflexão racional pura. Além disto, a Física Contemporânea trabalha com conceitos e problemas filosóficos de extrema importância, como “Causalidade”, “Origem da Matéria”, “Constituição do Cosmos”, “Limites e Possibilidades do Conhecimento”, “Objetividade”, e “Determinismo”, de modo que uma investigação filosófica deste campo científico tão marcado pela Filosofia faz-se muito relevante para compreendermos a atual visão que a ciência tem da natureza e qual a filosofia subjacente à física contemporânea.
O artigo parafraseia os trabalhos de Max Planck (1901) sobre a quantização da energia, de Albert Einstein (1905) em que propõe o quantum de luz, de Niels Bohr (1913) sobre a teoria atômica e de Louis de Broglie (1924) a respeito da dualidade onda-partícula. Esses trabalhos foram decisivos para a criação da mecânica quântica. O objetivo é comemorar o centenário do nascimento da física quântica e disponibilizar ao professor de física um material didático que considera episódios relevantes da história da física no início do século XX.
Se o século XXI é o século da terceira morte filosófica, a do mundo, que os clínicos da civilização vêm diagnosticando no (pós-)horizonte do Antropoceno, cabe analisar o que vem depois e o que nos cabe esperar. As consequências tecnológicas da mecânica quântica são um fato notório, na medida em que a constituição de nossa vida comum está irremediavelmente imersa nelas. Menos reconhecido, entretanto, é o abalo das descobertas e paradoxos da mecânica quântica para uma nova imanência e uma nova liberdade. Está em jogo um deslocamento do problema que se comunica, por ondas de choque, com limiares de ruptura de outros campos, como reconstrução da legibilidade do Real por Paul Klee e sua variante radical da arte moderna. A gênese conceitual da interpretação de Copenhague se orienta pelos princípios da incerteza e da complementariedade. Ela embute uma dupla renúncia: ao projeto de inteligibilidade visual do mundo e ao determinismo eficiente que define um universo explicável por cadeias de causas e efeitos. Para elucidá-la, abordam-se três tipos ideais que compõem a Física predominante depois da Renascença: metafísica (neo-)aristotélica, mecanicismo cartesiano e cosmologia newtoniana (culminada na Teoria da Relatividade); bem como tais componentes foram deslocados na mecânica dos quanta, descortinada por Heisenberg e Bohr. O artigo conclui com um breve comentário sobre as ressonâncias cosmopolíticas da revolução quântica.
Este artigo discute o uso que Werner Heisenberg faz da filosofia grega clássica no âmbito dos debates acerca da teoria quântica realizados na primeira metade do século xx. Para esse autor, a ciência foi determinada pelo influxo de duas correntes de pensamento que surgiram na Grécia antiga: o materialismo e o idealismo. A partir de tal clivagem, Heisenberg fundamenta sua crítica aos opositores da Interpretação de Copenhague, além de justificar filosoficamente suas próprias teses sobre a mecânica quântica. Apesar de suas concepções filosóficas não serem passíveis de uma sistematização completa, a relação que Heisenberg estabeleceu entre a filosofia grega e os problemas da teoria dos quanta acabou por resultar em uma interpretação da realidade física na qual é predominante um platonismo e um incipiente estruturalismo matemático.
Podemos facilmente constatar que o desenvolvimento das principais teorias do conhecimento do período moderno da filosofia ocidental guardou uma estreita relação com o status quo do desenvolvimento da matemática e das ciências de uma maneira geral. Essa característica é sobretudo evidente no projeto kantiano de fornecer as bases filosóficas para explicar a possibilidade da geometria (euclidiana) e da física newtoniana, as quais Kant fundamentou sob princípios os quais considerou condições sine qua non do conhecimento humano. Contudo, a física que se desenvolveu na primeira metade do século XX apresentou situações em que os próprios físicos tiveram que se questionar acerca dos problemas epistemológicos envolvidos na descrição, interpretação, e em última instância, na comunicação dos fenômenos observados, de modo que alguns conceitos caros à epistemologia tradicional se mostraram ora inválidos, ora ineficientes para explicar a possibilidade de conhecimento objetivo diante desse novo conjunto de fenômenos. Portanto, gostaríamos de apresentar de maneira breve de que modo ocorre essa contraposição entre epistemologia tradicional e teoria quântica, bem como o modo como os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg lidaram com a nova situação que se apresentava.
A mecnica quntica empreendeu a substituio do materialismo cientfico, por uma viso cada vez mais "formal" da natureza, dentro da qual a prpria matria seria uma conseqncia fsica de um outro estado natural que precede o nvel das partculas subatmicas, constitudo por relaes de simetrias, foras e processos, para alm das possibilidades observacionais, e ao alcance, to somente, da reflexo racional pura. Alm disto, a Fsica Contempornea trabalha com conceitos e problemas filosficos de extrema importncia, como "Causalidade", "Origem da Matria", "Constituio do Cosmos", "Limites e Possibilidades do Conhecimento", "Objetividade", e "Determinismo", de modo que uma investigao filosfica deste campo cientfico to marcado pela Filosofia, faz-se muito relevante para compreendermos a atual viso que a cincia tem da natureza e qual a filosofia subjacente fsica contempornea.