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Cadernos do PET Filosofia

A FILOSOFIA DA CIÊNCIA DA MECÂNICA QUÂNTICA E A DESCONSTRUÇÃO DA ONTOLOGIA MATERIALISTA

Vinícius Carvalho da Silva

Published Mar 19, 2010• 0 citations
Publisher

Abstract

A mecânica quântica empreendeu a substituição do materialismo científico, por uma visão cada vez mais “formal” da natureza, dentro da qual a própria matéria seria uma conseqüência física de um outro estado natural que precede o nível das partículas subatômicas, constituído por relações de simetrias, forças e processos, para além das possibilidades observacionais, e ao alcance, tão somente, da reflexão racional pura. Além disto, a Física Contemporânea trabalha com conceitos e problemas filosóficos de extrema importância, como “Causalidade”, “Origem da Matéria”, “Constituição do Cosmos”, “Limites e Possibilidades do Conhecimento”, “Objetividade”, e “Determinismo”, de modo que uma investigação filosófica deste campo científico tão marcado pela Filosofia faz-se muito relevante para compreendermos a atual visão que a ciência tem da natureza e qual a filosofia subjacente à física contemporânea.

DOI
10.26694/pet.v1i2.2144

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A filosofia da ciência da mecânica quântica e a desconstrução da ontologia materialista

Vinícius Carvalho da Silva

A mecnica quntica empreendeu a substituio do materialismo cientfico, por uma viso cada vez mais "formal" da natureza, dentro da qual a prpria matria seria uma conseqncia fsica de um outro estado natural que precede o nvel das partculas subatmicas, constitudo por relaes de simetrias, foras e processos, para alm das possibilidades observacionais, e ao alcance, to somente, da reflexo racional pura. Alm disto, a Fsica Contempornea trabalha com conceitos e problemas filosficos de extrema importncia, como "Causalidade", "Origem da Matria", "Constituio do Cosmos", "Limites e Possibilidades do Conhecimento", "Objetividade", e "Determinismo", de modo que uma investigao filosfica deste campo cientfico to marcado pela Filosofia, faz-se muito relevante para compreendermos a atual viso que a cincia tem da natureza e qual a filosofia subjacente fsica contempornea.

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O presente artigo visa expor as principais teorias do campo da física quântica, assim como suas implicações ontológicas. Não se busca, aqui, uma interlocução com teorias metafísicas estabelecidas no campo da filosofia, nem mesmo uma exploração extensa da bibliografia estabelecida nas ciências. Foi usado um livro para a exposição geral das teorias, de seus desdobramentos e de suas consequências. No caso, trata-se do livro Quantum ontology: A guide to the metaphysics of quantum mechanics, de Peter J. Lewis. Foi privilegiada, portanto, uma abordagem em que a abrangência foi preferida em relação à profundidade. Um cotejamento cuidadoso com outras teorias metafísicas teria trazido uma visão mais específica dos possíveis problemas de fundo presentes tanto na ontologia (nas ontologias) derivadas da mecânica quântica quanto nas teorias cotejadas, mas a consequência seria retirar apresentações de outras possibilidades presentes dentro da própria teoria da mecânica quântica. Preferimos, portanto, apresentar um panorama amplo, de modo a contextualizar o leitor dentro de um campo de pesquisa, e deixar aprofundamentos específicos para outra oportunidade.

TECCOGS Revista Digital de Tecnologias Cognitivas•Dec 15, 2023•0 citations

CIÊNCIA E TÉCNICA EM HEIDEGGER E HEISENBERG

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A fisica classica distingue-se como ciencia por um projeto previo, composto pelos conceitos fundamentais de elementos como calculo, tempo, espaco, movimento, materia, forca e direcionado a captar todos os fenomenos da natureza supostamente unificada. A mecânica quântica avanca alem desses postulados, evidenciando a inevitavel interferencia do sujeito nos resultados de sua pesquisa, em que a referencia a uma teoria ontologica com objetos materiais, devendo ser captaveis para fins de calculo de regularidades, tornase impossivel, restando os conceitos de nucleo e campo para o projeto previo inovador. Em decorrencia, o principio de incerteza se expressa em que um estado de movimento se identifica somente quanto a calculabilidade estatistica ou da posicao, ou da grandeza do movimento. Apos a elaboracao do conceito existencial de ciencia, que ressalta o serai como ser-no-mundo a encontrar entes determinados como objetos pelo projeto previo da perspectiva cientifica, Heidegger posteriormente chega a conclusao de que a fisica quântica incorporando a fisica classica permanece imutavel no que concerne ao projeto previo da ciencia de sempre: a natureza se dispoe de antemao a um encontro ao modo de asseguramento proposto pelo existente humano numa realizacao cientifica em termos de teoria. A ciencia permanece apenas como um dos modos de acesso a natureza em sua plenitude inesgotavel, o que faz com que ela seja incontornavel e inacessivel com os recursos da cientificidade. A com-posicao e a essencia da tecnica utilizando resultados cientificos e, pela sua voragem, habilitando-se para a cooptacao definitiva do existente humano. Resta ao ser-ai a piedade de um pensamento indigente enquanto questionar a sua propria condicao de perigo no esquecimento da cooptacao de que pode ser vitima por propria decisao.%%%%The classical physical science distinguishes itself as a previous project, consisting of the fundamental concepts of elements such as calculation, time, space, motion, matter, force and directed to capture all the nature phenomena supposedly unified. Quantum mechanics advances beyond these postulates, evidencing the inevitable interference of the subject in the search results , in which a reference to an ontological theory with material objects should be able to capture for regularities calculation, it becomes impossible, leaving the core concepts and field for the previous innovative project. As a result, the uncertainty principle that is expressed in a state of motion is identified only as to the statistical calculation or position, or the magnitude of the movement. After the development the existential concept of science that emphasizes the being-there as being-in-the-world to find certain beings as objects by the previous project of the scientific perspective, Heidegger subsequently comes to the conclusion that quantum physics incorporating the classical physics keeps unchangeable in terms of the previous science project of all: the nature disposes in advance a way of securing the meeting proposed by the existing human…

•Sep 11, 2009•0 citations

A cosmologia realista de Popper e sua contribuição para a discussão racional em Física

William Carlos Kuhn, Remi Schorn

O presente artigo mostra que o realismo constitui a principal tese metafísica presente na filosofia de Popper e que esteve presente, de forma relevante, desde a Lógica da Pesquisa Científica até o Pós-escrito. Apesar de ter sido revista, passando de uma noção negativa para positiva, ampliou o universo de articulação teórico da sua filosofia e organizou sua proposta epistemológica. A defesa Popperiana do realismo está vinculada a uma concepção ética de fundo e uma concepção cosmológica que abrange uma ontologia da mudança e uma epistemologia falibilista. Sua concepção filosófica comporta desde um plano universal do pensamento metafísico, cosmológico, até um plano específico, das regras metodológicas, adequado ao estudo da ciência. O filósofo pensou que a tarefa da filosofia não se resume na análise de enunciados, mas se trata da elaboração de uma visão de totalidade da realidade capaz de constituir soluções a problemas teóricos reais do universo do conhecimento. Ele unificou sua concepção filosófica ao propor a teoria das Propensões e a mostrou como uma articulação das suas noções de objetivismo, realismo e de indeterminismo. Como forma de mostrar a relevância de sua cosmologia para o estudo da ciência, ele propôs dois experimentos em física e confrontou a sua concepção objetivista, realista e indeterminista com a rival teoria quântica, então subjetivista e antirrealista. O primeiro teste recebeu correções de Einstein através de uma carta, publicada em anexo à Lógica da Pesquisa Científica (L.Sc.D). O segundo teste, proposto em A Teoria dos Quanta e o Cisma na Física (Q.T.S.P), foi realizado em 1999 por Kim e Shih e, o resultado mostrou inconformidade com a previsão de Popper. Ambos, entretanto, contribuíram, ainda que de modo discreto, para a crítica racional no universo científico.

Revista DIAPHONÍA•Dec 28, 2017•0 citations

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•Dec 4, 2019•0 citations

O misticismo quântico e os desafios impostos à epistemologia e ao conhecimento científico

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O objetivo do presente artigo é o de apresentar o tema do misticismo quântico, até então negligenciado pela maioria dos epistemólogos, como um assunto, ao mesmo tempo instigante, também desafiador. Quando as posições místicas nascem de interpretações científicas legítimas, portanto, conciliadoras com a ciência, a exemplo de muitos aspectos do antirrealismo de muitas interpretações ortodoxas da mecânica quântica, tratam-se tão somente de problemas epistêmicos para os quais reflexões e elucidações são exigidas, mas que não comprometem o poder preditivo e de aplicação da teoria. Por outro lado, quando tais posições passam a ser desafiadoras da ciência, aí temos um desafio que nos é imposto para o qual soluções são exigidas. É justamente esse momento que estamos vivenciando no interior da ciência física: um emaranhado de teorias místicas que sequer tangenciam as finalidades e identidade da teoria quântica se colocam como se fossem verdades. Cabe à própria teoria quântica, contudo, refletir sobre o seu percentual de comprometimento com esse estado de coisas, visto de sua conformidade histórica com atitudes de indeterminação, incerteza, descontinuidade e falta de nexo causal.

Argumentos - Revista de Filosofia•Jul 17, 2023•0 citations
A mecânica quântica empreendeu a substituição do materialismo científico, por uma visão cada vez mais “formal” da natureza, dentro da qual a própria matéria seria uma conseqüência física de um outro estado natural que precede o nível das partículas subatômicas, constituído por relações de simetrias, forças e processos, para além das possibilidades observacionais, e ao alcance, tão somente, da reflexão racional pura. Além disto, a Física Contemporânea trabalha com conceitos e problemas filosóficos de extrema importância, como “Causalidade”, “Origem da Matéria”, “Constituição do Cosmos”, “Limites e Possibilidades do Conhecimento”, “Objetividade”, e “Determinismo”, de modo que uma investigação filosófica deste campo científico tão marcado pela Filosofia faz-se muito relevante para compreendermos a atual visão que a ciência tem da natureza e qual a filosofia subjacente à física contemporânea.
A mecnica quntica empreendeu a substituio do materialismo cientfico, por uma viso cada vez mais "formal" da natureza, dentro da qual a prpria matria seria uma conseqncia fsica de um outro estado natural que precede o nvel das partculas subatmicas, constitudo por relaes de simetrias, foras e processos, para alm das possibilidades observacionais, e ao alcance, to somente, da reflexo racional pura. Alm disto, a Fsica Contempornea trabalha com conceitos e problemas filosficos de extrema importncia, como "Causalidade", "Origem da Matria", "Constituio do Cosmos", "Limites e Possibilidades do Conhecimento", "Objetividade", e "Determinismo", de modo que uma investigao filosfica deste campo cientfico to marcado pela Filosofia, faz-se muito relevante para compreendermos a atual viso que a cincia tem da natureza e qual a filosofia subjacente fsica contempornea.
O presente artigo visa expor as principais teorias do campo da física quântica, assim como suas implicações ontológicas. Não se busca, aqui, uma interlocução com teorias metafísicas estabelecidas no campo da filosofia, nem mesmo uma exploração extensa da bibliografia estabelecida nas ciências. Foi usado um livro para a exposição geral das teorias, de seus desdobramentos e de suas consequências. No caso, trata-se do livro Quantum ontology: A guide to the metaphysics of quantum mechanics, de Peter J. Lewis. Foi privilegiada, portanto, uma abordagem em que a abrangência foi preferida em relação à profundidade. Um cotejamento cuidadoso com outras teorias metafísicas teria trazido uma visão mais específica dos possíveis problemas de fundo presentes tanto na ontologia (nas ontologias) derivadas da mecânica quântica quanto nas teorias cotejadas, mas a consequência seria retirar apresentações de outras possibilidades presentes dentro da própria teoria da mecânica quântica. Preferimos, portanto, apresentar um panorama amplo, de modo a contextualizar o leitor dentro de um campo de pesquisa, e deixar aprofundamentos específicos para outra oportunidade.
A fisica classica distingue-se como ciencia por um projeto previo, composto pelos conceitos fundamentais de elementos como calculo, tempo, espaco, movimento, materia, forca e direcionado a captar todos os fenomenos da natureza supostamente unificada. A mecânica quântica avanca alem desses postulados, evidenciando a inevitavel interferencia do sujeito nos resultados de sua pesquisa, em que a referencia a uma teoria ontologica com objetos materiais, devendo ser captaveis para fins de calculo de regularidades, tornase impossivel, restando os conceitos de nucleo e campo para o projeto previo inovador. Em decorrencia, o principio de incerteza se expressa em que um estado de movimento se identifica somente quanto a calculabilidade estatistica ou da posicao, ou da grandeza do movimento. Apos a elaboracao do conceito existencial de ciencia, que ressalta o serai como ser-no-mundo a encontrar entes determinados como objetos pelo projeto previo da perspectiva cientifica, Heidegger posteriormente chega a conclusao de que a fisica quântica incorporando a fisica classica permanece imutavel no que concerne ao projeto previo da ciencia de sempre: a natureza se dispoe de antemao a um encontro ao modo de asseguramento proposto pelo existente humano numa realizacao cientifica em termos de teoria. A ciencia permanece apenas como um dos modos de acesso a natureza em sua plenitude inesgotavel, o que faz com que ela seja incontornavel e inacessivel com os recursos da cientificidade. A com-posicao e a essencia da tecnica utilizando resultados cientificos e, pela sua voragem, habilitando-se para a cooptacao definitiva do existente humano. Resta ao ser-ai a piedade de um pensamento indigente enquanto questionar a sua propria condicao de perigo no esquecimento da cooptacao de que pode ser vitima por propria decisao.%%%%The classical physical science distinguishes itself as a previous project, consisting of the fundamental concepts of elements such as calculation, time, space, motion, matter, force and directed to capture all the nature phenomena supposedly unified. Quantum mechanics advances beyond these postulates, evidencing the inevitable interference of the subject in the search results , in which a reference to an ontological theory with material objects should be able to capture for regularities calculation, it becomes impossible, leaving the core concepts and field for the previous innovative project. As a result, the uncertainty principle that is expressed in a state of motion is identified only as to the statistical calculation or position, or the magnitude of the movement. After the development the existential concept of science that emphasizes the being-there as being-in-the-world to find certain beings as objects by the previous project of the scientific perspective, Heidegger subsequently comes to the conclusion that quantum physics incorporating the classical physics keeps unchangeable in terms of the previous science project of all: the nature disposes in advance a way of securing the meeting proposed by the existing human…
O presente artigo mostra que o realismo constitui a principal tese metafísica presente na filosofia de Popper e que esteve presente, de forma relevante, desde a Lógica da Pesquisa Científica até o Pós-escrito. Apesar de ter sido revista, passando de uma noção negativa para positiva, ampliou o universo de articulação teórico da sua filosofia e organizou sua proposta epistemológica. A defesa Popperiana do realismo está vinculada a uma concepção ética de fundo e uma concepção cosmológica que abrange uma ontologia da mudança e uma epistemologia falibilista. Sua concepção filosófica comporta desde um plano universal do pensamento metafísico, cosmológico, até um plano específico, das regras metodológicas, adequado ao estudo da ciência. O filósofo pensou que a tarefa da filosofia não se resume na análise de enunciados, mas se trata da elaboração de uma visão de totalidade da realidade capaz de constituir soluções a problemas teóricos reais do universo do conhecimento. Ele unificou sua concepção filosófica ao propor a teoria das Propensões e a mostrou como uma articulação das suas noções de objetivismo, realismo e de indeterminismo. Como forma de mostrar a relevância de sua cosmologia para o estudo da ciência, ele propôs dois experimentos em física e confrontou a sua concepção objetivista, realista e indeterminista com a rival teoria quântica, então subjetivista e antirrealista. O primeiro teste recebeu correções de Einstein através de uma carta, publicada em anexo à Lógica da Pesquisa Científica (L.Sc.D). O segundo teste, proposto em A Teoria dos Quanta e o Cisma na Física (Q.T.S.P), foi realizado em 1999 por Kim e Shih e, o resultado mostrou inconformidade com a previsão de Popper. Ambos, entretanto, contribuíram, ainda que de modo discreto, para a crítica racional no universo científico.
O presente trabalho apresenta uma analise bibliografica sobre Filosofia da Fisica, em especial da Fisica Quântica, abordando alguns conceitos filosoficos sobre a natureza do conhecimento Fisico, objetivando promover a Filosofia da Fisica na formacao de Fisicos e Professores de Fisica. Aborda temas da Filosofia, ao mencionar temas de Epistemologia e Filosofia, e ainda com base em tais temas filosoficos, propoe-se uma Material Tematico que conta com uma pratica experimental sobre a Difracao de Eletrons, como forma de contextualizar a Filosofia da Fisica, uma vez que a parte experimental da Fisica esta sempre presente nas discussoes sobre o carater filosofico desta. Por fim, o trabalho traz como argumento para sua validacao, pareceres de Professores de Fisica de Ensino Superior do Departamento Academico de Fisica da Universidade Tecnologica Federal do Parana acerca de caracteristicas do trabalho, pareceres estes obtidos atraves da aplicacao de um questionario aberto (apendice B).
O objetivo do presente artigo é o de apresentar o tema do misticismo quântico, até então negligenciado pela maioria dos epistemólogos, como um assunto, ao mesmo tempo instigante, também desafiador. Quando as posições místicas nascem de interpretações científicas legítimas, portanto, conciliadoras com a ciência, a exemplo de muitos aspectos do antirrealismo de muitas interpretações ortodoxas da mecânica quântica, tratam-se tão somente de problemas epistêmicos para os quais reflexões e elucidações são exigidas, mas que não comprometem o poder preditivo e de aplicação da teoria. Por outro lado, quando tais posições passam a ser desafiadoras da ciência, aí temos um desafio que nos é imposto para o qual soluções são exigidas. É justamente esse momento que estamos vivenciando no interior da ciência física: um emaranhado de teorias místicas que sequer tangenciam as finalidades e identidade da teoria quântica se colocam como se fossem verdades. Cabe à própria teoria quântica, contudo, refletir sobre o seu percentual de comprometimento com esse estado de coisas, visto de sua conformidade histórica com atitudes de indeterminação, incerteza, descontinuidade e falta de nexo causal.