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A incompletude da mecânica quântica

Silvio Seno Chibeni

Published Nov 1, 1991• 0 citations
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Boletim da Sociedade Portuguesa de Química•May 12, 2026•0 citations

O problema da medição na Mecânica Quântica: do desenvolvimento da teoria à informação quântica

L.B.O. Leite, R.V. Leite, H.M. Vasconcelos +1 more

Resumo Tendo como um dos pilares fundamentais o princípio da incerteza de Heisenberg, a construção da Mecânica Quântica (MQ) levou Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen a formularem, em 1935, o famoso paradoxo EPR, que questionava a completude da teoria. Até 1964, não havia sequer em teoria um teste capaz de distinguir a MQ de hipóteses alternativas baseadas em variáveis ocultas locais. O artigo intitulado “Can Quantum Mechanical Description of Physical Reality Be Considered Complete?” apontava para a incompletude da MQ, diretamente ligada ao caráter probabilístico da teoria, ao qual Einstein se opunha frontalmente. Em 1964, John S. Bell formulou seu teorema, que tornou viáveis os testes experimentais das previsões da MQ. Na década de 1980, iniciaram-se os experimentos cruciais que confirmaram as previsões da MQ sobre o emaranhamento, inaugurando uma nova fase nos estudos sobre os fundamentos da teoria. Em 2022, John Clauser, Alain Aspect e Anton Zeilinger foram agraciados com o Prêmio Nobel de Física pela violação experimental das desigualdades de Bell. O presente trabalho consiste em uma revisão de trabalhos teórico-experimentais, tendo como foco o período de 87 anos que se inicia com a formulação do paradoxo EPR e culmina com a concessão do Prêmio Nobel de 2022. Ao longo da revisão histórica dos trabalhos, são discutidos e problematizados alguns dos tópicos de maior relevância para a teoria quântica, incluindo certas interpretações da MQ. Além dos referidos experimentos, abordaremos ao final dois trabalhos laureados com o Prêmio Nobel de 2012, num contexto de aplicações da MQ em informação e computação quânticas.

Revista Brasileira de Ensino de Física•Jan 1, 2026•0 citations

OBSERVATIONAL QUOTIENT AND DISCRETE ONTOLOGICAL DYNAMICS: a critical–propositional analysis of A. V. Kaminsky's Quantum Mechanics as Observer-Induced Quotient Graph Dynamics in confrontation with the Theory of Objectivity

Vidamor Cabannas, Denivaldo Silva

Este artigo apresenta uma análise crítico-propositiva do trabalho de A. V. Kaminsky, Quantum Mechanics as Observer-Induced Quotient Graph Dynamics, em diálogo com a Teoria da Objetividade, desenvolvida por Vidamor Cabannas e Denivaldo Silva. O artigo analisado propõe uma reconstrução ontológica discreta da mecânica quântica com base em grafos finitos, dinâmica cíclica determinística, estruturas de quocientamento, observadores internos, incompletude subjetiva e emergência da probabilidade quântica a partir de classes de equivalência de estados ontológicos. A partir da perspectiva da Teoria da Objetividade, este texto examina possíveis convergências entre o modelo de Kaminsky e os axiomas modais da TO, especialmente os princípios da existência relacional, das fronteiras entre elementos distintos, da composição por elementos anteriores e da necessidade de uma substância transcendente ao quantum. Atenção especial é dada à possibilidade de interpretar a ontologia de grafos de Kaminsky como uma formalização parcial dos trilhos lógicos, da condensação fenomênica, do quociente observacional, do tempo oculto e dos Efeitos Indutores. A análise também identifica pontos de tensão, incluindo a ausência de uma derivação cosmogônica plena do grafo, o predomínio da finitude sem uma explicitação do infinito como não-elemento lógico, e o tratamento da incompletude como subjetiva, e não como objetivamente relacional. O artigo propõe que a estrutura de Kaminsky pode servir como uma ponte formal produtiva entre os fundamentos da mecânica quântica e a Teoria da Objetividade, especialmente se a informação for compreendida, nos termos da TO, como conhecimento produzido nas relações atômicas e equivalente às radiações atômicas. Este texto analítico contou com o suporte analítico do ChatGPT. Palavras-chave: Teoria da Objetividade; Vidamor Cabannas; Denivaldo Silva; Theory of Objectivity; A. V. Kaminsky; Mecânica Quântica; Observer-Induced Quotient Graph Dynamics; observador interno; dinâmica de grafos por quocientamento; incompletude subjetiva; ontologia discreta; regra de Born; fundamentos quânticos; elementos fenomênicos; Efeitos Indutores; ontologia modal; informação atômica; radiação atômica; Eras cosmológicas; teorema cosmogênico; trilhos lógicos.

•May 21, 2026•0 citations

Les principes de la mécanique quantique

L. Flamm

Monatshefte für Mathematik•Dec 1, 1934•0 citations
Resumo Tendo como um dos pilares fundamentais o princípio da incerteza de Heisenberg, a construção da Mecânica Quântica (MQ) levou Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen a formularem, em 1935, o famoso paradoxo EPR, que questionava a completude da teoria. Até 1964, não havia sequer em teoria um teste capaz de distinguir a MQ de hipóteses alternativas baseadas em variáveis ocultas locais. O artigo intitulado “Can Quantum Mechanical Description of Physical Reality Be Considered Complete?” apontava para a incompletude da MQ, diretamente ligada ao caráter probabilístico da teoria, ao qual Einstein se opunha frontalmente. Em 1964, John S. Bell formulou seu teorema, que tornou viáveis os testes experimentais das previsões da MQ. Na década de 1980, iniciaram-se os experimentos cruciais que confirmaram as previsões da MQ sobre o emaranhamento, inaugurando uma nova fase nos estudos sobre os fundamentos da teoria. Em 2022, John Clauser, Alain Aspect e Anton Zeilinger foram agraciados com o Prêmio Nobel de Física pela violação experimental das desigualdades de Bell. O presente trabalho consiste em uma revisão de trabalhos teórico-experimentais, tendo como foco o período de 87 anos que se inicia com a formulação do paradoxo EPR e culmina com a concessão do Prêmio Nobel de 2022. Ao longo da revisão histórica dos trabalhos, são discutidos e problematizados alguns dos tópicos de maior relevância para a teoria quântica, incluindo certas interpretações da MQ. Além dos referidos experimentos, abordaremos ao final dois trabalhos laureados com o Prêmio Nobel de 2012, num contexto de aplicações da MQ em informação e computação quânticas.
Este artigo apresenta uma análise crítico-propositiva do trabalho de A. V. Kaminsky, Quantum Mechanics as Observer-Induced Quotient Graph Dynamics, em diálogo com a Teoria da Objetividade, desenvolvida por Vidamor Cabannas e Denivaldo Silva. O artigo analisado propõe uma reconstrução ontológica discreta da mecânica quântica com base em grafos finitos, dinâmica cíclica determinística, estruturas de quocientamento, observadores internos, incompletude subjetiva e emergência da probabilidade quântica a partir de classes de equivalência de estados ontológicos. A partir da perspectiva da Teoria da Objetividade, este texto examina possíveis convergências entre o modelo de Kaminsky e os axiomas modais da TO, especialmente os princípios da existência relacional, das fronteiras entre elementos distintos, da composição por elementos anteriores e da necessidade de uma substância transcendente ao quantum. Atenção especial é dada à possibilidade de interpretar a ontologia de grafos de Kaminsky como uma formalização parcial dos trilhos lógicos, da condensação fenomênica, do quociente observacional, do tempo oculto e dos Efeitos Indutores. A análise também identifica pontos de tensão, incluindo a ausência de uma derivação cosmogônica plena do grafo, o predomínio da finitude sem uma explicitação do infinito como não-elemento lógico, e o tratamento da incompletude como subjetiva, e não como objetivamente relacional. O artigo propõe que a estrutura de Kaminsky pode servir como uma ponte formal produtiva entre os fundamentos da mecânica quântica e a Teoria da Objetividade, especialmente se a informação for compreendida, nos termos da TO, como conhecimento produzido nas relações atômicas e equivalente às radiações atômicas. Este texto analítico contou com o suporte analítico do ChatGPT. Palavras-chave: Teoria da Objetividade; Vidamor Cabannas; Denivaldo Silva; Theory of Objectivity; A. V. Kaminsky; Mecânica Quântica; Observer-Induced Quotient Graph Dynamics; observador interno; dinâmica de grafos por quocientamento; incompletude subjetiva; ontologia discreta; regra de Born; fundamentos quânticos; elementos fenomênicos; Efeitos Indutores; ontologia modal; informação atômica; radiação atômica; Eras cosmológicas; teorema cosmogênico; trilhos lógicos.