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Scientiae Studia

Beyond clouds and watches: the perception of reality by David Bohm

Rodrigo França Carvalho

Published Dec 30, 2016• 0 citations
Publisher

Abstract

Neste artigo, apresentamos e debatemos um aspecto específico da visão científica do físico quântico David Bohm (1917-1992) acerca da realidade. Em nosso debate, pretendemos mostrar que essa visão é alicerçada na transcendência da dicotomia determinismo-indeterminismo. Por meio de algumas de suas teorias, tais como a teoria do plasma, a interpretação ontológica da teoria quântica e o programa científico da totalidade, da ordem implícita e da ordem explícita, procuramos defender a ideia de que a visão de Bohm é que a realidade é um processo situado além das “nuvens e dos relógios”, expressão que tomamos de empréstimo do filósofo da ciência Karl Popper (1902-1994). Dessa forma, tal perspectiva abre espaço para a compreensão de que a criatividade e a liberdade estão no cerne da natureza e da realidade como um todo

DOI
10.11606/s1678-31662016000200006

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David Bohm e a Mecânica Quântica: o Todo e o Indiviso

Rodrigo Siqueira‐Batista, Mathias Viana Vicari, J. A. Helayël-Neto

A visão indeterminista inspirada pela Escola de Copenhague – proposta, em 1927, pelo físico dinamarquês Niels Bohr e que articula o princípio da incerteza de Werner Heisenberg e a equação de onda de Erwin Schrödinger – tornou-se a interpretação hegemônica da Mecânica Quântica (MQ). Albert Einstein adotou uma visão bastante crítica em relação a este modo de descrever os processos atinentes à intimidade da matéria, considerando a MQ uma teoria incompleta. Louis De Broglie, já em 1927, propõe uma concepção alternativa – interpretação da onda piloto –, na qual se considera a MQ uma teoria determinística. Vinte e cinco anos depois, David Bohm desenvolve, na mesma lógica, a Teoria do Potencial Quântico, não-relativística, cujas ideias de destaque incluem as variáveis ocultas e a não localidade. Com base nessas breves considerações, o presente artigo tem por objetivo (1) apresentar os aspectos essenciais da Interpretação de Copenhague da MQ, (2) criticar tal perspectiva do ponto de vista do paradoxo EPR (Einstein, Podolsky e Rosen) e do “Gato de Schrödinger” e (3) analisar a abordagem matemática e as consequências filosóficas da MQ de David Bohm (MQ-B).

Revista Brasileira de Ensino de Física•Jan 1, 2022•1 citation

Bohm, Einstein e a Ciência Brasileira

Juliano Carvalho Bento

Resumo: Este ensaio discute brevemente a vinda de David Bohm ao Brasil no início da década de 1950, situando sua permanência na Universidade de São Paulo no contexto mais amplo do macartismo, da Guerra Fria e da consolidação institucional da física brasileira. Após apresentar um panorama de sua trajetória e das circunstâncias que o levaram ao exílio, o texto enfatiza a análise de cinco cartas enviadas por Albert Einstein a Bohm entre 1951 e 1954, período em que Bohm estava no Brasil. Esses documentos revelam uma interlocução que ultrapassa o plano estritamente pessoal, envolvendo temas como a situação política dos Estados Unidos, as dificuldades da vida científica no Brasil, a teoria do campo unificado, a interpretação causal da mecânica quântica, a crítica à ortodoxia de Copenhague e as possibilidades de continuidade da carreira de Bohm fora do ambiente acadêmico norte-americano. Ao examinar essas cartas, o ensaio também procura mostrar que o Brasil não aparece apenas como cenário periférico do exílio de Bohm, mas como espaço ao menos físico de circulação de ideias, tensões políticas e debates fundamentais da física do século XX. Nesse sentido, a correspondência entre Einstein e Bohm colaca a ciência brasileira no mapa internacional das discussões sobre os fundamentos da física moderna. Palavras-chave: David Bohm; Albert Einstein; Universidade de São Paulo; Mecânica Quântica; Macartismo; História da Ciência.

•Jul 7, 2026•0 citations

Realidade e Consciência:Notas Sobre o Pensamento de David Bohm

Rodrigo Siqueira‐Batista, Romulo Siqueira Batista, Cláudia Costa +1 more

No presente artigo sao apresentadas e discutidas algumas ideias do fisico David Bohm, tomando-se como “pano de fundo” as questoes da realidade e da consciencia como pressupostos para compreensao dos conceitos de ordem implicita e holomovimento.

Physicae•Jan 1, 2006•1 citation

A cosmologia realista de Popper e sua contribuição para a discussão racional em Física

William Carlos Kuhn, Remi Schorn

O presente artigo mostra que o realismo constitui a principal tese metafísica presente na filosofia de Popper e que esteve presente, de forma relevante, desde a Lógica da Pesquisa Científica até o Pós-escrito. Apesar de ter sido revista, passando de uma noção negativa para positiva, ampliou o universo de articulação teórico da sua filosofia e organizou sua proposta epistemológica. A defesa Popperiana do realismo está vinculada a uma concepção ética de fundo e uma concepção cosmológica que abrange uma ontologia da mudança e uma epistemologia falibilista. Sua concepção filosófica comporta desde um plano universal do pensamento metafísico, cosmológico, até um plano específico, das regras metodológicas, adequado ao estudo da ciência. O filósofo pensou que a tarefa da filosofia não se resume na análise de enunciados, mas se trata da elaboração de uma visão de totalidade da realidade capaz de constituir soluções a problemas teóricos reais do universo do conhecimento. Ele unificou sua concepção filosófica ao propor a teoria das Propensões e a mostrou como uma articulação das suas noções de objetivismo, realismo e de indeterminismo. Como forma de mostrar a relevância de sua cosmologia para o estudo da ciência, ele propôs dois experimentos em física e confrontou a sua concepção objetivista, realista e indeterminista com a rival teoria quântica, então subjetivista e antirrealista. O primeiro teste recebeu correções de Einstein através de uma carta, publicada em anexo à Lógica da Pesquisa Científica (L.Sc.D). O segundo teste, proposto em A Teoria dos Quanta e o Cisma na Física (Q.T.S.P), foi realizado em 1999 por Kim e Shih e, o resultado mostrou inconformidade com a previsão de Popper. Ambos, entretanto, contribuíram, ainda que de modo discreto, para a crítica racional no universo científico.

Revista DIAPHONÍA•Dec 28, 2017•0 citations

Teoria quântica: estudos históricos e implicações culturais

Olival Freire, Osvaldo Frota Pessoa Junior, Joan Lisa Bromberg

vieram ao Brasil para trabalhar com Bohm, enquanto Léon Rosenfeld veio para estabelecer o contraponto entre a interpretação causal e a visão da complementaridade patrocinada pelo físico dinamarquês Niels Bohr.Ainda na década de 1960 foi a vez de Klaus Tausk, professor da USP, envolver-se em acirrada controvérsia com físicos italianos e com Rosenfeld sobre o problema da medição na Teoria Quântica.Pouco depois, o físico brasileiro José Leite Lopes, exilado em Estrasburgo, na França, junto com o físico francês Michel Paty, promoviam evento, que gerou o livro Quantum mechanics -a half century later, que contribuiu para criar um espaço favorável à pesquisa sobre os fundamentos da Teoria Quântica.Recentemente, os desenvolvimentos teóricos sobre o efeito descoerência e o experimento tipo "gato de Schrödinger", que testou pela primeira vez esse efeito, contam entre seus protagonistas com os físicos brasileiros Amir Caldeira e Luiz Davidovich.Os capítulos deste livro estão organizados em quatro partes.A primeira, intitulada História da teoria quântica -desenvolvimentos e fundamentos, reúne artigos com uma abordagem eminentemente histórica sobre aspectos da pesquisa em Teoria Quântica na segunda metade do século XX.A segunda parte, Implicações filosóficas da teoria quântica, está integrada por textos essencialmente filosóficos, versando sobre a interpretação da Teoria Quântica.As Implicações culturais e educacionais da teoria quântica, terceira parte, referem-se a fenômenos, como o "misticismo quântico," a presença da quântica no teatro e o ensino dessa teoria física.Por fim, a última parte, Construção da teoria quântica: história e tendências de pesquisa, está composta por trabalhos históricos que exploram o período da construção da Teoria no início do século XX, bem como trabalhos que mesclam abordagens históricas com possibilidades atuais de desenvolvimento da pesquisa em seus fundamentos.O livro compreende 21 capítulos e 28 autores, divididos entre brasileiros e estrangeiros, em proporções aproximadamente iguais.Reúne desde pesquisadores-sênior a estudantes de pós-graduação.Os trabalhos aqui reunidos foram apresentados em versões preliminares, no workshop que dá origem ao livro.As versões preliminares foram submetidas a um processo de arbitragem e seleção, conduzido pelos organizadores do volume, de modo que esses textos representam um esforço coletivo de discussão e elaboração que teve início naquele workshop e que se prolongou por quase um ano e meio.

•Jan 1, 2011•14 citations

O ANTIRREALISMO ORTODOXO NA AURORA DA MECÂNICA QUÂNTICA

Maxwell Diógenes Bandeira de Melo, Eduardo Simões

RESUMO O tema do antirrealismo ortodoxo na aurora da mecânica quântica nasce da perspectiva de discutir o problema que envolve o embate entre realismo e antirrealismo nos primórdios da mecânica quântica, especialmente no interior da interpretação de Copenhague, liderada por Niels Bohr e Werner Heisenberg. Em termos gerais, objetiva-se evidenciar pressupostos ontológicos e os conceitos metafísicos empregados nas diversas concepções que compõe a interpretação supramencionada, particularmente, o princípio da incerteza de Heisenberg. A metodologia para tal análise será uma revisão de literatura, portanto, uma pesquisa bibliográfica, baseada no que há de mais atual sobre o tema em epígrafe. O que se intenta com o presente artigo é demonstrar como o realismo e antirrealismo, enquanto perspectivas filosóficas, versam sobre a natureza da realidade e a relação entre conceitos teóricos e observações empíricas. O realismo apresenta uma visão que postula a existência da realidade objetiva e independente das observações humanas e o antirrealismo sustenta que os conceitos teóricos e entidades propostas por teorias científicas não podem ter uma correspondência direta com a realidade, independente das observações. Nesse trabalho o leitor verá uma discussão sobre essas duas vertentes nos primórdios da mecânica quântica e suas consequências para o entendimento do mundo dos quanta. Palavras-chave: Antirrealismo, incerteza, mecânica quântica.

DESAFIOS Revista Interdisciplinar da Universidade Federal do Tocantins•Apr 22, 2024•0 citations
Neste artigo, apresentamos e debatemos um aspecto específico da visão científica do físico quântico David Bohm (1917-1992) acerca da realidade. Em nosso debate, pretendemos mostrar que essa visão é alicerçada na transcendência da dicotomia determinismo-indeterminismo. Por meio de algumas de suas teorias, tais como a teoria do plasma, a interpretação ontológica da teoria quântica e o programa científico da totalidade, da ordem implícita e da ordem explícita, procuramos defender a ideia de que a visão de Bohm é que a realidade é um processo situado além das “nuvens e dos relógios”, expressão que tomamos de empréstimo do filósofo da ciência Karl Popper (1902-1994). Dessa forma, tal perspectiva abre espaço para a compreensão de que a criatividade e a liberdade estão no cerne da natureza e da realidade como um todo
A visão indeterminista inspirada pela Escola de Copenhague – proposta, em 1927, pelo físico dinamarquês Niels Bohr e que articula o princípio da incerteza de Werner Heisenberg e a equação de onda de Erwin Schrödinger – tornou-se a interpretação hegemônica da Mecânica Quântica (MQ). Albert Einstein adotou uma visão bastante crítica em relação a este modo de descrever os processos atinentes à intimidade da matéria, considerando a MQ uma teoria incompleta. Louis De Broglie, já em 1927, propõe uma concepção alternativa – interpretação da onda piloto –, na qual se considera a MQ uma teoria determinística. Vinte e cinco anos depois, David Bohm desenvolve, na mesma lógica, a Teoria do Potencial Quântico, não-relativística, cujas ideias de destaque incluem as variáveis ocultas e a não localidade. Com base nessas breves considerações, o presente artigo tem por objetivo (1) apresentar os aspectos essenciais da Interpretação de Copenhague da MQ, (2) criticar tal perspectiva do ponto de vista do paradoxo EPR (Einstein, Podolsky e Rosen) e do “Gato de Schrödinger” e (3) analisar a abordagem matemática e as consequências filosóficas da MQ de David Bohm (MQ-B).
Resumo: Este ensaio discute brevemente a vinda de David Bohm ao Brasil no início da década de 1950, situando sua permanência na Universidade de São Paulo no contexto mais amplo do macartismo, da Guerra Fria e da consolidação institucional da física brasileira. Após apresentar um panorama de sua trajetória e das circunstâncias que o levaram ao exílio, o texto enfatiza a análise de cinco cartas enviadas por Albert Einstein a Bohm entre 1951 e 1954, período em que Bohm estava no Brasil. Esses documentos revelam uma interlocução que ultrapassa o plano estritamente pessoal, envolvendo temas como a situação política dos Estados Unidos, as dificuldades da vida científica no Brasil, a teoria do campo unificado, a interpretação causal da mecânica quântica, a crítica à ortodoxia de Copenhague e as possibilidades de continuidade da carreira de Bohm fora do ambiente acadêmico norte-americano. Ao examinar essas cartas, o ensaio também procura mostrar que o Brasil não aparece apenas como cenário periférico do exílio de Bohm, mas como espaço ao menos físico de circulação de ideias, tensões políticas e debates fundamentais da física do século XX. Nesse sentido, a correspondência entre Einstein e Bohm colaca a ciência brasileira no mapa internacional das discussões sobre os fundamentos da física moderna. Palavras-chave: David Bohm; Albert Einstein; Universidade de São Paulo; Mecânica Quântica; Macartismo; História da Ciência.
O presente artigo mostra que o realismo constitui a principal tese metafísica presente na filosofia de Popper e que esteve presente, de forma relevante, desde a Lógica da Pesquisa Científica até o Pós-escrito. Apesar de ter sido revista, passando de uma noção negativa para positiva, ampliou o universo de articulação teórico da sua filosofia e organizou sua proposta epistemológica. A defesa Popperiana do realismo está vinculada a uma concepção ética de fundo e uma concepção cosmológica que abrange uma ontologia da mudança e uma epistemologia falibilista. Sua concepção filosófica comporta desde um plano universal do pensamento metafísico, cosmológico, até um plano específico, das regras metodológicas, adequado ao estudo da ciência. O filósofo pensou que a tarefa da filosofia não se resume na análise de enunciados, mas se trata da elaboração de uma visão de totalidade da realidade capaz de constituir soluções a problemas teóricos reais do universo do conhecimento. Ele unificou sua concepção filosófica ao propor a teoria das Propensões e a mostrou como uma articulação das suas noções de objetivismo, realismo e de indeterminismo. Como forma de mostrar a relevância de sua cosmologia para o estudo da ciência, ele propôs dois experimentos em física e confrontou a sua concepção objetivista, realista e indeterminista com a rival teoria quântica, então subjetivista e antirrealista. O primeiro teste recebeu correções de Einstein através de uma carta, publicada em anexo à Lógica da Pesquisa Científica (L.Sc.D). O segundo teste, proposto em A Teoria dos Quanta e o Cisma na Física (Q.T.S.P), foi realizado em 1999 por Kim e Shih e, o resultado mostrou inconformidade com a previsão de Popper. Ambos, entretanto, contribuíram, ainda que de modo discreto, para a crítica racional no universo científico.
vieram ao Brasil para trabalhar com Bohm, enquanto Léon Rosenfeld veio para estabelecer o contraponto entre a interpretação causal e a visão da complementaridade patrocinada pelo físico dinamarquês Niels Bohr.Ainda na década de 1960 foi a vez de Klaus Tausk, professor da USP, envolver-se em acirrada controvérsia com físicos italianos e com Rosenfeld sobre o problema da medição na Teoria Quântica.Pouco depois, o físico brasileiro José Leite Lopes, exilado em Estrasburgo, na França, junto com o físico francês Michel Paty, promoviam evento, que gerou o livro Quantum mechanics -a half century later, que contribuiu para criar um espaço favorável à pesquisa sobre os fundamentos da Teoria Quântica.Recentemente, os desenvolvimentos teóricos sobre o efeito descoerência e o experimento tipo "gato de Schrödinger", que testou pela primeira vez esse efeito, contam entre seus protagonistas com os físicos brasileiros Amir Caldeira e Luiz Davidovich.Os capítulos deste livro estão organizados em quatro partes.A primeira, intitulada História da teoria quântica -desenvolvimentos e fundamentos, reúne artigos com uma abordagem eminentemente histórica sobre aspectos da pesquisa em Teoria Quântica na segunda metade do século XX.A segunda parte, Implicações filosóficas da teoria quântica, está integrada por textos essencialmente filosóficos, versando sobre a interpretação da Teoria Quântica.As Implicações culturais e educacionais da teoria quântica, terceira parte, referem-se a fenômenos, como o "misticismo quântico," a presença da quântica no teatro e o ensino dessa teoria física.Por fim, a última parte, Construção da teoria quântica: história e tendências de pesquisa, está composta por trabalhos históricos que exploram o período da construção da Teoria no início do século XX, bem como trabalhos que mesclam abordagens históricas com possibilidades atuais de desenvolvimento da pesquisa em seus fundamentos.O livro compreende 21 capítulos e 28 autores, divididos entre brasileiros e estrangeiros, em proporções aproximadamente iguais.Reúne desde pesquisadores-sênior a estudantes de pós-graduação.Os trabalhos aqui reunidos foram apresentados em versões preliminares, no workshop que dá origem ao livro.As versões preliminares foram submetidas a um processo de arbitragem e seleção, conduzido pelos organizadores do volume, de modo que esses textos representam um esforço coletivo de discussão e elaboração que teve início naquele workshop e que se prolongou por quase um ano e meio.
RESUMO O tema do antirrealismo ortodoxo na aurora da mecânica quântica nasce da perspectiva de discutir o problema que envolve o embate entre realismo e antirrealismo nos primórdios da mecânica quântica, especialmente no interior da interpretação de Copenhague, liderada por Niels Bohr e Werner Heisenberg. Em termos gerais, objetiva-se evidenciar pressupostos ontológicos e os conceitos metafísicos empregados nas diversas concepções que compõe a interpretação supramencionada, particularmente, o princípio da incerteza de Heisenberg. A metodologia para tal análise será uma revisão de literatura, portanto, uma pesquisa bibliográfica, baseada no que há de mais atual sobre o tema em epígrafe. O que se intenta com o presente artigo é demonstrar como o realismo e antirrealismo, enquanto perspectivas filosóficas, versam sobre a natureza da realidade e a relação entre conceitos teóricos e observações empíricas. O realismo apresenta uma visão que postula a existência da realidade objetiva e independente das observações humanas e o antirrealismo sustenta que os conceitos teóricos e entidades propostas por teorias científicas não podem ter uma correspondência direta com a realidade, independente das observações. Nesse trabalho o leitor verá uma discussão sobre essas duas vertentes nos primórdios da mecânica quântica e suas consequências para o entendimento do mundo dos quanta. Palavras-chave: Antirrealismo, incerteza, mecânica quântica.