O conceito de substância em Espinosa tem como atributos fundamentais a infinitude e aextensão. Entretanto, em relação à sua extensão, tal substância se mostra no mundo sensível comofinita, porquanto aparece sob o aspecto de modos finitos– os corpos materiais. Compreendida comoponto material – como se faz na física – a substância tem sua finitude super estimada, o que acabapor gerar, como reação ontológica, indeterminações de posição ou localização que ecoam, comoenunciado pelo princípio de Born, na Mecânica Ondulatória de Schröndinger.
O conceito de substância em Espinosa tem como atributos fundamentais a infinitude e aextensão. Entretanto, em relação à sua extensão, tal substância se mostra no mundo sensível comofinita, porquanto aparece sob o aspecto de modos finitos– os corpos materiais. Compreendida comoponto material – como se faz na física – a substância tem sua finitude super estimada, o que acabapor gerar, como reação ontológica, indeterminações de posição ou localização que ecoam, comoenunciado pelo princípio de Born, na Mecânica Ondulatória de Schröndinger.
A fisica classica distingue-se como ciencia por um projeto previo, composto pelos conceitos fundamentais de elementos como calculo, tempo, espaco, movimento, materia, forca e direcionado a captar todos os fenomenos da natureza supostamente unificada. A mecânica quântica avanca alem desses postulados, evidenciando a inevitavel interferencia do sujeito nos resultados de sua pesquisa, em que a referencia a uma teoria ontologica com objetos materiais, devendo ser captaveis para fins de calculo de regularidades, tornase impossivel, restando os conceitos de nucleo e campo para o projeto previo inovador. Em decorrencia, o principio de incerteza se expressa em que um estado de movimento se identifica somente quanto a calculabilidade estatistica ou da posicao, ou da grandeza do movimento. Apos a elaboracao do conceito existencial de ciencia, que ressalta o serai como ser-no-mundo a encontrar entes determinados como objetos pelo projeto previo da perspectiva cientifica, Heidegger posteriormente chega a conclusao de que a fisica quântica incorporando a fisica classica permanece imutavel no que concerne ao projeto previo da ciencia de sempre: a natureza se dispoe de antemao a um encontro ao modo de asseguramento proposto pelo existente humano numa realizacao cientifica em termos de teoria. A ciencia permanece apenas como um dos modos de acesso a natureza em sua plenitude inesgotavel, o que faz com que ela seja incontornavel e inacessivel com os recursos da cientificidade. A com-posicao e a essencia da tecnica utilizando resultados cientificos e, pela sua voragem, habilitando-se para a cooptacao definitiva do existente humano. Resta ao ser-ai a piedade de um pensamento indigente enquanto questionar a sua propria condicao de perigo no esquecimento da cooptacao de que pode ser vitima por propria decisao.%%%%The classical physical science distinguishes itself as a previous project, consisting of the fundamental concepts of elements such as calculation, time, space, motion, matter, force and directed to capture all the nature phenomena supposedly unified. Quantum mechanics advances beyond these postulates, evidencing the inevitable interference of the subject in the search results , in which a reference to an ontological theory with material objects should be able to capture for regularities calculation, it becomes impossible, leaving the core concepts and field for the previous innovative project. As a result, the uncertainty principle that is expressed in a state of motion is identified only as to the statistical calculation or position, or the magnitude of the movement. After the development the existential concept of science that emphasizes the being-there as being-in-the-world to find certain beings as objects by the previous project of the scientific perspective, Heidegger subsequently comes to the conclusion that quantum physics incorporating the classical physics keeps unchangeable in terms of the previous science project of all: the nature disposes in advance a way of securing the meeting proposed by the existing human…
A interpretação científica do mundo, embora sempre pautada em observações criteriosas dos fenômenos naturais, depende do estágio de evolução ou do nível cultural em que vivemos. O desenvolvimento da Mecânica Quântica é o mais belo exemplo disso, em que uma boa dose de criatividade foi necessária frente às dificuldades que a Física Clássica apresentava no final do século XIX. Os novos conceitos criados, como a universalidade da dualidade onda-partícula ou o princípio de incerteza norteando processos de medida, regem toda a matéria e não tem análogos na Física Clássica. Embora reinante em escalas subatômicas, recentemente tem-se evidenciado traços de propriedades quânticas fundamentais mesmo no mundo macroscópico.
A compreensão da natureza das propriedades de átomos, moléculas e sistemas mais complexos está diretamente relacionada com a distribuição e o comportamento das partículas microscópicas que os constitui. Diversas evidências experimentais sugeriram que a estrutura de átomos e moléculas não poderiam ser explicadas por princípios baseados na mecânica clássica. Experimentos, tais como: a radiação do corpo negro, capacidade calorífica e espectros atômicos e moleculares, sugeriam que os processos de absorção ou emissão de energia só poderiam ser explicados admitindo-se que a energia envolvida nesses processos seria quantizada e não contínua, como prevê a mecânica clássica. A nova mecânica criada para conciliar os aspectos observados com a hipótese de quantizações de determinadas propriedades microscópicas foi denominada de Mecânica Quântica. Duas versões dessa nova mecânica foram formuladas pelos físicos Erwin Schrödinger e Werner Heisemberg, em trabalhos e métodos matemáticos diferentes, porém equivalentes. A teoria especifica quais são as leis que as partículas de qualquer sistema microscópico obedecem. Observa-se que há uma relação com a teoria de Newton para o movimento de sistemas macroscópicos (princípio da correspondência), sendo a teoria de Newton um caso particular (no limite macroscópico) das equações de Schrödinger, assim como a teoria da relatividade de Einstein é uma generalização que inclui a teoria de Newton como um caso especial, no limite de baixas velocidades. O modelo de Schrödinger está fundamentado em alguns postulados que são descritos a seguir.
Tem sido reconhecido como razoável assumir que, uma vez que pensemos nos objetos que estariam por trás do desenvolvimento formal das teorias físicas, a física quântica nos comprometeria com entidades que podem ser assumidas como absolutamente indistinguíveis e, de certa forma, como sendo desprovidos de individualidade. Neste artigo, discutiremos primeiramente, de modo breve e geral, a natureza desse compromisso, como ele pode ser compreendido em termos metafísicos, bem como sua relação com os sistemas de lógica utilizados para falar sobre os objetos com os quais supostamente nos comprometemos. Apresentamos então alguns dos principais aspectos da mecânica quântica ortodoxa, aos quais usualmente se recorre quando se deseja fornecer argumentos que possam sustentar uma ontologia de objetos com essas características, ou seja, de objetos indistinguíveis e sem individualidade. Por fim, exibimos um sistema de teoria de conjuntos, a teoria de quase conjuntos, que busca captar formalmente e de modo natural essas características e, assim, pode ser utilizada como lógica subjacente para fundamentar uma metafísica de não indivíduos.
A idéia de determinismo, proposta para estender e generalizar a causalidade física pelo acréscimo em particular da consideração das condições iniciais, constituiu-se desde então na referência ideal de todo conhecimento científico e foi considerada como insuperável. Todavia, esse ideal ver-se-á superado em várias direções: pelas modificações subseqüentes à causalidade relativística; pelos sistemas dinâmicos "não-lineares" deterministas, cujo comportamento pode no final ser totalmente não-previsível; pelos problemas levantados pela física quântica ("redução" da função de estado e predições probabilistas). Os dois últimos casos tornam evidentes os limites das noções de causalidade e de determinismo, mostrando que o conhecimento atual pode superá-las em muito, além de sugerirem interrogações a respeito do sentido realmente físico das grandezas utilizadas na teoria. Quando consideramos as grandezas mais significativas do ponto de vista das características dos fenômenos físicos, a causalidade se apresenta diferente e o determinismo se mostra antropologicamente centrado e ineficiente. Deixam, desse modo, lugar à consideração dessa outra categoria mais significativa, a saber, a de necessidade, que independe de nossas escolhas conceituais e teóricas e tem, ao mesmo tempo, a capacidade de regulá-las.
Este trabalho revê os postulados fundamentais da mecânica quântica, consistentes com textos didáticos padrão. Os postulados fornecem a estrutura para a teoria, iniciando com as propriedades das funções de onda aceitáveis na equação de Schrödinger: unicidade, continuidade e finitude. Segue-se com a introdução de operadores mecânico-quânticos que definem propriedades dos sistemas quânticos. O cálculo de valores médios de observáveis é determinado pelo terceiro postulado e o quarto postulado aborda a equação de Schrödinger em suas formas dependente e independente do tempo, e a sua extensão para sistemas complexos. Finalmente, inclui-se o conceito de spin e suas propriedades. Contrariando a ordem tradicional de apresentação, este estudo sugere iniciar o aprendizado dos postulados pela equação de Schrödinger, espelhando o possível desenvolvimento histórico da mecânica quântica e potencialmente melhorando a compreensão conceitual da teoria.