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Ciência em Síntese

Fantasmas à distância: discussões sobre a localidade na Mecânica Quântica

Mylena Gaspar Amoedo, David Arrowsmith Cook, Giulia Engel Accorsi

Published Apr 14, 2026• 0 citations
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Abstract

A Mecânica Quântica é um universo governado por probabilidades: nele, é impossível determinar o destino exato de um objeto, diferente do que ocorre na física clássica. Por essa natureza "imprevisível", as teorias da MQ geraram diversos debates ao longo da história. Experimentos sobre fenômenos como o "entrelaçamento" — em que partículas conectadas parecem interagir instantaneamente, mesmo a grandes distâncias — comprovam que o mundo subatômico desafia nossa intuição sobre a realidade e o espaço. O texto mostra que embora as teorias da Mecânica Quântica possam parecer estranhas ou "fantasmagóricas", elas são a base de tecnologias reais que usamos todos os dias, como lasers, celulares e computadores.

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Quer conhecer um pouco da história da física quântica? Nesse texto, os autores fazem um passeio por alguns dos princípios da teoria quântica e mostram como ela é a ferramenta científica de maior poder preditivo da humanidade. Destacam que ela surgiu na década de 1920 com nomes como Heisenberg e Schrödinger, e vive hoje uma "segunda revolução" focada na tecnologia da informação. A teoria permitiu o desenvolvimento do GPS e do laser, além da promessa dos computadores quânticos ultravelozes. O texto ressalta também que, apesar do seu sucesso incontestável, a mecânica quântica ainda gera debates filosóficos, como o "Problema da Medição" e as críticas históricas de Einstein sobre a completude da realidade. A física quântica é uma ciência que equilibra precisão matemática absoluta com o fascinante mistério do mundo subatômico.

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Revista de Cultura e Extensão USP•May 31, 2013•0 citations

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O tempo está em todo lugar. Um conceito tão onipresente e natural para nós, seres humanos, que raramente indagamos sobre a sua natureza. Para a ciência, existe a necessidade clara de se entender cada vez mais sobre a estrutura fundamental do mundo a nossa volta, de modo que um entendimento completo sobre o tempo certamente é um objetivo nobre para a Física. Nesta dissertação, investigamos o conceito do tempo a partir da perspectiva de dois paradigmas fundamentalmente conflitantes: o relativístico e o quântico. Se por um lado a Relatividade Geral permite caracterizar tempo como aquilo medido por relógios honestos - aparatos pontuais que não atrasam nem adiantam independentemente de suas histórias passadas -, por outro, as leis da Mecânica Quântica proibem a existência dos mesmos na natureza. Nossa proposta é fornecer um entendimento preciso da razão de tal proibição, bem como uma perspectiva sólida do papel do tempo na teoria quântica enquanto uma quantidade passível de medição;

•Nov 27, 2020•0 citations

O fenômeno cultural do misticismo quântico

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ApresentaçãoA física quântica se consolidou em 1926 como a teoria que descreve átomos, moléculas, suas interações mútuas e suas interações com diferentes formas de radiação.O domínio de aplicação desta teoria geralmente é a escala subnanométrica, ou seja, abaixo de um nanometro (10 -9 m), escala típica de uma pequena molécula.Pode-se dizer que a Teoria Quântica está por trás de todos os fenômenos de nosso cotidiano, já que, afinal, tudo é composto de átomos.No entanto, existe uma notória dificuldade em se estender a Teoria Quântica para o domínio macroscópico (do nosso cotidiano), pois o agrupamento de um grande número de átomos tende a "borrar" ou apagar os efeitos quânticos mais delicados (processo chamado "descoerência"), resultando num comportamento tipicamente "clássico", ou seja, de acordo com a física clássica pré-quântica.Para se explicar o funcionamento de uma bicicleta, por exemplo, não é necessário usar a Teoria Quântica, mesmo que se possa argumentar que, em princípio, uma descrição quântica da bicicleta seja possível.Assim, podemos dizer que a física quântica não é "necessária", não é "essencial", para se explicar uma bicicleta, no sentido de que a física clássica fornece uma explicação suficientemente boa para este meio de locomoção.E com relação à nossa consciência, à nossa mente (o que incluiria o inconsciente), à nossa "alma" (usaremos esses termos de maneira intercambiável)?Será que nossa consciência pode ser explicada apenas a partir da biofísicoquímica?E, em caso positivo, será que a ciência clássica seria suficiente ou seria necessária a física quântica?Não trataremos especificamente dos detalhes filosóficos desta questão, mas daremos uma olhada numa ampla classe de visões de mundo que

•Jan 1, 2011•5 citations

Uma introdução aos fundamentos da mecânica quântica

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Apresenta-se aqui uma abordagem introdutoria aos fundamentos da mecânica quântica, objetivando prover um texto acessivel aqueles que possam ter algum interesse em tomar conhecimento do que se pesquisa e o que se pesquisa e o que se discute nessa area. Faz-se uma apresentacao das interpretacoes mais acatadas do formalismo, mostrando os problemas que elas enfrentam, assim como as tentativas de contorna-los. deste modo, aborda-se os problemas de medicao e do paradoxo onda-particula, assim como as tentativas de reinterpretacao do principio da incerteza e as controversias ligadas ao paradoxo de Einstein, Podolski, e Rosen (EPR) e a desigualdade de Bell. Todos estes topicos sao abordados no contexto do confronto dos pontos de vista classicos com a posicao de Bohr-Heisenberg, sendo analisadas as consequencias da mecânica quântica sobre conceitos com realismo, localidade, causalidade e objetivismo, tao presentes na fisica classica Abstract

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Revista Brasileira de História da Ciência•Dec 15, 2020•0 citations
A Mecânica Quântica é um universo governado por probabilidades: nele, é impossível determinar o destino exato de um objeto, diferente do que ocorre na física clássica. Por essa natureza "imprevisível", as teorias da MQ geraram diversos debates ao longo da história. Experimentos sobre fenômenos como o "entrelaçamento" — em que partículas conectadas parecem interagir instantaneamente, mesmo a grandes distâncias — comprovam que o mundo subatômico desafia nossa intuição sobre a realidade e o espaço. O texto mostra que embora as teorias da Mecânica Quântica possam parecer estranhas ou "fantasmagóricas", elas são a base de tecnologias reais que usamos todos os dias, como lasers, celulares e computadores.
Quer conhecer um pouco da história da física quântica? Nesse texto, os autores fazem um passeio por alguns dos princípios da teoria quântica e mostram como ela é a ferramenta científica de maior poder preditivo da humanidade. Destacam que ela surgiu na década de 1920 com nomes como Heisenberg e Schrödinger, e vive hoje uma "segunda revolução" focada na tecnologia da informação. A teoria permitiu o desenvolvimento do GPS e do laser, além da promessa dos computadores quânticos ultravelozes. O texto ressalta também que, apesar do seu sucesso incontestável, a mecânica quântica ainda gera debates filosóficos, como o "Problema da Medição" e as críticas históricas de Einstein sobre a completude da realidade. A física quântica é uma ciência que equilibra precisão matemática absoluta com o fascinante mistério do mundo subatômico.
A interpretação científica do mundo, embora sempre pautada em observações criteriosas dos fenômenos naturais, depende do estágio de evolução ou do nível cultural em que vivemos. O desenvolvimento da Mecânica Quântica é o mais belo exemplo disso, em que uma boa dose de criatividade foi necessária frente às dificuldades que a Física Clássica apresentava no final do século XIX. Os novos conceitos criados, como a universalidade da dualidade onda-partícula ou o princípio de incerteza norteando processos de medida, regem toda a matéria e não tem análogos na Física Clássica. Embora reinante em escalas subatômicas, recentemente tem-se evidenciado traços de propriedades quânticas fundamentais mesmo no mundo macroscópico.
O tempo está em todo lugar. Um conceito tão onipresente e natural para nós, seres humanos, que raramente indagamos sobre a sua natureza. Para a ciência, existe a necessidade clara de se entender cada vez mais sobre a estrutura fundamental do mundo a nossa volta, de modo que um entendimento completo sobre o tempo certamente é um objetivo nobre para a Física. Nesta dissertação, investigamos o conceito do tempo a partir da perspectiva de dois paradigmas fundamentalmente conflitantes: o relativístico e o quântico. Se por um lado a Relatividade Geral permite caracterizar tempo como aquilo medido por relógios honestos - aparatos pontuais que não atrasam nem adiantam independentemente de suas histórias passadas -, por outro, as leis da Mecânica Quântica proibem a existência dos mesmos na natureza. Nossa proposta é fornecer um entendimento preciso da razão de tal proibição, bem como uma perspectiva sólida do papel do tempo na teoria quântica enquanto uma quantidade passível de medição;
ApresentaçãoA física quântica se consolidou em 1926 como a teoria que descreve átomos, moléculas, suas interações mútuas e suas interações com diferentes formas de radiação.O domínio de aplicação desta teoria geralmente é a escala subnanométrica, ou seja, abaixo de um nanometro (10 -9 m), escala típica de uma pequena molécula.Pode-se dizer que a Teoria Quântica está por trás de todos os fenômenos de nosso cotidiano, já que, afinal, tudo é composto de átomos.No entanto, existe uma notória dificuldade em se estender a Teoria Quântica para o domínio macroscópico (do nosso cotidiano), pois o agrupamento de um grande número de átomos tende a "borrar" ou apagar os efeitos quânticos mais delicados (processo chamado "descoerência"), resultando num comportamento tipicamente "clássico", ou seja, de acordo com a física clássica pré-quântica.Para se explicar o funcionamento de uma bicicleta, por exemplo, não é necessário usar a Teoria Quântica, mesmo que se possa argumentar que, em princípio, uma descrição quântica da bicicleta seja possível.Assim, podemos dizer que a física quântica não é "necessária", não é "essencial", para se explicar uma bicicleta, no sentido de que a física clássica fornece uma explicação suficientemente boa para este meio de locomoção.E com relação à nossa consciência, à nossa mente (o que incluiria o inconsciente), à nossa "alma" (usaremos esses termos de maneira intercambiável)?Será que nossa consciência pode ser explicada apenas a partir da biofísicoquímica?E, em caso positivo, será que a ciência clássica seria suficiente ou seria necessária a física quântica?Não trataremos especificamente dos detalhes filosóficos desta questão, mas daremos uma olhada numa ampla classe de visões de mundo que
Apresenta-se aqui uma abordagem introdutoria aos fundamentos da mecânica quântica, objetivando prover um texto acessivel aqueles que possam ter algum interesse em tomar conhecimento do que se pesquisa e o que se pesquisa e o que se discute nessa area. Faz-se uma apresentacao das interpretacoes mais acatadas do formalismo, mostrando os problemas que elas enfrentam, assim como as tentativas de contorna-los. deste modo, aborda-se os problemas de medicao e do paradoxo onda-particula, assim como as tentativas de reinterpretacao do principio da incerteza e as controversias ligadas ao paradoxo de Einstein, Podolski, e Rosen (EPR) e a desigualdade de Bell. Todos estes topicos sao abordados no contexto do confronto dos pontos de vista classicos com a posicao de Bohr-Heisenberg, sendo analisadas as consequencias da mecânica quântica sobre conceitos com realismo, localidade, causalidade e objetivismo, tao presentes na fisica classica Abstract
É apresentada uma narrativa histórica que representa um recorte dos arcabouços teóricos que ocupam lugar central no debate quântico e que deram lugar a várias interpretações da Mecânica Quântica (MQ). Discutimos, inicialmente, o argumento de Einstein, Podolsky e Rosen (1935) e os desenvolvimentos posteriores com foco no trabalho de John Bell (1964), que recolocaram as questões de fundamento teórico para o campo, também, experimental. De frente ao argumento que teve maior importância na busca de uma interpretação da MQ, em conformidade com o período, destacamos a Interpretação de Copenhagen e sua coerência com a natureza com os fenômenos quânticos. Essa narrativa histórica é respaldada nos requisitos teórico-metodológicos da nova historiografia da história das ciências. Utilizamos textos originais como fontes primárias e várias outras secundárias que discorrem entorno do argumento de EPR. Uma possibilidade contribuição desse artigo é a utilização por estudantes/professores de física e entusiastas da teoria quântica, tendo em vista que, apesar da importância das discussões sobre a manutenção do determinismo, realismo e não-localidade, quase todos os livros de texto voltados a aprendizagem da MQ, com raras exceções, ignoram relevantes aspectos – em consequência, supre de algum modo lacunas quanto falta de materiais didáticos.