Este artigo busca investigar as representações mentais e os drivers de licenciandos em Física, adquiridos e/ou modificados após a utilização de mediações hiperculturais e sociais. O propósito deste artigo é de constituir as correntes interpretativas e modelizações presentes no processo de compreensão de conceitos fundamentais da Mecânica Quântica. Para tanto, adotamos a harmonização de dois referenciais teóricos, sendo eles, a Teoria da Mediação Cognitiva (TMC), em razão de sua abordagem relacionada à mediação hipercultural, e a Modelização Científica de Mario Bunge, em virtude de sua percepção acerca da construção de conhecimento de forma racional em meio a interpretação da realidade. Os resultados foram obtidos após as análises realizadas sob os pré-testes, pós-testes e análise dos gestos descritivos obtidos das imagens de vídeo gravadas durante as entrevistas do pós-teste. Verificamos a predominância de uma postura realista clássica nas interpretações dos alunos, também observamos divergências entre as representações proposicionais e analógicas expressadas ao longo das explicações acerca da dualidade onda-partícula presente nas bancadas virtuais.