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Revista de Ciência Elementar

O Princípio de sobreposição

J. M. B. Lopes dos Santos, CF-UM-UP | DFA/ U. Porto

Published Dec 30, 2025• 0 citations
Publisher

Abstract

Hoje em dia anunciam-se curas quânticas, terapias de energia, de bio feedback ou de ressonância quânticas, técnicas de meditação quânticas, jóias quânticas, etc.. No cinema, explica-se a invisibilidade por um “deslocamento de fase quântica”a. O adjetivo “quântico” transporta uma aura de mistério, quase de magia, mas ao mesmo tempo confere respeitabilidade científica a qualquer patranha destinada a extrair dinheiro a incautos: “se é quântico, deve ser sério!” Neste breve artigo, prosaicamente, tentarei apresentar a essência do que é “ser quântico”. Há mistério e espanto suficiente na verdade da natureza, sem necessidade de qualquer mistificação.

DOI
10.24927/rce2025.038

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REVISTA SAÚDE QUÂNTICA

Rosângela Zambonato Arnt

Hoje o ser humano faz parte da história a cada momento, cada um com a sua história, escolhida pela consciência coletiva a partir de um mar de probabilidades, segundo o grande físico quântico contemporâneo Amit Goswami. Mas, às vezes, passa-se a participar de fatos que alcançam mais longe do que o mundo individual, e entra-se naquela teoria de Einstein na qual tudo e todos estão conectados, a teoria do campo unificado. É exatamente assim que se pode ver hoje a concretização da realidade da Revista Saúde Quântica do Centro Universitário UNINTER. Com essa primeira edição inicia-se o passo histórico da criação de uma revista científica do meio acadêmico, totalmente dedicada aos avanços das teorias quânticas na área da saúde, destinada a dar o apoio científico necessário para que os profissionais possam desenvolver cada vez mais o potencial terapêutico. Pode-se chamar de saúde quântica a aplicação das teorias da física quântica na matéria médica denominada biofísica, ou seja, o uso dos princípios e leis da física para estudar e explicar os fenômenos biológicos. Portanto, tudo o que se tem de fundamentação científica do funcionamento do corpo humano, baseia-se na física. A física quântica desvendou o último mistério da ação da energia dentro do átomo, e trouxe para o mundo atual a noção de que se tudo e todos são feitos de átomos, e os átomos são na verdade feitos de energia, o corpo humano é feito de energia condensada, que se materializa por vibrar em uma mesma frequência. O equilíbrio dessas vibrações propicia a saúde e o desequilíbrio desencadeia a doença. Assim, nada mais lógico, que a obrigatoriedade de se estudar e usar a energia, a frequência, a vibração, definida como oscilações por segundo e medida em hertz, como tratamento de saúde. Lembrando que a energia funciona apenas por que existe, sem que se precise acreditar, mas sim, saber usar. Com essa edição inicia-se um período de “luz científica”, considerando que ao se sair das “trevas”, passa-se a ser visível para a comunidade científica ortodoxa mundial. E esse é o grande objetivo. A partir de agora, pretende-se ser a referência nacional em saúde quântica, dentro da cientificidade exigida pelos céticos e pelos convencionais. Para se entender e aplicar os princípios do uso da energia vibracional, quântica, precisa-se aprender na universidade, com professores estudiosos e práticos, mas dentro do contexto legal e altamente técnico exigido por essa comunidade tão rígida do saber. E para que o mundo erudito oficial entenda, admire, envolva-se, e integre essas propostas de uso prático das teorias quânticas na saúde, é indispensável que o conhecimento se espalhe por meio da publicação dos artigos produzidos por profissionais de saúde e por estudiosos da área quântica. Somente com um espaço acadêmico voltado a essas propostas de vanguarda, mas ainda com a rigidez própria dos sábios, é que se pode colocar as terapias frequenciais, o uso das essências vibracionais, e a aplicação das teorias quânticas no diagnóstico e tratamento da saúde do ser humano, no seu devido lugar, dentro da ciência. Inaugura-se essa nova era do saber com essa edição, e na linha do tempo, ela vem junto com a Pós-graduação em Saúde Quântica, as extensões universitárias em Saúde Quântica, e o 1º Congresso Latino Americano em Saúde e Terapias Quânticas, que está acontecendo neste mesmo mês de novembro. Todos os leitores estão convidados a acompanhar essa jornada, em busca de mais opções para ampliar a saúde e a qualidade de vida do ser humano, que já é holístico e quântico.

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O misticismo quântico e os desafios impostos à epistemologia e ao conhecimento científico

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O objetivo do presente artigo é o de apresentar o tema do misticismo quântico, até então negligenciado pela maioria dos epistemólogos, como um assunto, ao mesmo tempo instigante, também desafiador. Quando as posições místicas nascem de interpretações científicas legítimas, portanto, conciliadoras com a ciência, a exemplo de muitos aspectos do antirrealismo de muitas interpretações ortodoxas da mecânica quântica, tratam-se tão somente de problemas epistêmicos para os quais reflexões e elucidações são exigidas, mas que não comprometem o poder preditivo e de aplicação da teoria. Por outro lado, quando tais posições passam a ser desafiadoras da ciência, aí temos um desafio que nos é imposto para o qual soluções são exigidas. É justamente esse momento que estamos vivenciando no interior da ciência física: um emaranhado de teorias místicas que sequer tangenciam as finalidades e identidade da teoria quântica se colocam como se fossem verdades. Cabe à própria teoria quântica, contudo, refletir sobre o seu percentual de comprometimento com esse estado de coisas, visto de sua conformidade histórica com atitudes de indeterminação, incerteza, descontinuidade e falta de nexo causal.

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Neste artigo discutimos alguns dos desafios relacionados com a formulação e adoção de uma posição realista acerca da mecânica quântica não-relativística. Numa abordagem padrão à ontologia, os compromissos ontológicos das teorias científicas podem ser extraídos das mesmas. O realismo científico é a postura segundo a qual nossas melhores teorias científicas são aproximadamente verdadeiras e, por isso, seus comprometimentos ontológicos possuem uma correspondência com a realidade. A mecânica quântica problematiza essa imagem ao introduzir uma exigência de interpretação que atrela à teoria uma concepção de como a realidade deve ser. Isso gera dificuldades abrangentes: na medida em que separamos teoria e interpretação temos uma concepção clara de teoria, mas não de interpretação e de como extrair a respectiva ontologia. Por outro lado, se de alguma forma identificamos teoria e interpretação, temos uma concepção razoavelmente clara da ontologia que se quer, mas perdemos nossas melhores caracterizações de teoria e nossos métodos de extração de ontologia passam a ser inócuos. Esperamos com isso mapear os desafios para futuras rigorosas abordagens realistas à mecânica quântica. DOI: https://doi.org/10.29327/2194248.5.3-6

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O tempo está em todo lugar. Um conceito tão onipresente e natural para nós, seres humanos, que raramente indagamos sobre a sua natureza. Para a ciência, existe a necessidade clara de se entender cada vez mais sobre a estrutura fundamental do mundo a nossa volta, de modo que um entendimento completo sobre o tempo certamente é um objetivo nobre para a Física. Nesta dissertação, investigamos o conceito do tempo a partir da perspectiva de dois paradigmas fundamentalmente conflitantes: o relativístico e o quântico. Se por um lado a Relatividade Geral permite caracterizar tempo como aquilo medido por relógios honestos - aparatos pontuais que não atrasam nem adiantam independentemente de suas histórias passadas -, por outro, as leis da Mecânica Quântica proibem a existência dos mesmos na natureza. Nossa proposta é fornecer um entendimento preciso da razão de tal proibição, bem como uma perspectiva sólida do papel do tempo na teoria quântica enquanto uma quantidade passível de medição;

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recurso quântico

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Nos últimos anos, a palavra “quântico” tem sido utilizada em contextos variados, muitas vezes dissociados de sua origem na física quântica. Termos como “coach quântico” e “cura quântica” são exemplos de como conceitos científicos podem ser desvirtuados para finalidades metafísicas ou pseudocientíficas. Este artigo explora a origem do termo “quântico”, suas bases teóricas na física e seu uso na ficção científica, onde se tornou um recurso narrativo popular. A mecânica quântica, que estuda os fenômenos no nível subatômico, foi desenvolvida por cientistas como Einstein, Bohr, Planck, Schrödinger e Heisenberg. Destacamos o experimento mental do gato de Schrödinger, que ilustra a superposição quântica e o problema da medição. Discutimos também a Interpretação de Muitos Mundos de Hugh Everett, que sugere a existência de universos paralelos. O conceito de multiverso, popularizado na cultura pop por filmes e séries do Universo Cinematográfico Marvel, encontra suas raízes em teorias físicas robustas. No entanto, a ficção científica e outras formas de mídia muitas vezes simplificam ou distorcem esses conceitos para fins narrativos. Ao final, consideramos os benefícios e limitações da apropriação quântica tanto na compreensão científica quanto na criação ficcional.

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