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Cuadernos de Educación y Desarrollo

Efeito fotoelétrico: correção dos erros e os acréscimos químicos

Francisco Guerreiro Martinho

Published May 31, 2023• 0 citations
Publisher

Abstract

O efeito fotoelétrico foi descoberto por Hertz em 1887. Foi estudado profundamente por Lenard, aluno de Hertz, que só tinha como amparo, a ideia de Planck, de quantização das trocas de energia, e o que dizia a Teoria Ondulatória clássica. Concluiu que algumas das suas observações eram explicadas pela TO, mas outras não conseguiam ser explicadas. Em 1905 Einstein explicou e quantificou o efeito fotoelétrico, através de uma proposta bastante complexa e estapafúrdia. Quantificou o valor de um quantum de energia luminosa (mais tarde, em 1926, chamada de fóton) através de uma errada equação linear (a função energia é quadrática) e propôs a sua materialização através de uma equação de interconversão onda x matéria já estudada e abandonada por vários físicos anteriores a ele. Curiosamente, depois de impor que o quantum (fóton) de energia se torne matéria (para permitir a colisão partícula x partícula) com o elétron, no ato da colisão obriga a que apenas seja transferida toda sua energia para o elétron, ação que a dupla matéria x matéria não pode fazer, e com o quantum na forma de energia é a forma natural de ocorrência. Apresenta uma dedução matemática confusa e altamente “conduzida” de forma errada para atingir seu objetivo, que era comprovar que sua equação proposta estava certa. Na primeira metade, o trabalho cuida apenas da parte física do efeito, a única considerada em seu estudo pelos físicos, mostrando seus inúmeros erros. Na segunda parte do trabalho, o autor acrescenta os conceitos químicos envolvidos pelo efeito, alguns desconhecidos e que são propostos à comunidade científica para avaliação, tais como, só existir uma única curva de aceleração do elétron (pois o elétron é uma partícula com características próprias), o ramo químico da curva parabólica completa do efeito, a nova quantificação do efeito pela soma dos segmentos físico e químico, a energia intrínseca do elétron, o paralelismo de ambos os segmentos, físico e químico, para diferentes elementos químicos, mostrando que com a curva correta do segmento físico, não precisa mais ser feito o ensaio, pois a curva já estará pronta para todos os elementos químicos. A curva completa, com o segmento químico e o segmento físico determinado com precisão, além de permitir a determinação do valor preciso da energia intrínseca do elétron, também poderá ser usada para estudos complementares de todos os átomos, inclusive daqueles em que não é possível a execução do efeito fotoelétrico.

DOI
10.55905/cuadv15n2-038

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Explorando a Física Quântica

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A Fisica Quântica ou Mecânica Quântica e o ramo da Fisica que estuda os fenomenos subatomicos, ou seja, os fenomenos que ocorrem em escalas de nivel menor que a escala atomica e surgiu da necessidade de complementar a Mecânica Classica que ja nao podia explicar completamente alguns fenomenos, como por exemplo, o movimento dos eletrons na eletrosfera dos atomos e os diferentes comportamentos observados na luz. A Fisica Quântica constitui uma area avancada da Fisica, chamada Fisica Moderna, que geralmente nao e abordada no Ensino Medio ficando restrita a estudantes de Ensino Superior, porem desperta grande interesse daqueles que gostariam de compreender esta area que tanto contribuiu para a evolucao da Fisica. O fato de nao ser um topico abordado no Ensino Medio, juntamente com divulgacoes equivocadas dos conceitos envolvidos acaba por fazer com que parte das pessoas acredite que a Fisica Quântica esteja ligada, por exemplo, a saude e a espiritualidade. Com o objetivo de poder explica-la de forma clara e sucinta esta pesquisa busca a compreensao de alguns dos conceitos que fundamentam a Fisica Quântica bem como esclarecer, na forma de divulgacao cientifica, sua importância na evolucao do estudo da Fisica, sem aprofundamento de conteudos, ou seja, sem o uso de equacao fisicas e matematicas. Neste trabalho a principal metodologia empregada foi a Pesquisa Bibliografica realizada em livros didaticos de Fisica, livros de divulgacao cientifica e sites da internet.

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Comprehending the Relationship Between Photon and Matter and Its Experimental Applications

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O fóton, uma partícula sem massa e sem carga, há muito tempo deixa os físicos perplexos devido à sua natureza dupla de onda e partícula. No início do século XX, foi demonstrado que o fóton, assim como outras partículas, exibe simultaneamente comportamentos de onda e de partícula. Este artigo tem como objetivo explorar a interação dos fótons com a matéria e abordar questões relativas à sua relação. Pesquisas experimentais revelam interações significativas entre fótons, especialmente em frequências mais altas, e vários materiais, exemplificadas por fenômenos como os efeitos fotoelétrico e Compton, bem como a produção de pares. Embora esses exemplos sejam peculiares à física quântica e possam parecer distantes da nossa realidade, o estudo baseia-se no trabalho de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), que utilizaram interações fóton-matéria no tratamento de feridas de pé diabético, ilustrando como o conhecimento quântico pode salvar e melhorar vidas. Essa abordagem interdisciplinar ressalta não apenas a existência dessa relação, mas também a implementação prática da física quântica na sociedade.

•Jan 1, 2023•0 citations

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A compreensão da natureza das propriedades de átomos, moléculas e sistemas mais complexos está diretamente relacionada com a distribuição e o comportamento das partículas microscópicas que os constitui. Diversas evidências experimentais sugeriram que a estrutura de átomos e moléculas não poderiam ser explicadas por princípios baseados na mecânica clássica. Experimentos, tais como: a radiação do corpo negro, capacidade calorífica e espectros atômicos e moleculares, sugeriam que os processos de absorção ou emissão de energia só poderiam ser explicados admitindo-se que a energia envolvida nesses processos seria quantizada e não contínua, como prevê a mecânica clássica. A nova mecânica criada para conciliar os aspectos observados com a hipótese de quantizações de determinadas propriedades microscópicas foi denominada de Mecânica Quântica. Duas versões dessa nova mecânica foram formuladas pelos físicos Erwin Schrödinger e Werner Heisemberg, em trabalhos e métodos matemáticos diferentes, porém equivalentes. A teoria especifica quais são as leis que as partículas de qualquer sistema microscópico obedecem. Observa-se que há uma relação com a teoria de Newton para o movimento de sistemas macroscópicos (princípio da correspondência), sendo a teoria de Newton um caso particular (no limite macroscópico) das equações de Schrödinger, assim como a teoria da relatividade de Einstein é uma generalização que inclui a teoria de Newton como um caso especial, no limite de baixas velocidades. O modelo de Schrödinger está fundamentado em alguns postulados que são descritos a seguir.

Revista Chemkeys•Sep 17, 2018•7 citations

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Nesta tese discutimos alguns aspectos fundamentais da teoria quântica de um ponto de vista mais contemporâneo, onde tambem pudemos desenvolver tres trabalhos. No primeiro analisamos teoricamente um interferometro de fenda dupla para atomos. Mostramos que se os autoestados de energia do atomo estao correlacionados com os comportamentos de particula e de onda do mesmo, fenomenos complementares podem ser medidos simultaneamente, indicando uma reinterpretacao do principio da complementaridade. O mesmo aparato tambem apresentou propriedades de apagador quântico. No segundo apresentamos um interferometro de duas particulas e a maneira como a decoerencia afeta o grau de interferencia. Mostramos como os constituintes do ambiente, aqui considerados como fotons, podem destruir a oscilacao na taxa de coincidencia de deteccao das particulas. Devido a sua caracteristica temporal, chamamos este processo de decoerencia temporal quântica. No ultimo trabalho estudamos a existencia de uma nova familia de solucoes ortogonais da equacao paraxial da luz. A amplitude complexa desses feixes sao proporcionais as funcoes hipergeometricas confluentes, que denominamos modos hipergeometricos do segundo tipo (HyG-II). Demonstramos formalmente que um meio com um perfil hiperbolico de indice de refracao pode gerar e suportar essa classe de feixes. Uma vez que esses modos sao autofuncoes do momento angular orbital do foton, concluimos que uma fibra otica com este perfil de indice, em certas situacoes, poderia levar vantagem em relacao a outras fibras com indice variavel na capacidade de transmissao de dados.

•Jun 6, 2013•0 citations

Considerações sobre o caminho original de Einstein rumo a uma teoria quântica da radiação (a propósito do artigo "Einstein y el efecto Compton")

Michel Paty

No artigo "Einstein y el efecto Compton", publicado neste número de SCIENTIÆ UDIA: , os autores estranham o fato de Einstein não ter declarado mais claramente o quanto esse efeito comprovava definitivamente o carácter corpuscular da radiação. A presente nota crítica pretende fornecer elementos adicionais de apreciação que permitam acompanhar o método de exploração do domínio dos quanta elaborado por Einstein, na ausência de uma teoria adequada, e praticado por ele de 1905 à 1925, evidenciando por esse meio propriedades inéditas e inusuais dos fenômenos quânticos; e também explicitar o alvo que ele queria almejar com sua investigação e entender melhor seu pensamento acerca dos quanta. Três argumentos principais são delineados. (1) O problema dos quanta de luz está estreitamente ligado com aquele das propriedades quânticas da matéria atômica em geral, do qual não pode ser separado. (2) Outro experimento, realizado pouco depois do experimento de Compton, trouxe um elemento adicional, necessário para que se possa atribuir sem nenhuma reticiência uma quantidade de movimento à radiação, isto é, o caráter individual da interação da qual a radiação toma parte. (3) Enfim, os trabalhos de Einstein sobre a estatística quântica, realizados no mesmo período, apontavam na direção da generalização do duplo caráter onda-corpúsculo à radiação, como também à matéria, evidenciando a indiscernibilidade dos estados idênticos e revelando, assim, propriedades fundamentais radicalmente novas que toda teoria quântica futura haveria de incluir.

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Dada a complexidade da representação do mundo microscópio e a necessária capacidade de abstração exigida na sua representação contemporânea, pretendemos com este trabalho identificar possíveis obstáculos epistemológicos que influenciaram a construção e o desenvolvimento histórico da mecânica quântica, bem como identificar os obstáculos epistemológicos presentes nos textos de física moderna e contemporânea dos livros didáticos. Destacando as rupturas epistemológicas como uma descontinuidade que ocorre no desenvolvimento histórico e também como uma inadequação entre o saber comum e o conhecimento científico e através de uma psicanálise do conhecimento objetivo utilizada na superação dos obstáculos epistemológicos e na retificação dos erros das concepções alternativas dos alunos, pretendemos desenvolver uma sequência didática através de uma visão filosófica não realista e elaborar textos de apoio para o estudo da questão da dualidade onda-partícula através do experimento da fenda dupla para elétrons, do interferômetro Mach-Zehnder e da interação entre radiação e matéria através do efeito fotoelétrico sob a luz do postulado quântico, que são questões essenciais da física quântica, destacando, ainda, que na física quântica a observação dos fenômenos está relacionada com o fato de que a interação dos objetos atômicos e dos instrumentos de medida é parte integrante dos fenômenos quânticos (interpretação da complementaridade). Considerando que abordagens filosóficas, de caráter ontológico e epistemológico, podem gerar estratégias e atividades que envolvam a imaginação e a abstração necessárias para o entendimento das novas teorias incluímos neste trabalho uma breve discussão sobre o realismo científico e o antirrealismo bem como um breve relato histórico deste debate filosófico, que podem e devem ser conduzidos às salas de aula. Utilizaremos como fundamento teórico para o desenvolvimento deste trabalho a epistemologia histórica de Bachelard.

•Dec 8, 2015•0 citations
O efeito fotoelétrico foi descoberto por Hertz em 1887. Foi estudado profundamente por Lenard, aluno de Hertz, que só tinha como amparo, a ideia de Planck, de quantização das trocas de energia, e o que dizia a Teoria Ondulatória clássica. Concluiu que algumas das suas observações eram explicadas pela TO, mas outras não conseguiam ser explicadas. Em 1905 Einstein explicou e quantificou o efeito fotoelétrico, através de uma proposta bastante complexa e estapafúrdia. Quantificou o valor de um quantum de energia luminosa (mais tarde, em 1926, chamada de fóton) através de uma errada equação linear (a função energia é quadrática) e propôs a sua materialização através de uma equação de interconversão onda x matéria já estudada e abandonada por vários físicos anteriores a ele. Curiosamente, depois de impor que o quantum (fóton) de energia se torne matéria (para permitir a colisão partícula x partícula) com o elétron, no ato da colisão obriga a que apenas seja transferida toda sua energia para o elétron, ação que a dupla matéria x matéria não pode fazer, e com o quantum na forma de energia é a forma natural de ocorrência. Apresenta uma dedução matemática confusa e altamente “conduzida” de forma errada para atingir seu objetivo, que era comprovar que sua equação proposta estava certa. Na primeira metade, o trabalho cuida apenas da parte física do efeito, a única considerada em seu estudo pelos físicos, mostrando seus inúmeros erros. Na segunda parte do trabalho, o autor acrescenta os conceitos químicos envolvidos pelo efeito, alguns desconhecidos e que são propostos à comunidade científica para avaliação, tais como, só existir uma única curva de aceleração do elétron (pois o elétron é uma partícula com características próprias), o ramo químico da curva parabólica completa do efeito, a nova quantificação do efeito pela soma dos segmentos físico e químico, a energia intrínseca do elétron, o paralelismo de ambos os segmentos, físico e químico, para diferentes elementos químicos, mostrando que com a curva correta do segmento físico, não precisa mais ser feito o ensaio, pois a curva já estará pronta para todos os elementos químicos. A curva completa, com o segmento químico e o segmento físico determinado com precisão, além de permitir a determinação do valor preciso da energia intrínseca do elétron, também poderá ser usada para estudos complementares de todos os átomos, inclusive daqueles em que não é possível a execução do efeito fotoelétrico.
A Fisica Quântica ou Mecânica Quântica e o ramo da Fisica que estuda os fenomenos subatomicos, ou seja, os fenomenos que ocorrem em escalas de nivel menor que a escala atomica e surgiu da necessidade de complementar a Mecânica Classica que ja nao podia explicar completamente alguns fenomenos, como por exemplo, o movimento dos eletrons na eletrosfera dos atomos e os diferentes comportamentos observados na luz. A Fisica Quântica constitui uma area avancada da Fisica, chamada Fisica Moderna, que geralmente nao e abordada no Ensino Medio ficando restrita a estudantes de Ensino Superior, porem desperta grande interesse daqueles que gostariam de compreender esta area que tanto contribuiu para a evolucao da Fisica. O fato de nao ser um topico abordado no Ensino Medio, juntamente com divulgacoes equivocadas dos conceitos envolvidos acaba por fazer com que parte das pessoas acredite que a Fisica Quântica esteja ligada, por exemplo, a saude e a espiritualidade. Com o objetivo de poder explica-la de forma clara e sucinta esta pesquisa busca a compreensao de alguns dos conceitos que fundamentam a Fisica Quântica bem como esclarecer, na forma de divulgacao cientifica, sua importância na evolucao do estudo da Fisica, sem aprofundamento de conteudos, ou seja, sem o uso de equacao fisicas e matematicas. Neste trabalho a principal metodologia empregada foi a Pesquisa Bibliografica realizada em livros didaticos de Fisica, livros de divulgacao cientifica e sites da internet.
O fóton, uma partícula sem massa e sem carga, há muito tempo deixa os físicos perplexos devido à sua natureza dupla de onda e partícula. No início do século XX, foi demonstrado que o fóton, assim como outras partículas, exibe simultaneamente comportamentos de onda e de partícula. Este artigo tem como objetivo explorar a interação dos fótons com a matéria e abordar questões relativas à sua relação. Pesquisas experimentais revelam interações significativas entre fótons, especialmente em frequências mais altas, e vários materiais, exemplificadas por fenômenos como os efeitos fotoelétrico e Compton, bem como a produção de pares. Embora esses exemplos sejam peculiares à física quântica e possam parecer distantes da nossa realidade, o estudo baseia-se no trabalho de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), que utilizaram interações fóton-matéria no tratamento de feridas de pé diabético, ilustrando como o conhecimento quântico pode salvar e melhorar vidas. Essa abordagem interdisciplinar ressalta não apenas a existência dessa relação, mas também a implementação prática da física quântica na sociedade.
A compreensão da natureza das propriedades de átomos, moléculas e sistemas mais complexos está diretamente relacionada com a distribuição e o comportamento das partículas microscópicas que os constitui. Diversas evidências experimentais sugeriram que a estrutura de átomos e moléculas não poderiam ser explicadas por princípios baseados na mecânica clássica. Experimentos, tais como: a radiação do corpo negro, capacidade calorífica e espectros atômicos e moleculares, sugeriam que os processos de absorção ou emissão de energia só poderiam ser explicados admitindo-se que a energia envolvida nesses processos seria quantizada e não contínua, como prevê a mecânica clássica. A nova mecânica criada para conciliar os aspectos observados com a hipótese de quantizações de determinadas propriedades microscópicas foi denominada de Mecânica Quântica. Duas versões dessa nova mecânica foram formuladas pelos físicos Erwin Schrödinger e Werner Heisemberg, em trabalhos e métodos matemáticos diferentes, porém equivalentes. A teoria especifica quais são as leis que as partículas de qualquer sistema microscópico obedecem. Observa-se que há uma relação com a teoria de Newton para o movimento de sistemas macroscópicos (princípio da correspondência), sendo a teoria de Newton um caso particular (no limite macroscópico) das equações de Schrödinger, assim como a teoria da relatividade de Einstein é uma generalização que inclui a teoria de Newton como um caso especial, no limite de baixas velocidades. O modelo de Schrödinger está fundamentado em alguns postulados que são descritos a seguir.
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Dada a complexidade da representação do mundo microscópio e a necessária capacidade de abstração exigida na sua representação contemporânea, pretendemos com este trabalho identificar possíveis obstáculos epistemológicos que influenciaram a construção e o desenvolvimento histórico da mecânica quântica, bem como identificar os obstáculos epistemológicos presentes nos textos de física moderna e contemporânea dos livros didáticos. Destacando as rupturas epistemológicas como uma descontinuidade que ocorre no desenvolvimento histórico e também como uma inadequação entre o saber comum e o conhecimento científico e através de uma psicanálise do conhecimento objetivo utilizada na superação dos obstáculos epistemológicos e na retificação dos erros das concepções alternativas dos alunos, pretendemos desenvolver uma sequência didática através de uma visão filosófica não realista e elaborar textos de apoio para o estudo da questão da dualidade onda-partícula através do experimento da fenda dupla para elétrons, do interferômetro Mach-Zehnder e da interação entre radiação e matéria através do efeito fotoelétrico sob a luz do postulado quântico, que são questões essenciais da física quântica, destacando, ainda, que na física quântica a observação dos fenômenos está relacionada com o fato de que a interação dos objetos atômicos e dos instrumentos de medida é parte integrante dos fenômenos quânticos (interpretação da complementaridade). Considerando que abordagens filosóficas, de caráter ontológico e epistemológico, podem gerar estratégias e atividades que envolvam a imaginação e a abstração necessárias para o entendimento das novas teorias incluímos neste trabalho uma breve discussão sobre o realismo científico e o antirrealismo bem como um breve relato histórico deste debate filosófico, que podem e devem ser conduzidos às salas de aula. Utilizaremos como fundamento teórico para o desenvolvimento deste trabalho a epistemologia histórica de Bachelard.