Protocolos de acordo de chaves no modelo de criptografia de chave pública sem certificado permitem o estabelecimento de chaves secretas com autenticação, sem a necessidade de distribuição de certificados digitais e com nível de segurança maior que o alcançado por protocolos baseados em identidade. Neste artigo, propomos a extensão do modelo de segurança, tornando-o resistente a ataques de uma autoridade mal intencionada, que gera parâmetros do sistema de forma a criar atalhos para recuperação de chaves de sessão. Apresentamos um protocolo que é mostrado seguro nesse modelo estendido, com eficiência equivalente a de protocolos anteriores.
Protocolos de acordo de chaves no modelo de criptografia de chave pública sem certificado permitem o estabelecimento de chaves secretas com autenticação, sem a necessidade de distribuição de certificados digitais e com nível de segurança maior que o alcançado por protocolos baseados em identidade. Neste artigo, propomos a extensão do modelo de segurança, tornando-o resistente a ataques de uma autoridade mal intencionada, que gera parâmetros do sistema de forma a criar atalhos para recuperação de chaves de sessão. Apresentamos um protocolo que é mostrado seguro nesse modelo estendido, com eficiência equivalente a de protocolos anteriores.
A criptografia de chave pública sem certificado (certificateless) é uma alternativa ao modelo convencional de criptografia assimétrica, pois a autenticação da chave pública ocorre implicitamente durante a execução dos protocolos, sem a necessidade de gerenciamento e distribuição de certificados digitais. Potencialmente reduz custos computacionais e o nível de segurança alcançado é maior quando comparado ao modelo baseado em identidade. Nesta tese de doutorado, modelos formais de segurança para acordo de chave com autenticação sem certificado são aprimorados visando dois objetivos paralelos: (1) aumentar o nível de confiança que usuários podem depositar na autoridade geradora de chaves secretas parciais e (2) viabilizar protocolos que sejam eficientes computacionalmente e com propriedades de segurança relevantes, dentre as quais se inclui resistência a ataques de adversários que têm total controle do canal de comunicação e que podem substituir chaves públicas de usuários por valores arbitrários. Para atestar que as melhorias efetuadas são praticáveis e possibilitam que os objetivos sejam alcançados, novos protocolos são propostos para o caso que envolve dois participantes na comunicação. Os protocolos são provados seguros, usando-se técnica de redução de problemas computacionais.
A partir da modularidade da Composibilidade Universal, Kusters et al. propõem um framework onde primitivas criptográficas podem ser utilizadas como módulos fundamentais no projeto de protocolos gerais. Embora o framework contemple diversas primitivas, não há suporte a criptografia baseada em identidade, um cenário emergente de segurança para aplicações de Internet das Coisas. Neste artigo, apresentamos e provamos uma extensão do framework para suportar o acordo de chaves com autenticação baseado em identidade. Nós esboçamos a análise de segurança de um protocolo real de autenticação mútua proposto para o contexto de casas inteligentes para validar nossa extensão.
Resumo A segurança dos protocolos de criptografia utilizados atualmente para comunicações seguras se baseia na dificuldade computacional de resolver certos problemas matemáticos, caracterizando assim a chamada segurança computacional. Em contraste, a distribuição quântica de chaves (DQC) oferece um nível de segurança mais fundamental, baseado nas leis da mecânica quântica. Contudo, um dos grandes desafios atuais é assegurar que as implementações práticas de DQC correspondam às idealizações teóricas dos protocolos. Neste artigo, apresentamos os principais resultados que formalizam a prova de segurança da distribuição quântica de chaves. Além disso, discutimos alguns dos desafios técnicos e conceituais envolvidos na incorporação de imperfeições experimentais às demonstrações de segurança, com o objetivo de desenvolver protocolos que sejam ao mesmo tempo práticos e seguros.
Nos dias atuais, os sistemas de criptografia e autenticação desempenham um papel fundamental em aplicações que envolvem a manipulação de informações sigilosas, tais como movimentações financeiras, comércio eletrônico, aplicações militares e proteção de arquivos digitais. A popularização do uso dos sistemas de criptografia e autenticação se deve, em grande parte, a descrição de esquema de criptografia por chave pública. A segurança de tais sistemas é baseada na intratabilidade computacional (clássica) de problemas da teoria dos números, como a fatoração em produtos de primos e o problema do logaritmo discreto. A partir da formulação da Mecânica Quântica, foram demonstrados algoritmos que, executados em um computador quântico e consumindo tempo e recursos polinomiais, são capazes de resolver tais problemas. A construção de um computador quântico inviabilizaria, portanto, o uso de sistemas de criptografia e autenticação por chave pública. Nesta dissertação é discutido o problema da autenticação quântica de mensagens clássicas. É proposto um protocolo híbrido que alcança segurança incondicional, mesmo que um criptoanalista disponha de recursos computacionais infinitos, sejam eles clássicos ou quânticos. Através de uma prova matemática formal, é mostrado que o nível de segurança pode ser feito tão alto quanto desejado. Tal segurança é-garantida pelos princípios fundamentais da mecânica quântica.
Resumo A criptografia clássica utiliza suposições de dificuldade computacional, como a fatoração de grandes números, para garantir segurança na comunicação. Tal uso pode ser comprometido por avanços de hardware ou software, como a implementação do algoritmo de Shor pela computação quântica. O trabalho em tela explora a segurança da criptografia quântica atrelada inteiramente às leis da mecânica quântica, em um contexto no qual busca-se gerar, de forma segura, chaves clássicas por meios quânticos com a Distribuição Quântica de Chaves para posterior uso em algoritmos como o one-time-pad. A pesquisa teve foco na QKD dependente de equipamentos, mais especificamente dentro da categoria de preparação e medição, contemplando implementações práticas do protocolo de seis estados feitas no IBM Quantum Experience platform. Explora-se cenários ideais, ruidosos, com e sem adversários, analisando os resultados através do QBER. O trabalho abrange ainda conceitos sobre os procedimentos de pós-processamento de reconciliação da informação e amplificação privada, mencionando eventuais ataques quânticos e suas contramedidas, citando a distribuição quântica de chaves independente de dispositivos como uma das possíveis abordagens de solução.
Neste trabalho, introduzimos um protocolo para a distribuicao quântica de chaves (QKD) que faz uso de tres estados comprimidos da luz: dois estados de bit, utilizados para a transmissao de informacao, e um estado de Isca, utilizado para a deteccao de espionagem. Seu desenvolvimento teve como base o protocolo de P. Horak (H04) para estados comprimidos, que por sua vez consiste de uma generalizacao do protocolo de R. Namiki e T. Hirano (NH03) para estados coerentes. Analisamos sua seguranca considerando dois tipos de ataques: ataque por medida simultânea das quadraturas e ataque por troca do canal por canal superior. Para esta analise utilizamos uma descricao em termos da funcao de Wigner, obtendo a partir dela distribuicoes de probabilidade conjuntas e marginais. Da distribuicao para os estados de Isca definimos uma Medida da Espionagem M, e discutimos sua utilidade para o calculo da taxa de informacao vazada para Eva em cada ataque. Por fim, para o ataque por troca do canal, analisamos o efeito da introducao de um limiar de pos-selecao sobre as informacoes de Bob e Eva, demonstrando que maiores distâncias de transmissao (menores transmissividades) podem ser suportadas pelo protocolo com o aumento deste parâmetro, ao custo de menores taxas de aceitacao de bits
Abstract